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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dia do Maçom





Nesta segunda feira (20/08) comemoramos o dia do maçom. Em homenagem a todos vocês irmãos, a equipe de comunicação do Grande Oriente do Brasil entrevistou o Grão-Mestre Geral do GOB Soberano Irmão Marcos José da Silva que falou um pouco da importância da data e do que representa o maçom diante das tradições e da modernidade.

O dia do maçom é uma data em homenagem aos irmãos. O que representa para o senhor esta data?
Marcos José da Silva
 – Na minha concepção simplória, o dia do maçom é todo dia, porque as atividades envolvidas nas lojas maçônicas são diárias em todas as partes do Brasil e do mundo e em todas as horas. As finalidades da maçonaria e os princípios da nossa instituição estão constantemente sendo revisados e revividos de tal forma que nós temos na realidade, a maçonaria em tempo integral. Pensamos o dia do maçom como um dia para ser histórico, simbólico e lembrado. Mas aos nossos irmãos é importante que saibam que todo o dia é dia do maçom.

Qual o papel do maçom na atualidade? Qual seria a melhor maneira do irmão entender a modernidade que ele vivencia com todas as novidades que surgem e manter as tradições que a maçonaria também considera?
Marcos José da Silva
 - A maçonaria considera a moral espiritual, a presença da pessoa e o respeito à pessoa. O conceito principal da maçonaria é o da moralidade e este permanece. Esse aspecto maçônico em si, por mais que haja modernidade e grandes transformações em qualquer que seja o sentido, o princípio da moral maçônica é sempre o mesmo e será sempre mantido. Conceitos modernos considerados imorais ontem, nos dias atuais são considerados normais, alguns fatos são novos, e nós maçons observarmos.

A modernidade na maçonaria é procurarmos nos adequar aos novos fatos de tal forma que podemos nos moldar a eles, mas com uma visão muito mais ampla. Socialmente falando o sentido de moral varia de acordo com a concepção que se tem com o passar do tempo. E o pensamento e atitudes são uma questão também de foro íntimo, pois a imoralidade às vezes não está em quem pratica, mas em quem pensa em quem pratica, que é o que eu chamo de hipocrisia, a pessoa criticar algo que na realidade ela já fez ou faz. A maçonaria não se envolve nesse aspecto.

Nos preocupamos em dar assistência as pessoas, ao relacionamento pessoal,  que para nós é importante ao todo e não fatos isolados em termos de modernidade. A maçonaria está atenta a isso e busca difundir e influenciar boas ideias. Algumas pessoas também começam a achar que maçonaria pode resolver os problemas da modernidade e não é assim. Nós maçons tentamos oferecer mecanismos e ferramentas para que cada um possa se autoaprimorar e nesse contexto levamos em consideração aspectos importantes, quando a pessoa entra na maçonaria e com o passar do tempo como ela vai moldando a sua internalidade em termos de conhecimento e aprimoramento para seu crescimento pessoal.

Para finalizar gostaríamos que deixasse uma mensagem para os maçons nesse dia de comemorações.
Marcos José da Silva
 - Em termos de Grande Oriente do Brasil (GOB) é mais um motivo de grande alegria, pois neste ano em que comemoramos os 190 anos é muito bom celebrarmos este grande feito para os irmãos. O momento histórico é outro, os desafios são outros, mas nem por isso poderemos esmorecer. Temos novas fronteiras e iremos alcançar novos limites e, acima disso, temos consciência de que a maçonaria, apesar de antiga, continua se modernizando, através de seus membros, suas ações e de um sentimento cada vez mais renovado e puro de brasilidade. Esse é o sentimento que externo a todos os irmãos nesse dia do maçom tão importante para todos nós.
20.08.2012


Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral



Fonte: www.gob.org.br

domingo, 15 de julho de 2012

Primeiro Malhete





Novos Veneráveis Mestres foram instalados e empossados, assumindo o Primeiro Malhete das Lojas que os elegeram em maio próximo passado, depositando neles a confiança da realização de profícuos trabalhos e plena dedicação para o fortalecimento e projeção de suas respectivas Lojas.

