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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Reflexão da Semana




O Grão-Mestre Geral, Soberano Irmão Marcos José da Silva compartilha com os amados Irmãos a seguinte Reflexão:
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Salmos 15

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1. Quem, Senhor, habitará na tua tenda? quem morará no teu santo monte?

2. Aquele que anda irrepreensivelmente e pratica a justiça, e do coração fala a verdade;

3. Que não difama com a sua língua, nem faz o mal ao seu próximo, nem contra ele aceita nenhuma afronta;

4. Aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas que honra os que temem ao Senhor; aquele que, embora jure com dano seu, não muda;

5. Que não empresta o seu dinheiro a juros, nem recebe peitas contra o inocente. Aquele que assim procede nunca será abalado.

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Fonte: Sec:. Geral de Comunicação e Informática/GOB.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Dia em que vi Deus



Natal é a "despapainoelização" do espírito. É quando o coração torna-se manjedoura e, aberto ao outro, acolhe, abraça, acarinha. Violenta-se quem faz da festa do Menino Jesus uma troca insana de mercadorias. Quantas ausências nesses presentes!

Em pleno verão, nos trópicos, o corpo empanturra-se de nozes e castanhas, vinhos e carnes gordas, sem que se faça presente junto àqueles que, caídos à beira do caminho, aguardam um gesto samaritano.


Criança em Minas, aprendi com meus pais a depositar junto ao presépio a lista de meus sonhos. Nada de pedidos a Papai Noel. No decorrer do Advento, eu engordava a lista: a cura de um parente enfermo; um emprego para o filho da lavadeira; a paz no mundo.

Meu pai insistia para que eu registrasse meus sonhos mais íntimos. Aos oito anos, escrevi: "Quero ver Deus". Minha mãe ponderou: "Não basta Nossa Senhora, como as crianças de Fátima?" Não, eu queria ver Deus Pai. Nem imagens dele eu encontrava nas igrejas, que exibem, de sobejo, ícones de Jesus e pombas que evocam o Espírito Santo.

Na tarde de 25 de dezembro, meus pais levaram-me a um hospital pediátrico. Distribuímos alegria e chocolate às crianças, vítimas de traumas ou tomadas pelo câncer e outras enfermidades. Fiquei muito impressionado com um menino de 6 anos, careca.

Na saída, mamãe indagou-me: "Gostou de ver Deus?" Fiquei confuso: "Só vi crianças doentes", respondi. Então ela me ensinou que a fé cristã reconhece que todos os seres humanos são imagens e semelhanças de Deus. Por isso é tão difícil ver Deus. Pois não é fácil encarar a radical sacralidade de todo homem e de toda mulher.

Aos poucos, entendi que o modo de comemorar o Natal forma filhos consumistas ou altruístas. E descobri que Deus é tanto mais invisível quanto mais esperamos que Ele entre pela porta da frente. Sorrateiro, Ele chega pelos fundos, via um sem-terra chamado Abraão; um revolucionário de nome Moisés; um músico com fama de agitador, Davi; uma prostituta, Raab; um subversivo conhecido por Jeremias; um alucinado, Daniel; um casal de artesãos que, recusado em Belém, ocupa um pasto para trazer o Filho à vida: Maria e José.

No evangelho de Mateus (25, 31-46), Jesus identifica-se com quem tem fome e sede, é doente ou prisioneiro, oprimido ou excluído. Aqueles que para os "sábios" são a escória da sociedade, para Deus são os convidados ao banquete do Reino.

Desde então, aprendi que Natal é todo dia, basta abrir-se ao outro e à estrela que, acima das mazelas deste mundo, acende a esperança de um futuro melhor. Sonhar com um mundo em que o Pai Nosso transpareça na grande festa do pão nosso. Pois quem reparte o pão, partilha Deus.



Autor: Frei Betto - religioso, assessor de movimentos sociais e pastorais.


Colaboração: Irm. MI Antonio Nuno Pereira de Vilhena - Past Master da A.R.L.S. "Duque de Caxias" IX Nº 2198, Or. de Belém/PA.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Pai de Verdade

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" Pai de Verdade mesmo, sabe que ser Pai não é simplesmente recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer.

