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domingo, 6 de setembro de 2009

Minuto Maçônico

CÓDIGO MAÇÔNICO

1º - Deus é a Sabedoria eterna, onipotente e imutável; suprema inteligência e inextinguível amor. Deves adorá-lo, reverenciar e amar; praticando as virtudes, muito O honrarás. 
2º - Tua religião consiste em fazer o bem, por ser um prazer para ti e não unicamente um dever. Constitui-te em amigo do homem sábio e obedece aos seus preceitos. Tua alma é imortal; nada farás que a desagrade. 
3º - Combaterás, incessantemente, o vício. Não farás a outrem o que não quiseres que te façam. Deverás ser submisso à Fortuna e conservar vivo o fogo da Sabedoria. 
4º - Honrarás a teus pais. Respeitarás e tributarás homenagens aos anciãos. Instruirás os jovens. 
5º - Sustentarás tua mulher e filhos. Amarás tua Pátria e obedecerás às suas leis. 
6º - Teu amigo será, para ti, tua própria imagem. O infortúnio não te afastará do seu lado. E farás, por sua memória, o que farias por ele em vida. 
7º - Evitarás e fugirás de amigos falsos, assim como, quanto possível, dos excessos. Temerás ser a causa de uma mancha em tua memória. 
8º - Não permitirás que as paixões te dominem. Obterás, das paixões dos demais, lições de proveito para ti mesmo. Serás indulgente com o erro. 
9º - Ouvirás muito; falarás pouco e obrarás bem. Olvidarás as injúrias, darás o Bem em troca do mal. Não abusarás de tua força ou superioridade. 
10º - Estudarás o conhecimento dos homens. Buscarás sempre a virtude. Serás justo. Evitarás a ociosidade.

Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

sábado, 5 de setembro de 2009

Gremaçom - Especial de Agosto / 2009

Edição do GREMAÇOM AGOSTO ESPECIAL nº. 79/2009, encaminhada pelo deputado federal na SAFL-GOB  e editor geral do GREMAÇOM, Irmão MI Gilvaldar Monteiro, da Loja Simbólica "Virtude e Bondade", nº. 146, do Oriente de Maceio/Alagoas.

O "esquecimento" do dia da pátria





Pátria significa a fusão entre a nacionalidade e o território. Esta energia subjetiva que liga as pessoas de um território entre sí formando um povo chama-se nação. Esta subjetividade é construida a partir da língua, religiões, história passada e presente, momentos felizes e infelizes, tradições culturais, esporte e literatura. Nosso país só atingiu este estágio no decorrer da guerra do Paraguai, segundo José Murilo de Carvalho, que é hoje o maior estudioso brasileiro do tema nacionalidade e cidadania.

Quando um povo atinge o estágio de nação, está construido um poderoso pressuposto contra propostas seccionistas, que significa a tentativa de partilha do território nacional, como foi tentado por S.Paulo durante a revolução constitucionalista de 1932.

Nos EUA o 4 de julho faz parte de uma política pública nacional. Aqui no Brasil, como os militares assumiram como "donos exclusivos" do patriotismo brasileiro durante a ditadura militar de 1964 os civis que lutaram pela redemocratização, esqueceram de retomar o patriotismo em moldes democráticos. O bebê foi jogado fora junto com a água suja.

Lembro que quando estudante do primeiro e segundo graus todos aprendiam o hino nacional, como uma prática cotidiana da escola. Hoje o 7 de setembro é sinônimo de feriado prolongado, os governos ainda não atentaram que a reconquista do sentimento patriótico é vital para manter um povo unido e crente na vida futura de seu país.

O dia da Pátria seria um período para reviver as glórias do passado, os sofrimentos das guerras e das catástrofes, relembrando o nossos mártires. Deveríamos fazer um profundo balanço de nossa cultura cívica, que anda mais predatória do qualquer outra coisa. É só vermos as escolas e prédios pichados, os bancos escolares destruidos, as praças públicas arrebentadas e o acesso restrito aos equipamentos de cidadania como à justiça, à saúde, ao emprego, à renda etc.

O período do dia da Pátria precisa ser reinventado no Brasil. Para o bem de nosso país.

Edir Veiga, cientista político e professor da UFPa, com mestrado e doutorado pela IUPERJ.

Minuto Maçônico

VOCÊ PRETENDE IR A LOJA HOJE ?

1º - Sua participação será sempre mais positiva quando seus pensamentos forem mais altruísticos. 
2º - Participação positiva será daquele que com poucas palavras consegue contribuir muito para as grandes realizações. 
3º - Ao falar passe pelo crivo das "peneiras", seja sempre objetivo e verdadeiro o seu propósito. Peneira: 1ª - Verdade; 2ª - Bondade; 3ª - A Altruística 
4º - As vezes um irmão precisa ser escutado, dê oportunidade a ele para manifestar-se. 
5º - Falar muito, quase sempre cansa aos ouvintes, e pouco se aproveita. Fale pouco para que todos possam absorver algo de importante e útil que tenhas a proferir.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Brasil e a Humanidade

Pronunciamento do Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Soberano Irmão Marcos José da Silva


Momento de excepcional vibração patriótica vivemos nós, os brasileiros, nestes dias que antecedem a data cívica do Sete de Setembro. Estamos na Semana da Pátria, e tudo nos lembra os dias heróicos do Século XIX e as décadas de trabalho que se seguiram para termos hoje um País forte, pacífico, democrático e voltado para seu progresso.

 

Não é de mais recordarmos o grande esforço do Brasil, através de sua diplomacia, para manter a integridade territorial de nosso País, tantas vezes ameaçada, até mesmo nos dias de hoje quando não faltam insinuações maldosas, externas e internas, sobre nossa capacidade de lidar com as populações indígenas e com o meio ambiente.

