Voltando para Salzburg, em 1779, ele se tornou Organista da Corte. Naquela época, produziu uma esplêndida série de músicas religiosas, incluindo a famosa “Coronation Mass”. Ele recebeu, em 1781, a empreitada de compor uma nova ópera para Munich, Idomeneo, o que provou ser ele realmente um mestre em confecção de óperas. O arcebispo Von Colloredo, no final de 1781, solicitou que ele retornasse a Salzburg, e, após uma série de violentos argumentos, foi demitido dos serviços do bispo.
A carreira de Mozart em Viena começou promissora, e ele foi rapidamente escolhido, em 1782, para escrever “The Abduction” (O Sequestro) para o Teatro da Corte. Seus concertos foram um grande sucesso, e o Imperador, Joseph II, encourajou-o mais tarde, em 1787, engajando-o como compositor da Corte, com um modesto salário. Seus trabalhos saíam com demanda constante. Ainda em 1782, ele casou-se com Constanze Weber, da Alemanha (anteriormente, em 1778, ele estivera enamorado da irmã dela, Aloysia). O grande sucesso de Mozart foi o “Casamento de Fígaro” em 1786, composto para o Teatro de Viena. Os grandes concertos de piano e a série de quartetos dedicada ao seu “querido irmão”, Joseph Haydn, pelo qual ele tinha profunda admiração, foram também compostos durante esse período.
Anos Finais
A fama de Mozart começou a declinar após Fígaro. A nobreza e a Corte estavam agitadas e nervosas devido a suas idéias revolucionárias, como exemplificado em Fígaro, e seu novo estilo de música não era entendido por muitos. Ele começou a ter uma série de dívidas e foi assistido por seu Irmão Francomaçom, Michael Puchberg - Mozart tinha entrado na Maçonaria em 1784 e permaneceu como ardente membro até sua morte. Seu maior sucesso em ópera, após Fígaro, foi Don Giovanni, em 1787, composto para a cidade de Praga, onde a arte de Mozart era muito apreciada, seguida da ópera “Cosi Fan Tutte”. Em 1791, compôs a Flauta Mágica, para um teatro suburbano em Viena. Durante esse período de dificuldades financeiras, compôs suas três últimas sinfonias. Ainda em 1791, Mozart foi solicitado a escrever um Requiem, que ficou inacabado. Ele já estava doente e imaginou que o trabalho era para ele mesmo, o que realmente ocorreu. Sua morte, em 05 de dezembro de 1791, foi acompanhada de rumores de envenenamento, mas, é agora sabido, ter sido o resultado de falha renal.
Teve um funeral barato na Catedral de Saint Stephen e fora enterrado, tendo como testemunha somente o coveiro, numa cova sem identificação no cemitério de Saint Marx, num subúrbio de Viena. Mozart se excedeu em todas as formas musicais que compôs. Seus contemporâneos achavam um conteúdo emocional complicado em sua música, difícil de se entender. Acostumados com música simples, ligeira e superficial, característica do estilo Rococó, a aristocracia e o povo em geral, não conseguiram digerir a complexidade e a profundidade da música de Mozart. Juntamente com Joseph Haydn, Mozart aprimorou as grandes formas das sinfonias e óperas, marcando um período “Clássico” na música. Sua música foi como um elo de ligação entre as obras de Haydn e obras da futura geração de músicos, mais notadamente Beethoven.
O brilhantismo de seu trabalho não foi prejudicado, nem mesmo pelo pequeno fracasso, ocorrido nos últimos cinco ou seis anos de sua curta vida. Hoje em dia, suas composições continuam a exercer particular fascínio aos músicos e amantes da música.