Pai de Verdade mesmo, não só ergue o filho do chão quando ele cai, mas também o faz perceber que a cada queda é possível levantar.

Ele não é simplesmente que atende a caprichos: ele sabe perceber quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.

Pai de Verdade mesmo, não é aquele que providencia as melhores escolas, mas o que ensina o quanto é necessário o conhecimento.

Ele não orienta com base nas próprias experiências, mas demonstra que em cada experiência existe uma lição a ser aprendida.

Pai de Verdade mesmo, não coloca modelos de conduta, mas aponta aqueles cujas condutas não devem ser seguidas.

Ele não sonha com determinada profissão para o filho, mas deseja grande e verdadeiro sucesso com sua real vocação.

Ele não quer que o filho tenha tudo que ele não teve, mas que tenha tudo aquilo que merecer e realmente desejar.

Pai de Verdade mesmo, não está ali só para colocar a mão no bolso para pagar as despesas: ele coloca a mão na consciência e percebe até que ponto está alimentando um espírito de depedência.

Ele não é um condutor de destinos, mas sim o farol que aponta para um caminho de honestidade e de Bem.

Pai de Verdade mesmo, não diz "Faça isto" ou "faça aquilo", mas sim "tente fazer o melhor de acordo com o que você sabe".

Ele não acusa de erros e nem sempre aplaude os acertos, mas pergunta se houve percepção dos caminhos que lavaram o filho a esses fins.

Pai de Verdade mesmo, é o AMIGO sempre presente, atento e amoroso - com a alma de joelhos - pedindo a Deus que o oriente na hora de dar conselhos..."


Texto de Silvia Schmidt.

Contribuição do Irm. Omar Mourão Filho, Venerável Mestre da ARLS "Wilson G. de Oliveira Ferreira" N° 3748 - GOEPA/GOB, ao Or. de Belém/PA.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Você Pode Fazer a Diferença



Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da quinta série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.
No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.
Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.
A Sra. Teresa deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa. A professora do primeiro ano escolar de Ricardo havia anotado o seguinte: Ricardo é um menino brilhante e simpático.
Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.
A professora do segundo ano escreveu: Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.
Da professora do terceiro ano constava a anotação seguinte: a morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.
 A professora do quarto ano escreveu: Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.
 A Sra. Tereza se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada.
 Sentiu-se ainda pior quando lembrou dos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.
 Lembra-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.
 Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Lembrou-se ainda, que Ricardo lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.
 Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Tereza chorou por longo tempo...
 Em seguida, decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.
 Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava.
 Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde a Sra. Tereza recebeu uma notícia em que Ricardo lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.
 Seis anos depois, recebeu outra carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.
 Mas a história não terminou aqui. A Sra. Tereza recebeu outra carta, em que Ricardo a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai.
 Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume. Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido:
 - Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.
 Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho:
 - Você está enganado! Foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.
Mais do que ensinar a ler e escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.
 Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença...
 
(Autor Desconhecido)

Contribuição do Ir. Anatoli Oliynik, Or. de Curitiba/PR.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mensagem para Reflexão - Natal 2009


Você se lembra como demorava em passar um ano?

Era uma eternidade. Existiam três meses de férias escolares, um em julho e dois no final do ano. Quando chegava o mês de março, já tínhamos aproveitado tanto que sentíamos saudades da escola, de nossos colegas, de nossos professores. 

Hoje, parece que tudo mudou, os anos estão passando numa velocidade muito grande e talvez ainda não tenhamos nos dado conta disto.  Mais um ano chegando ao seu final. Muitas coisas que planejamos fazer ficaram no meio do caminho, algumas inacabadas, outras nem começadas...

Mesmo assim é hora de falar e ouvir: “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”. É claro que desejamos isto a todos, mas é preciso refletir sobre a importância de se preparar sempre, todos os dias, para sermos pessoas melhores.