É preciso muita determinação e perseverança para o fiel cumprimento do compromisso declarado sem o que, dificilmente, alcançarão o êxito tão esperado e almejado pelos Irmãos que anseiam por uma gestão profícua, com reais benefícios pessoais para o aprimoramento individual e consequente projeção da Loja, por possuir maçons capacitados e divulgadores da doutrina maçônica.

Para alguns, o exercício do mandato de Venerável pode parecer algo fácil e meramente administrativo, mas, efetivamente, reveste-se de uma considerável complexidade, tanto em termos de conhecimentos maçônicos propriamente ditos, como pelo trato com situações que envolvam assuntos de ordem administrativa interna, relações humanas, interação com outras Lojas e os mais diversos desafios.

A serenidade na condução das matérias afetas à Loja é imprescindível, a tolerância é indispensável, a dedicação deverá ser plena e despida de qualquer outro sentimento que não seja o de fraternidade e o espírito de liderança deve prevalecer em qualquer que seja a situação, ficando sempre evidenciada a autêntica liderança sob a égide dos elevados princípios maçônicos.

Saber liderar é ter em mente o espírito de EQUIPE, tudo fazendo para contar com o máximo de colaboradores em determinado projeto; deve ser sempre evitado a prevalência do indesejado espírito de “EUQUIPE”, que às vezes se manifesta em alguns Veneráveis que se julgam os donos da Loja, exigindo e impondo sua vontade, esquecendo-se de que o desejo da coletividade deve suplantar a vontade da individualidade.

É sempre bom lembrar que projetos e objetivos de ordem coletiva envolvendo todos, tornam-se fruto da deliberação democrática dos obreiros, cujos resultados rendem bons frutos à Loja e, curiosa e costumeiramente, observa-se que a desarmonia existe em Loja sem projeto ou sem objetivo.

A todos que assumiram o cargo de Venerável Mestre desejo que a gestão seja coroada de pleno sucesso e que a paz, a harmonia e a concórdia estejam sempre presentes em suas atividades e aproveitando o ensejo, envio-lhes meu especial TFA



Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral



Fonte: www.gob. org.br

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A Vitoriosa trajetória do Grande Oriente do Brasil










As águas de uma pequena fonte aos poucos se juntam a outras oriundas também de pequenas fontes, que formam pequenos veios, que se avolumam dando origem a pequenos córregos, os quais mais adiante se encontram e formam pequenos riachos, cujo volume d’água cresce à medida que outros riachos a eles se juntam, de tal sorte que os pequenos riachos ao se reunirem fazem com que surja um grande e majestoso rio.

O Grande Oriente do Brasil é um caudaloso rio cujos afluentes se encontram em todo o território nacional, banhando diversos municípios brasileiros, localizados em todas as regiões do País,alguns longínquos, mas não menos importantes, que contribuem decisivamente para matar a sede de saberdaqueles desejosos de seu aprimoramento pessoal, oportunidade que se lhes é oferecida mediante a possibilidade de ingresso em uma de nossas Lojas Maçônicas, que buscam homens livres e de bons costumes, dispostos a abraçarem nossos elevados princípios.

Poucas são as instituições que lograram sucesso por mais de um século, mas o Grande Oriente do Brasil alcança resoluto seu centésimo nonagésimo ano de profícua existência, destacando-se cada vez mais no cenário maçônico mundial, gozando de invejável prestígio, mercê do trabalho incansável de seus valorosos obreiros, que não medem esforços para engrandecerem cada vez mais seu nome.

Para brindarmos com chave de ouro esse momento ímpar de vitórias e mais vitórias e festejarmos os cento e noventa anos de fundação de nossa Instituição, enfatizamos, com muito orgulho e imensa satisfação a relevante conquista obtida em abril deste ano, quando, pela primeira vez em toda a sua história, um Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil foi eleito Presidente da Confederação Maçônica Interamericana, Organismo de maior destaque mundial no universo maçônico, do qual participam Instituições Maçônicas da América do Sul, América Central e América do Norte, além das de Portugal, Espanha e França.