O que venho fazendo para tornar mais feliz a humanidade, a minha pátria, a maçonaria, a mim mesmo e, principalmente, a minha família? Esta é uma época em que todos param ou deveriam parar para pensar um pouco na vida. Será que tudo está valendo à pena?

Como já dizia o poeta Fernando Pessoa, “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Não podemos mais, nos apegar a pequenos detalhes que nos impedem de ter uma vida mais plena. Temos que pensar grande e agir como tal. Precisamos nos afastar de tudo que nos leve a pensar de forma individual.

Precisamos nos ajudar, precisamos viver a vida, precisamos não nos arrepender depois. Esta é uma época festiva, em que a alegria impera. Mas deveria ser assim durante todos os dias do ano. Só depende de nós mesmos. Usemos especificamente este final de ano para promovermos uma mudança radical (se é que já não foi feita), cuidando-nos mais, dando mais valor ao nosso corpo para tranqüilizar a nossa alma, e... VIVERMOS A VIDA !!! 

Na música EPITÁFIO, dos Titãs, há versos lindos que sintetizam muito bem o que desejaria transmitir nessa mensagem de Boas Festas:

“Devia ter complicado menos, trabalhado menos.

Ter visto o sol se pôr.

Devia ter me importado menos com problemas pequenos.

Ter morrido de amor. 

Queria ter aceitado a vida como ela é. 

A cada um cabe a alegria e a tristeza que vier”.

Desejo, a todos os irmãos, cunhadas, sobrinhos e amigos, a felicidade, a prosperidade e o amor, como alimento da alma. Que no ano de 2010 possamos olhar para trás e termos a certeza de que esquecemos lá tudo que não nos ajudou. Precisamos olhar para frente, sem retrovisor. “Meta, a gente busca. Caminho, a gente acha. Desafio, a gente enfrenta. Vida, a gente inventa. Saudade, a gente mata. Sonho, a gente Realiza ‘’ Com união e vontade

Sejamos felizes hoje e sempre !!!


Ir. MM Amarildo André de Araújo.

Texto apresentado na confraternização de final de ano desta ARLS "Duque de Caxias IX".

domingo, 1 de novembro de 2009

Carta de Londrina (2002,E.V.)


Ao finalizar duas Sessões de Pesquisas e Estudos realizadas pela Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil” de Londrina, ocorridas respectivamente nos dias 14.3.02 e continuadas no dia 11.4.02, dada a importância dos debates sobre o tema CARIDADE MAÇÔNICA, proferido pelo Irmão Francisco de Assis Carvalho (Xico Trolha), solicitaram os presentes que fosse redigida uma Carta de Intenções tendo os presentes solicitado que a mesma fosse publicada nas revistas e periódicos maçônicos de todo o País, onde fossem referidos os pontos básicos destas duas palestras alertando Maçons e especialmente os Veneráveis e Hospitaleiros sobre o uso correto do Tronco de Beneficência, bem como o teor da palestra que foi específica em esclarecer o que vem a ser a Caridade Maçônica enfocada pelo ilustre palestrante. Em resumo, após a palestra e debates, os Irmãos presentes chegaram a algumas conclusões:
1) A Maçonaria atual está em muitos aspectos afastada dos seus valores antigos e tradicionais e, em especial em certos Usos e Costumes, os quais foram paulatinamente sendo através dos anos, totalmente distorcidos.
2) Sabe-se que a Maçonaria desde que apareceu, conseguiu sobreviver, no mundo, sempre em condições adversas, sofrendo perseguições e que seus primeiros componentes se protegiam como irmãos quer física, quer financeiramente. Qualquer membro da confraria era defendido em todos os sentidos e em caso de sua morte a família, viúva e filhos eram assistidos financeiramente nos mesmos moldes das confrarias de pedreIros, das guildas e outras entidades afins. Em algumas destas organizações havia até auxílio funeral além de outros atendimentos.
3) A Maçonaria não auxiliava Profanos de forma alguma, somente os Maçons, seus verdadeiros confrades, seus Irmãos e suas famílias, através de caixas ou fundos arrecadados especialmente para este fim.
4) No início do século XX a Maçonaria brasileira, alguns anos após a Proclamação da República, já sem outras metas maiores naquele momento, começou a competir com a Igreja Católica, Espírita e posteriormente com as Igrejas Evangélicas em matéria de caridade a Profanos.
5) A maioria das Lojas, atualmente cerca de 95%, desenvolve uma forma amadorística de filantropia, onerando seus Obreiros pagantes, e eliminando através das famosas Sessões de finanças aqueles que estão em atraso, a maioria das vezes por dificuldades ocasionais. Temos perdido muitos Irmãos nestas circunstâncias. Se a Loja tivesse um Fundo de Reserva, estes Irmãos poderiam ser socorridos.
6) É uma situação até certo ponto cultural, um erro de avaliação, pois acabamos no afã de ajudar o próximo esquecendo de nós próprios.
7) É nossa intenção levantar este problema para que a Maçonaria Brasileira reflita, e que quem queira ser filantropo, ou que queira ajudar Profanos, que o faça em seu nome. Deixe sua Loja de lado. Não faça caridade envolvendo a Loja, ou Irmãos. A Loja é mais uma Escola onde se aprende entre as grandes lições de Vida que ela nos ensina, algumas delas são justamente a caridade, a fraternidade o amor e o auto-aprimoramento. Mas como nossos recursos são poucos e a maioria dos Maçons brasileiros é de classe média baixa, não podemos fugir às nossas tradições de autoproteção. Temos que investir nisso. Temos que acordar e fazer como faziam os primeiros Maçons. Não são as mútuas que salvam situações. Toda Loja deve ter um Fundo de Auxílio. Às vezes a Família de um Irmão falecido necessita estudar um Sobrinho e não tem condições. 
Ficará o jovem à sua própria sorte. O Tronco de Beneficência não poderá jamais ser usado para reforma de Templos, ou para orfanatos, ou creches profanas. É uma tradição que não está sendo respeitada.
Estamos tentando este tipo de apelo para sensibilizar Irmãos e Lojas e até Potências para que reflitam sobre as exposições aqui feitas, no intuito de nos tornar fortes criando Fundos, com estatutos bem definidos, organizados de forma bastante transparente com assistência jurídica bem orientada, registrados em Cartório etc., para que possamos atender a famílias enlutadas de muitos Irmãos, com dignidade, amor e fraternidade que elas merecem...
PENSE NISSO...

Irm. Hercule Spoladore
Curitiba - Paraná

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Tipos de Maçom


"Como em todas as Organizações, podemos afirmar que também na Maçonaria não somos todos iguais. Existem, informalmente, diversos tipos de maçons que se caracterizam por seus comportamentos.

 De conformidade com suas maneiras de se portarem em ralação à  Instituição, vários tipos vamos evidenciar".


SUPERMAÇOM

Este é o que conhecemos, geralmente, como um figurão .
Como sempre, amável e educado. Na vida profana ocupa posições de relevo; talvez por isso não tenha tempo nem se sinta obrigado a frequentar os nossos trabalhos. A Tesouraria quase sempre está em dificuldades com ele; entretanto, sempre tem os seus defensores devido à posição de destaque que ocupa no mundo profano.


MAÇOM SATÉLITE

Também não é amigo da frequência, mas é prestimoso, amável, contribui sempre e generosamente quando solicitado. Não emite opiniões, não vive a vida da Loja, não procura criar casos.
Embora prime pela ausência, os Responsáveis nunca estão dispostas a enquadrá-lo porque no fim das contas é um bom sujeito, sempre disposto a colaborar, sempre pronto a ajudar um Irmão.


MAÇOM ENCOSTO

Também conhecido como irmão coitado, é carinhoso, chegado, gosta de se fazer de vítima, para ter apoio ou conseguir favores, que às vezes nem necessitaria realmente, aluga a Loja, mas na hora em que se precisa do retorno, ainda não retornou.


MAÇOM 'NÃO SEI POR QUE?'