PARABÉNS GRANDE ORIENTE DO BRASIL ,
 PARABÉNS VALOROSOS MAÇONS GOBIANOS! 



Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral



Fonte: www.gob.org.br


domingo, 10 de junho de 2012

A Recepção





A cordialidade é fator preponderante para as pessoas serem recebidas em qualquer ocasião, independentemente das finalidades que as levaram a se deslocarem para determinados locais, cabendo àqueles que os recepcionarão proporcionar-lhes as melhores acolhidas de boas vindas, como determinam as normas de bom acolhimento.

Os Irmãos que frequentemente estão em contato, em Loja ou fora dela, sempre trocam idéias sobre os mais diversos assuntos, não só com relação a nossa Ordem, como, também, no que tange a outros aspectos de ordem familiar ou de interesse público.

Ocorre que, quando um Irmão menos assíduo deixa de participar de algumas cessões suas ausências passam despercebidas e, não raras vezes, se um Irmão não toma a iniciativa de procurar saber os motivos de sua ausência, acaba sendo esquecido.

É bem verdade que cabe ao faltoso entrar em contato com um dos Irmãos da Loja, justificando as razões de suas faltas, mas, quando isso não acontece, pode passar um bom tempo sem que ninguém saiba dos reais motivos de seu afastamento, podendo inclusive ser considerado como irregular.

No entanto situação desagradável já foi presenciada, no momento em que um Irmão ao retornar à Loja, após um período de ausência, outro Irmão, em tom de brincadeira, a ele dirige-se e indaga-o se ele vai assinar o Livro de Presença para Visitantes. Tal atitude em nada contribui para o fortalecimento da fraternidade, pelo contrário só causa constrangimento, pois ao invés de procurar saber os motivos da ausência e oferecer o indispensável apoio, aquele que retorna é recebido com escárnio, com requinte de desprezo.

Aquele que preza pela Ordem e pela presença do Irmão faltoso deveria expressar-se de forma enfática enaltecendo o fato da importância do retorno daquele Irmão, dizendo-lhe: MEU IRMÃO QUE BOM QUE VOCÊ ESTÁ AQUI CONOSCO, QUE FALTA QUE VOCÊ FEZ, COMO SENTIMOS A SUA AUSÊNCIA, AGORA NOSSA CORRENTE DE FRATERNIDADE FOI RESTABELECIDA. SEJA MUITO BEM VINDO. GRAÇAS AO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO NÓS O TEMOS DE VOLTA.


Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral



Fonte: www.gob.org.br


terça-feira, 29 de maio de 2012

A Palavra





É dever de todo maçom portar-se de acordo com os princípios estabelecidos pela Ordem, com vistas ao convívio harmonioso, mediante um relacionamento fraterno, ressaltando-se que tal comportamento é condizente com o perfil do maçom que verdadeiramente sempre procede respeitosamente em toda e qualquer situação.

Como não poderia deixar de ser, é plenamente admissível que haja divergências em termos de posicionamentos no campo das ideias, a existência do contraditório, cujo debate se torna salutar, propiciando resultados positivos para a consolidação dos conhecimentos dos debatedores, assim como para outros Irmãos que tomam conhecimento dos assuntos apreciados, culminando com benefícios proveito para todos.

Por outro lado, não se pode aceitar que posicionamentos contrários venham a criar situações de antagonismo pessoal, constrangimento e desagregação, fato totalmente reprovável, que afeta não só o bom relacionamento entre os envolvidos, causando, também, inquietação e insatisfação para outros Irmãos, culminando com o indesejado clima de instabilidade e quebra da harmonia.

Torna-se prudente que as manifestações sejam sempre revestidas de cordialidade e respeito, devendo as partes envolvidas externarem suas opiniões e criticas com o devido cuidado para não usarem termos e palavras agressivas que não gostariam que lhes fossem dirigidas, ou seja: antes de expressarem-se devem colocar-se no lugar do outro e raciocinar de que forma gostariam de ser interpelados ou contestados, levando sempre em consideração que a toda ação corresponde uma reação.

Críticas construtivas e opiniões abalizadas são sempre de bom alvitre e contribuem para a construção de um novo entendimento para a adoção de um novo procedimento, com real proveito, mas sempre deverão ser apresentados de maneira ordeira, respeitável e amistosa, levando-se em conta, principalmente, o verdadeiro sentido empregado pelo saudoso e pranteado Irmão Antonio Odeon Batista para a trilogia tomada emprestada pela Maçonaria do lema da revolução francesa: LIBERDADE, com responsabilidade; IGUALDADE, com respeito ao próximo; e FRATERNIDADE, com amor.

Que o salmo 133 seja realmente praticado e observado em todo mundo em geral e no seio da maçonaria em particular e que o Grande Arquiteto do Universo esteja sempre presente em nossas atividades, orientando-nos, iluminando-nos, abençoando-nos e protegendo-nos.



Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral


Fonte: www.gob.org.br

sábado, 24 de março de 2012

A Hora das Lojas




Momento muito especial para as lojas do Grande Oriente do Brasil é este que passa, este ano de 2012; é quando a nossa Sublime Instituição completa 190 anos de existência e continua a merecer o respeito e a confiança do povo brasileiro, ao qual tem servido desinteressadamente nos lances mais críticos de sua História.

A passagem da data histórica – 17 de junho – faz-nos atentos para o crescimento da nossa Ordem, que, acompanhando o desenvolvimento do País que criou, hoje a sexta potência econômica do planeta, também se coloca em posição elevada na comunidade, ostentando o título de maior potência maçônica do mundo latino.

Somos reconhecidos ao nosso povo pela deferência com que nos distingue, num ambiente de violência desenfreiada, corrupção em perigoso avanço, perversão dos costumes afetando progressivamente a sociedade, nesse ambiente, os homens de bem procuram nossas lojas como refúgio da alta moralidade e dos procedimentos nobres com relação à sociedade.

Não obstante o clima geral de desconfiança que parece governar as relações sociais, homens de valor submetem-se à verdadeira devassa em sua vida particular, realizada por desconhecidos – os mestres maçons encarregados de examiná-los – para ingressar no reino dos mistérios, as nossas lojas, que guardam as chaves dos acontecimentos históricos e do aperfeiçoamento humano.

Uma Loja Maçônica exerce certo poder de atração nas camadas moralmente superiores da vida nacional, aumentando, assim, a responsabilidade da Oficina e de seus Obreiros, individualmente, antes de todos, o Venerável-Mestre, perante o Governo da Ordem e perante aqueles que nos procuram em busca do saber e da atuação, discreta mas efetiva, na determinação dos fatos históricos.

Que as nossas lojas saibam valorizar a passagem dos 190 anos do GOB, reforçando suas colunas com obreiros úteis e dedicados, e que o estudo aprofundado dos rituais os leve, enfim, ao portal da verdadeira Iniciação, que lhes dará acesso à completa visão do universo e à síntese do conhecimento e da sabedoria.

24.03.2012

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral


Fonte: Sec:. Geral de Comunicação e Informática/GOB.


segunda-feira, 19 de março de 2012

A Maçonaria no Mundo



O trabalho interno em uma Loja Maçônica é guiado, em grande parte, pelas antigas tradições da Maçonaria, haja vista o governo da Loja, o processo de admissão de novo membro, o sistema de instrução desses neófitos, os métodos universais de reconhecimento, o sigilo que é exigido de cada iniciado; enfim, pareceria hoje um truísmo dizer que a Maçonaria é fundamentalmente tradicionalista.