'Não sei porque ele ainda é maçom; nem você, e talvez nem ele saiba'. Não comparece; não colabora; dá trabalho ao Tesoureiro; critica o que se faz e o que deixou de ser feito; ninguém sabe por que ele entrou e como conseguiu galgar os diversos graus; porque ali permanece e porque demoram em eliminá-lo.


MAÇOM 'PASTOR'

É aquele que se acha a última reencarnação Crística, quando começa a falar não pára mais, deveria fundar uma seita e não pertencer a Maçonaria; não aceita contradições, 'conhece tudo', 'sabe tudo' ou já 'viveu isso', quer que os irmãos pensem que existem duas maçonarias, antes e depois de sua iniciação, fala pelos cotovelos e não diz nada, poderia ser chamado de Maçom Enche Saco!


MAÇOM DA SEGUNDA-FEIRA

Também poderia ser chamado de Maçom Standart. Comparece pontualmente a todas as reuniões. Maçonaria para ele se resume nisso: fica no seu lugar, não quer encargos, comissões, enfim não quer trabalhar. Não apresenta propostas; não entra em debates, discussões; nunca apresenta trabalho de cunho maçônico. Participa das votações porque é obrigado. O único serviço que presta à Loja é ser pontual com a tesouraria e dar boa referência às reuniões.


MAÇOM CIFRÃO

Também conhecido como Maçom Comercial, é aquele que está na Maçonaria apenas para vender o seu peixe, os irmãos não passam de clientes, comparece pontualmente a tesouraria para mostrar que está bem, não conhece nada de maçonaria, não lê nada, não faz nada que não venha a render alguma medalha cunhada.


MAÇOM BUFÃO

É aquele que não leva ninguém a sério, muito menos a Maçonaria, é alegre, de conhecimento profundo, só piadas, seria um excelente irmão se vivessemos apenas de ágapes.


MAÇOM COMUM

É aquele Maçom que comparece, ajuda, estuda, realiza na vida profana e familiar, esta sempre a disposição quando solicitado, não se envolve em confusões, nem as cria, é o verdadeiro obreiro, um óptimo espelho para os outros.


MAÇOM DONO DA BOLA

Geralmente ex-veneráveis forçados, não conseguem deixar o cargo e não largam o pé do actual Venerável Mestre, e quando possível fazem questão de dizer que na sua gestão era assim ou assado. Melhores que eles para dirigirem a Loja, ninguém. Acham-se donos da Loja, não admitem que se faça nada sem sua autorização ou consulta, e se isso acontecer, ficam contra o projecto. Irmãos de verdade para eles, somente aqueles que os apoiam.


MAÇOM DEDICADO

Finalmente o Maçom com 'M' maiúsculo, sem subtítulos. Comparece às reuniões, vive os problemas da Loja, procura trabalho. Não rejeita encargos nem tarefas, aponta erros, aplaude êxitos. Assume responsabilidades sem segundas intenções. Não procura impor as suas opiniões. Muitas vezes se aborrece, se desilude, mas, na próxima sessão, lá está de novo incansável. É o 'que carrega a Loja às costas'. Procura estudar os rituais, o simbolismo, a filosofia maçónica. Não vive a exaltar os seus feitos para chamar atenção, nem a criticar os outros. O que seria da Loja e da Maçonaria se não existisse esta consciência?

EM QUAL CATEGORIA NOS ENQUADRAMOS ?


Autor: desconhecido

 

- Dicionário Etimológico Maçônico – José Castellani

  Editora Maçônica “A Trolha”.  


Fonte: www.joaoracy.com.br

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Virtudes e Defeitos


 É notável como conseguimos ver, todos os dias, a todos os instantes, os defeitos alheios.
Dificilmente encontraremos alguém que não se mostre propenso a apontar erros e absurdos dos outros.
Muitos casamentos acabam porque marido e mulher passam a ver tanto os defeitos um do outro, que se esquecem que se uniram porque acreditavam se amar.
Amigos de infância, certo dia, se surpreendem a descobrir falhas de caráter um no outro. Desencantados se afastam, perdendo o tesouro precioso da amizade.
Colegas de trabalho culpam o outro por falhas que, em verdade, em muitos casos, é da equipe como um todo.
Foi observando esse quadro que alguém escreveu que os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.
Na sacola da frente, estão colocadas as qualidades positivas, as virtudes de cada um. Na sacola de trás são guardados todos os defeitos, as paixões, as más qualidades do Espírito.
Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos presas em nosso peito.
Ao mesmo tempo, reparamos de forma impiedosa, nas costas do companheiro que está à frente, todos os defeitos que ele possui.
Assim nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.
A imagem é significativa e nos remete à reflexão. Talvez seja muito importante que saiamos da fila indiana e passemos a andar ao lado do outro.
E, no relacionamento familiar, profissional, social em geral, que nos coloquemos de frente um para o outro. Aí veremos as virtudes nossas, que devem ser trabalhadas, para crescerem mais e também as virtudes do outro.
Com certeza nos surpreenderemos com as descobertas que faremos.
Haveremos de encontrar colegas de trabalho que supúnhamos orgulhosos, como profissionais conscientes, dispostos a estender as mãos e laborar em equipe.
Irmãos que acreditávamos extremamente egoístas, com capacidade de ceder o que possuam, a bem dos demais membros da família.
Pais e mães que eram tidos como distantes, em verdade estarem ávidos por um diálogo aberto e amigo.
Esposos e esposas que cultivavam amarguras, encontrarem um novo motivo para estarem juntos, redescobrindo os encantos dos dias primeiros do namoro.
*   *   *
A crítica só é válida quando serve para demonstrar erros graves que possam causar prejuízo para os outros ou quando sirva para auxiliar aquele a quem criticamos.
Portanto, resistir ao impulso de ressaltar as falhas dos outros, exercitando-nos em perceber o que eles tenham de positivo, é a meta que devemos alcançar.
Não esqueçamos de que se desejamos que o bem cresça e apareça, devemos divulgá-lo sempre.
Falar bem é fazer o bem. Apontar o belo é auxiliar outros a verem a beleza.
 

Fonte: Redação do Momento Espírita, com base no
texto Sem olhar para trás, de Gilberto Nucci.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

As Três Peneiras da Sabedoria

No Blog da Maçonaria, sob o título acima:

Meia noite em ponto. Mais uma jornada na construção do templo terminara. Cansado por mais um dia, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para o tão merecido descanso. Eis que subindo em sua direção, aproxima-se seu mestre construtor predileto, que lhe diz:

- Mestre Hiram... vou lhe contar o que disseram do segundo mestre construtor...

Hiram, com sua infinita sabedoria, responde:
- Calma, meu mestre predileto; antes de me contares algo que possa ter relevância, já fizeste passar as informações pelas “Três Peneiras da Sabedoria”?

- Peneiras da Sabedoria??? Não me foram mostradas. Respondeu o predileto.

- Sim... meu mestre predileto! Só não te ensinei, porque não era chegado o momento; porém, escuta-me com atenção. Tudo quanto te disserem de outrem, passe antes pelas peneiras da sabedoria e na primeira que é a da Verdade, eu te pergunto: Tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?!

Meio sem jeito o mestre responde:
- Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram...

Hiram continua:
- Então se não tens certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a da Bondade. E eu te pergunto: É alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?!

- De maneira alguma mestre Hiram! ... Claro que não!

- Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última, e te faço a derradeira pergunta: Achas mesmo necessário passar adiante essa estória sobre teu irmão e companheiro?!

- Realmente mestre Hiram, pensando com a luz da razão, não há necessidade...

- Então ela acaba de vazar os furos da terceira peneira, perdendo-se na imensa terra. Não sobrou nada para contar.

- Entendi poderoso mestre Hiram. Doravante somente as boas palavras terão caminho em minha boca.