E assim, a Instituição tem realizado, a muito custo, seu compromisso de aperfeiçoamento humano, guardando um preito de respeito e agradecimento aos que, na nobre luta pelo bem da humanidade, tombaram ou foram perseguidos pelas implacáveis tiranias do passado e pela ignorância de despotismos amedrontados por ideias que não conheciam.


Não se pense, entretanto, que a vida ativa dos maçons pela efetivação de seus ideais de fraternidade entre os homens, de liberdade e de igualdade para os cidadãos se limitava à atividade dentro de suas lojas. Ao contrário, os Filhos da Viúva, como se costuma dizer, sofreram porque nunca abdicaram de seus propósitos sociais e nunca fugiram aos combates a que foram compelidos.


Embora tradicionalistas, os maçons nunca se deixaram ficar indiferentes diante das crises e dos conflitos que abalaram a sociedade em que viviam. Álvaro Palmeira, saudoso Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, deixou-nos uma lição: o Maçom vive para o seu século, mantendo a fidelidade às tradições, tem os olhos no futuro.


Talvez possamos dizer que foi essa consciência social que dos maçons que asseguraram a sua profunda influência nas transformações do mundo. Basta lembrar que a fundação dos Estados Unidos foi obra de maçons, assim como a Independência da maioria dos Países Sul Americanos, sob a espada do Maçom Simon Bolívar, e a criação do Império Brasileiro, à frente o Maçom Dom Pedro D’Alcântara. Neste momento, quando a ciência toca as culminâncias do conhecimento e quando os maiores estadistas vacilam quanto ao rumo a tomar, nas mãos dos sábios e eruditos, maçons entre eles, estão os clarins que vão anunciar o próximo passo evolutivo.


A ciência e a Maçonaria existem a serviço do mundo, que atualmente enfrenta momento nevrálgico. Neste cenário inusitado, no próximo mês reúne-se, a valorosa XXII Gran Asamblea Masónica Interamericana, certame acolhido fraternalmente pelo Grande Oriente do Brasil e que terá lugar no Poder Central, sob a confiante expectativa dos maçons brasileiros.


Assistiremos, certamente, a mais uma realização vitoriosa da Arte Real, conduzida debaixo dos áureos raios do Grande Arquiteto do Universo.

16.03.2011

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral


Fonte: Sec:. Geral de Comunicação e Informática/GOB.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Grandeza do Líder




Fábula árabe conta a história de rico mercador daquelas terras, possuidor de muitos tesouros, camelos, cavalos, escravos e concubinas, que atravessava regularmente o deserto à frente de longas caravanas para exercer o seu mister de troca de mercadorias – tecidos, azeite, vinhos, frutas e outros artigos do gosto das gentes de lá.

Além de enfrentar diariamente, em suas jornadas, as ardentes temperaturas do deserto, durante o dia, e a seca frialdade das noites saarianas, os cuidados com a sua carga, seu pessoal e seus animais, uma coisa mais o preocupava: a sua segurança pessoal. Daí, que tinha forte escolta, comandada por homem valente de sua plena confiança.

Quando, certa noite, a caravana sofreu um assalto, repelido após breve refrega, foi Hassid, o comandante da escolta e seu guarda pessoal, que lhe salvou a vida, expondo-se, embora, a um golpe traiçoeiro do bandido, que o feriu gravemente e não ao seu senhor.

Em homenagem ao heroísmo do seu defensor, o rico comerciante mandou grafar o seu feito em grandes letras sobre enorme bloco de granito, que foi colocado em cima de elevado rochedo, cujo texto podia ser lido a longa distancia por viajantes que por ali passassem.

Tempos depois, eis que, certa madrugada, a caravana do rico mercador é novamente assaltada, agora por bandidos mascarados, cujo chefe o atacou diretamente. No combate, a espada do rico mercador arrancou a mascara do bandoleiro e... surpresa dolorosa! Era Hassid, o eis comandante de sua escolta, que lhe havia salvo a vida anteriormente.

Novamente o rico mercador determinou que sobre as areias da mais elevada duna fosse escrito o episódio, ressaltando que aquele que lhe savara a vida agora contra ela atentara.