- És agora um mestre completo. Volta a teu posto e constrói teus templos, pois terminastes teu aprendizado. Porém, lembra-te sempre: As abelhas construtoras do Universo, nas imundícies dos charcos, buscam apenas as flores para suas laboriosas obras, enquanto as nojentas moscas, buscam em corpos sadios as chagas e feridas para se manterem vivas.

Em resumo: procure fazer, pensar, sentir e falar aos outros aquilo que gostaria que fosse feito, pensado, sentido e falado a você, ou de você.
Procure não fazer, pensar, sentir ou falar aos outros, ou dos outros, aquilo que não gostaria que fosse feito, pensado, sentido e falado a você, ou de você.
Cuidado com os boatos.

Autor Desconhecido

sábado, 19 de setembro de 2009

Templo de Salomão



O Templo de Salomão é uma edificação construída no Monte Moriah pelo filho do rei David, Salomão, onze séculos antes de Cristo e tinha como propósito ser o marco material da presença do deus Jeová entre os judeus. Além de prestar adoração a esta divindade, lá se guardavam as tábuas da lei gravadas em pedra pelo próprio Jeová. Este deus é descrito pelos registros como ciumento, que exigia adoração exclusiva, razão pela qual o povo judeu sempre caia em desgraça, vencido por conquistadores poderosos como caldeus, persas e romanos, levando aquela edificação ser por diversas vezes destruída e reconstruída.

Chega-se, até ao presente, informações que quando da construção do templo, o respeito e veneração que se tinha pela presença de Jeová no local era tal que não se ouviam ruídos de ferramentas de nenhuma espécie.

Todo material chegava ao pátio de obras devidamente cortado, ajustado e polido. Conta a tradição simbólica maçônica ser esta a razão dos malhetes usados em loja serem confeccionados em madeira. Mesmo que sejam cantados em salmos que a suntuosidade daquele local de adoração de Jeová era enorme, este era em verdade pequeno em tamanho, até para a época, e diminuto se comparado às pirâmides dos egípcios, que de sua parte exerciam grande influência na arquitetura regional. Muito do encontrado em registros, que dizem respeito às características daquela edificação, foram copiados da cultura egípcia.

A decoração do templo era rica e bela, de modo a concorrer com os templos dedicados a outros deuses dos visinhos do povo judeu em sua época. Mas tudo não passava de ostentação material, tendência que foi transmitida aos seus descendentes até nossos dias. O templo material como casa da divindade é imperativa para aqueles que não conseguem separar-se de sua materialidade e tentam aprisionar seus deuses em casa de pedra, tijolos e argamassa.

O templo de Salomão foi emprestado pelos maçons para servir de modelo na construção de seus lugares de reunião. Não é uma réplica daquela edificação. Modelar a edificação de templos maçônicos ao templo de Salomão é apenas uma homenagem a uma personalidade que, segundo consta, era possuidor de grande sabedoria e aplicador de justiça. O templo de Salomão e o templo maçônico têm entre si uma apenas relação simbólica.

Não se trata de uma reprodução, mas de grosseira imitação, estilização, daquela edificação sagrada para o povo de Israel. O templo maçônico é em muito diferente do templo de Salomão em ornamentação, função e objetivo.

Em relação aos seus templos, o maçom usa diversas imagens mentais relacionadas como: da idéia de representação do Universo; do centro do Universo; e das criações do Grande Arquiteto do Universo. O próprio Grande Arquiteto do Universo é apenas um conceito e não um deus como o interpretado para aquele deus dos judeus do templo de Salomão. A Maçonaria pouco tem de original, de sua lavra, ela empresta de outras culturas os modelos, símbolos, ferramentas, e quase sempre de forma estilizada; assim o é com respeito aos seus templos.

O fato de o templo maçônico ser sagrado pelo grão-mestre da obediência não o torna local sagrado ao ponto de lá se manifestar ou aprisionar a divindade. A sagração dos templos maçônicos é uma espécie de aprovação e purificação simbólica do local pela autoridade competente, um local de estudos e não um local de adoração. Nesta edificação, o maçom especula e trabalha em si mesmo, sendo ele um templo vivo, a pedra. O maçom não presta culto a Deus em seus templos, apenas o invoca com o objetivo de obter a sua aprovação, orientação e proteção para toda boa obra.

Poderia até dispensar qualquer tipo de edificação para realizar seus trabalhos, só o fazendo em templos para seu conforto físico e privacidade ritualística.

O templo maçônico representa a Terra, os seres humanos reunidos como família, a reunião de todas as ciências, o local onde se transmitem conceitos de fraternidade, igualdade e liberdade; é o espaço aonde não existe separação de raça, religião ou ideologia política; é a sala de aulas para o desenvolvimento da consciência planetária do terráqueo organizado em sociedade fraterna; é simbolicamente a miniatura do grande Universo e do pequeno universo que cada obreiro tem dentro de si; é o local onde a criança é recebida como Lowton, o jovem passa a freqüentar grupos DeMolays e depois o homem de valor, livre e de bons princípios é iniciado na Maçonaria.

Com a iniciação, o maçom tem a seu dispor no templo as ferramentas, símbolos e irmãos para elaborar a sua própria construção interna. Tudo depende apenas da força e persistência individual. A Maçonaria apenas propicia os meios para a construção de uma sociedade na qual reina absoluto o amor fraterno, a única solução de todos os problemas da humanidade. A sublime instituição apenas propicia o espaço físico especial, devidamente ornamentado, provido de ferramentas, de modo que cada maçom desenvolva a possibilidade de tornar-se um ser humano melhor do que já é. O trabalho é de competência de cada obreiro, apenas o indivíduo tem a capacidade de mudar a si próprio.

E quando ele muda o seu caráter e personalidade, os outros que o rodeiam mudam também. Numa espécie de efeito dominó, um maçom contagia o outro para o bem e os maçons, de sua parte, contagiam os outros homens da sociedade.

O templo representa o que cada maçom é por dentro, um templo daquilo que cada um tem como a representação de sua própria divindade. O templo é o próprio corpo do maçom. Assim como o templo de Salomão é modelo para a Maçonaria edificar os seus templos de pedra e cimento, o templo maçônico é para o maçom o modelo do universo interior, que ele possui dentro de seu corpo físico. O templo de pedra é modelo do templo de carne, ossos e intelecto. Devido a esta comparação, o templo de pedra é respeitado pelo maçom como se fosse o seu próprio corpo, um lugar que ele jamais conspurca; esta a razão do grão-mestre purificar simbolicamente o templo de pedra.

Deve-se deixar bem esclarecido que o corpo físico não é o local físico do deus de cada um; em Maçonaria isto é simbólico. Qualquer tentativa de desejar encontrar o deus dentro de seu corpo físico é vã, é um exercício antropomórfico. O que existe dentro de cada um é um modelo em miniatura do grande universo que existe fora, apenas isto. Tentar materializar a divindade em qualquer local físico é mero exercício vicioso de tentar retratar o deus como imagem do homem ou de suas coisas. A divindade existe apenas como um exercício especulativo e nunca como criatura, energia ou coisa.

O maçom tem sua crença num princípio criador, numa especulação intuitiva de que existe uma mente orientando os processos de criação, deixando-os livres para seguirem as leis naturais para as quais cada criatura da biosfera evolui em complexidade crescente. E nunca, em momento algum, transporta suas considerações de deus para o mundo material; sempre que alguém o tenta, esbarra em sérias discussões vazias e desconexas.

O templo de Salomão é o modelo do templo maçônico, que por sua vez é modelo do templo interior de cada maçom. Tudo simbólico. O templo é parte das ferramentas que auxiliam o raciocínio do homem em suas especulação de se autoconhecer, de buscar sua razão de ser, especular de onde vem e para onde vai. É um grãozinho de areia neste Universo infindo usando de sua capacidade de pensar e sentir o Universo, sendo ele mesmo parte deste mundo. E ao sentir-se parte de algo maior, tão complexo e belo como ele, esta criatura vivente lê simbolicamente em cada elemento da natureza a assinatura daquilo que ele denomina pelo conceito de Grande Arquiteto do Universo.