Indagado por que mandara registrar o primeiro episódio em bloco de granito e por que motivo o segundo episódio foi registrado sobre as areias de uma duna, o rico mercador enfatizou que, os grandes feitos devem ser perpetuados como o fizera no bloco de granito para servir como exemplo dignificante e os atos condenáveis devem ser apagados da memória, assim como a mensagem escrita na areia, que o vento se encarregou de apagá-la para sempre.

Até hoje, os sábios árabes mostram a atitude do rico mercador como modelo de grandeza d’alma, de indulgência, de condescendência. Pois, como justificou seu ato o rico mercador, as boas ações devem ficar na memória do povo para sempre e a lembrança de ações odiosas devem ser levadas pelo vento ou enterradas na areia do deserto.


17 de fevereiro de 2012


Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral

Fonte: Sec:. Geral de Comunicação e Informática/GOB.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O Brasil no Mundo



A realização, no Brasil, da próxima XXII Gran Asamblea Masónica Interamericana está destinada a proporcionar nova dimensão aos sentimentos de fraternidade e de solidariedade entre os maçons desta parte do mundo e de alguns outros países. Entre nós, certamente progredirão as relações entre lojas e potências regulares, as obediências ligadas ao GOB por tratados, as lojas e Grandes Orientes subordinados ao Grande Oriente do Brasil; a própria amizade entre os Irmãos, dedicada, mutuamente, no dia-a-dia da atividade maçônica, poderá ser fortificada.


O grande encontro maçônico deste ano coincide com a passagem do aniversário de 190 anos de fundação do Grande Oriente do Brasil, em 17 de junho de 1822, meses antes da independência da colônia, efetivada no Sete de Setembro, pela espada do jovem príncipe português e Mestre Maçom do Grande Oriente do Brasil, Dom Pedro D’Alcântara, o qual, inspirado na Maçonaria, preferiu ficar conosco e fundar o Império do Brasil, assumindo a glória de ser seu primeiro Imperador, a herdar o trono lusitano.

Mais tarde, Grão-Mestre da Ordem, percebendo a rejeição do País que criou, retirou-se, nobremente, de cena, regressando à Europa e deixando com os brasileiros a responsabilidade pelo futuro da florescente Nação que hoje é a sexta economia do mundo, à frente de velhas potências colonialistas e a caminho de novos patamares no plano internacional.


O entusiasmo dos maçons brasileiros pela Nobre Arte possibilitará que, aos irmãos visitantes da CMI, seja mostrada a maneira como praticamos, aqui, a Maçonaria, e de que forma atuamos no ambiente político, em momento decisivo da nacionalidade.
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O ano de 2.012 abre aos maçons brasileiros, orientados pelos Grandes Orientes, a chance de grandes celebrações cívicas, marcando a nossa hospitalidade para com os visitantes, que tanto nos honrarão, e exaltando os nossos feitos, os feitos maçônicos, pelo engrandecimento da Pátria, tornando-nos hoje capazes de podermos oferecer a nossa experiência de povo pacífico e solidário à solução dos grandes problemas financeiros e econômicos em que se debate a parte mais rica da sociedade humana.

Que a Luz do Altíssimo ilumine sempre a jornada dos povos latino-americanos, guiados pela Maçonaria, em seu glorioso destino no futuro da humanidade.


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27.01.2012.

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Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral


Fonte: www.gob.org.br

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ano de Celebrações




Neste começo de um novo ano, tenho o prazer de dirigir-me aos queridos irmãos iniciados do Grande Oriente do Brasil, augurando-lhes os melhores votos de felicidade, realizações consistentes e vitórias em todas as áreas da existência.


Os Maçons gobianos terão em 2012 motivos suficientes para sentirem-se honrados pela oportunidade de acolherem em nosso País a realização da XXII Assembleia da Confederação Maçônica Interamericana – (CMI), evento que terá lugar nas nossas dependências aqui em Brasília, Poder Central, de 11 a 14 de abril, quando a CMI comemora os seus 65 anos de profícuos trabalhos.


A abertura ocorrerá às 20 horas do dia 11 de abril e será marcada por um concerto da Orquestra Sinfônica de Brasília, no Teatro Nacional de Brasília, a ser regido pelo Maestro Fernando Túllio Colacioppo Junior, Eminente Secretário Geral de Relações Exteriores Maçônicas do GOB.


O fortalecimento da união maçônica interamericana ocorre ao mesmo tempo em que os países desta região, sob a liderança do Governo Brasileiro, procuram modos e meios de solidificar a amizade entre eles, através de novas organizações multilaterais e assinatura de tratados, no sentido de dar objetividade às tradicionais boas relações políticas e diplomáticas vigentes.


O acontecimento coincide, também, com a passagem do 190º aniversário do Grande Oriente do Brasil, fundado em 17 de junho de 1822, pela Inspiração e pelo discernimento de Grandes Maçons à frente o Grão-Mestre José Bonifacio e Gonçalves Ledo, cujo evento comemorativo será celebrado no dia 16 de junho de 2012, no Salão de Eventos Augusto Rodrigues dos Santos.

Estão, assim, convidados todos os irmãos a comparecerem às solenidades comemorativas dos dois acontecimentos maçônicos, que, certamente, mostrarão o valor e a pujança de nossa Sublime Instituição neste pedaço da América do Sul, e mesmo em plagas longínquas.

20.01.2012.

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral



Fonte: www.gob.org.br


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Manutenção de Um Direito






Se dúvida houvera quanto à condição do índio brasileiro em relação ao Estado, a Constituição Federal de 1988 afastou inteiramente a hipótese, ao reconhecer o povo indígena sob diversos aspectos: a “sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições” além dos “direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam”... Deixou de vigorar no Brasil aquele velho estatuto da tutela, ou proteção especial que se dedicava às minorias indígenas.

O índio passou, então, a gozar dos direitos conferidos aos cidadãos em geral e assumir os deveres que a todos são imputados. Os indígenas brasileiros ganharam, por assim dizer, a sua maioridade e são, hoje, cidadãos brasileiros com todas as regalias legais que o Estado atribui aos cidadãos em geral.

O modo de relacionamento entre a sociedade dita civilizada e os primeiros habitantes de nossa terra evoluiu, portanto, dos conflitos iniciais pela propriedade fundiária entre dois agentes econômicos impessoais para o reconhecimento do aspecto humano do processo, assumindo, a parte julgada mais forte, o papel de protetora da população já vencida, a qual, finalmente é incorporada ao sistema jurídico moderno com todos os direitos e obrigações.

Entre os direitos de que modernamente gozam os indígenas está aquele de ter assistência médica pelo Sistema Único de Saúde – SUS, em condições iguais à que é oferecida a qualquer cidadão, conseqüência natural de sua absorção, de sua integração na sociedade civil, onde talvez figurem entre os mais necessitados de tal assistência, dado o baixo nível de resistência ao contato com uma cultura invasiva.

Não é crível, portanto, que essa parte da cidadania lhes seja retirada, como se propala em círculos ligados à população indígena. Seria suma injustiça, aberrante violação da Carta Magna do Brasil e discriminação intolerável de um estatuto estabelecido pela consciência democrática nacional, tão viva entre nós nos dias atuais.

Acreditamos que tais informações não passem de rumores inconsequentes e que as autoridades governamentais possam manter sempre o alto respeito à igualdade entre as nossas populações e cidadãos, como, aliás, vivemos nestes quase trinta anos da restauração do Estado de Direito.


2 de dezembro de 2011

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral



Fonte: Sec:. Geral de Comunicação e Informática/GOB

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Íntimo Encontro




O processo de Iniciação Maçônica, que é simbólica, firma antes de tudo o princípio, presente na própria origem da palavra, que se trata de um movimento para dentro, sendo a busca do homem pelo contato consciente com o seu verdadeiro ser, sua alma, seu espírito, segundo a visão ou a intuição, ou mesmo a crença religiosa do interessado.

Por mais que se queira ensinar a virtude, ela sempre será um produto interno do candidato à Iniciação, que vai despertar a semente do bem, do bom e do belo, ancorada nas profundezas do seu coração, mas subjugada ao peso da personalidade, que o homem usa para desfrutar a vida material e vencer as vicissitudes que tem de enfrentar.

A alma humana, que sobrevive ao corpo físico, segundo elementar princípio maçônico, é o repositório da virtude; a amorosa aproximação com essa contraparte da matéria está no itinerário dos buscadores da palavra, como dizemos nós, nos quatro cantos da Terra. E o prêmio são as luzes que ali iluminam a sua compreensão, simbolizadas no ato solene da Oficina.

Portador de higidez física e mental e com intelecto de nível adequado, o aprendiz percebe que as lições iniciáticas destinam-se à sua alma, percorrendo os canais cimentados pela retidão de seus pensamentos, seus desejos, suas ações e seu julgamento.

Pouca importância terá, portanto, no sistema iniciático, a soma de conhecimentos acumulados nas enciclopédias, depósitos virtuais ou nos currículos acadêmicos. O método maçônico de transmissão da saber, nesse caso, implica utilizar mitos e ritos, lendas e alegorias, dramatizações e outros instrumentos que facilitam a absorção intuitiva do ensinamento específico.

Desse ponto de vista, as lojas maçônicas são unidades de aperfeiçoamento humano espalhadas pelo mundo, que usam, porém, a força dos símbolos como elemento mais eficiente na tentativa de encontro do homem consigo mesmo.

25.11.2011

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral

Fonte: Sec:. Geral de Comunicação e Informática/GOB.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Confiança na Ordem




Confiança na Ordem

Numerosos pedidos de ingresso na Sublime Instituição continuam a ser apresentados em nossas Lojas, registrando o interesse da sociedade brasileira, e a confiança que ela deposita nesta irmandade de homens livres e de bons costumes, que tem orientado a Nação em muitos momentos históricos decisivos, e ainda se apresenta como herdeira, que é, de fato, de muitos usos e costumes procedentes organizações análogas da Idade Média e da antiguidade clássica.

O charme do mistério, como já foi dito, é poderosa força de atração que está sempre presente, na Maçonaria, e encanta àqueles que, dentro do coração sensível ao bem, conservam um ideal de aperfeiçoamento só alcançável por meios transcendentais, ou melhor através do processo iniciático, o modo de crescimento que só se pode compreender praticando.

A esses novos adeptos do caminho maçônico, a esses novos caminhantes da vereda estreita, futuros mestres da ordem, devemos oferecer todo apoio possível, em matéria de instrução graduada e cercada por grande noção de responsabilidade, tornando-os capazes de orientar as comunidades segundo os princípios do bem estar geral e da prevalência do espírito, conforme nossos estatutos.

Todos sabemos o processo de admissão é rigoroso e invasivo. A sujeição de bom grado as nossas investigações pessoais revela um grau de adesão que pouco se encontra em outros lugares, principalmente ante a consideração das características do mundo moderno, com toda a sua coorte de maldades a inspirar o sentimento de desconfiança.

Os velhos mestres de Lojas são resultado da acolhida generosa e da aprendizagem correta proporcionada aos jovens de outras quadras. E esses mestres mais antigos estão destinados a ser substituídos justamente pelos neófitos de hoje, sedentos, todos, dos conhecimentos que a Arte Real tem em condições de transferir-lhes.

A iniciação do primeiro grau está resumida, simbolicamente, na cerimônia de admissão; é a culminação de um ato litúrgico onde certamente não estão fora as influências do Altíssimo com toda a sua energia da Onipresença o que inspira os Maçons, antigos e modernos, a considerarem, sem reservas, a universalidade da Maçonaria.


14 de novembro de 2011

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral


Fonte:Sec:. Geral de Comunicação e Informática/GOB.