 

A verdade é que a sabedoria dos nossos estadistas conduziram nosso povo a oferecer ao mundo lições sobre convivência fraterna entre as raças, entre países e, enfim, entre os filhos da mesma Pátria, cujo solo abençoado jamais foi pisado por tropas invasoras, assim como jamais nos empenhamos em guerra de conquista, levando a desgraça a outros povos criados também pelo Grande Arquiteto do Universo.

 

As nossas forças produtivas exibem alta tecnologia em assuntos como produção de energia através de elementos renováveis ou não, colocando-a a disposição do mundo. Os nossos exemplos de atuação em vários ramos da cultura humana circulam o planeta, seja em matéria de economia, de tensões internacionais, de igualdade racial e religiosa, de artes e esportes.

 

Em momento de plena apologia do neoliberalismo e da indiferença para com os fracos, a coragem vitoriosa do Brasil para diminuir a pobreza em seu domínio é citada por organismo próprio internacional; a política de transferência de renda vem sendo adotada à larga no exterior. Somos tomados de justo orgulho ao celebrar o Sete de Setembro.

 

Honremos os mártires do passado e os heróis da nossa Independência, e não esqueçamos que a Maçonaria, embora não lembrada nos momentos mais solenes, foi o celeiro de onde saíram os líderes do grande movimento que culminou às margens do Ipiranga, com o famoso brado do Príncipe Dom Pedro, Grão-Mestre do Grande Oriente.

 

 

3.9.09

 

Marcos José da Silva

Grão-Mestre Geral


Fonte: http://www2.gob.org.br/gxpsites/hgxpp001.aspx?2,9,52,O,P,0,PAG;CONC;51;15;D;8325;1;PAG;,



Minuto Maçônico

QUAL O ESTADO DE ÂNIMO DO MAÇOM AO CHEGAR NO TEMPLO?

1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar a cada um demonstrando a satisfação em participar daquela reunião. 
2º - Se necessário ajudar na preparação da Loja e aproveitar a oportunidade para ensinar os aprendizes, os porquês de cada objeto e seu significado. 
3º - Procurar cumprir e estimular os irmãos para que a reunião tenha o início no horário previsto. 
4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos. 
5º - Tudo que realizar, realizar com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar participando e não podem. 

Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Parceria na rede

Veja abaixo o e-mail recebido pela Redação do Blog:

"Meus caríssimos RIBAMAR e MARCO ANTONIO,
Cumprimentado-os, com a alegria fraterna, pelo  reconhecimento de um trabalho de disseminação da mensagem maçônica através de BLOG visitado.
Excelente a apresentação das diversas seções, pela diagramação bonita, pelo conteúdo atual e bem redigido. Portanto, uma seleção primorosa de textos e de colaboradores.           
Estão de parabéns, tenho a real dimensão do denodado esforço de vocês para a alimentação do BLOG da Loja DUQUE DE CAXIAS IX.
Por oportuno, meus irmãos, encaminho para conhecimento, o Jornal eletrônico GREMAÇOM - ALAGOAS - agosto 2009.
Como estamos navegando no mesmo barco em água caldalosas, SOLICITO SEU APOIO AO NOSSO GRÊMIO MAÇÔNICO, NA DIVULGAÇÃO DESTE JORNAL POR SUA LISTAGEM DE E-MAIL.. AGRADECENDO SUA ATENÇÃO TÃO ESPECIAL, asseguramo-lhes a parceria na divulgação do seu  EXCELENTE BLOG em nossa mídia eletrônica.
Com o nosso  FRATERNO ABRAÇO,
 
GILVALDAR MONTEIRO
A:.R:.L:.S:. VIRTUDE E BONDADE
ORIENTE DE MACEIÓ, ALAGOAS"

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Da Redação do Blog:

Estamos viabilizando a postagem da edição enviada do Jornal Eletrônico aqui no Blog, aguardem.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Sagrado e o Profano

Texto encaminhado para postagem no Blog pelo autor, o Irmão Valter Martins Toledo, ex-deputado federal na SAFL-GOB, recentemente placetado da Loja "Os Templários" nº 2819, do Oriente do Paraná. Na vida profana, o Irmão Valter Toledo é magistrado aposentado, jornalista pela UFPR - DRT/PR - 344, escritor e atualmente está atuando no Grupo de Conciliação do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, como Conciliador de 2ª Instância - Voluntário. 

O Sagrado e o Profano

O sagrado e o profano é um tema que não interessa somente ao historiador das religiões, mas também ao etnólogo, ao sociólogo, ao historiador, ao psicólogo, ao filósofo, enfim, a todo investigador desejoso de conhecer as dimensões possíveis da existência humana. Isto porque o sagrado e o profano constituem duas modalidades de ser no mundo, duas situações existenciais assumidas pelo homem ao longo da sua história. Conhecer as situações assumidas pelo homem religioso, compreender o seu universo espiritual é fazer avançar o conhecimento geral do homem. É certo que muitas situações vividas pelo homem religioso das sociedades primitivas e das civilizações arcaicas já foram ultrapassadas pela História, porém, deixaram traços que subsistem até hoje, e fazem parte da História contemporânea.

O Sagrado

O sagrado manifesta-se sempre como uma realidade de ordem inteiramente diferente das realidades naturais. É tudo o que ultrapassa a experiência natural do homem e se manifesta como qualquer coisa absolutamente diferente do profano. É tudo aquilo de que o homem toma conhecimento mediante hierofania (manifestação do sagrado). O sagrado está saturado de ser, potência sagrada que ao mesmo tempo quer dizer realidade, perenidade e eficácia. No fim das contas, o sagrado equivale ao poder, à realidade por excelência.

A manifestação do sagrado funda ontologicamente o mundo, demarca porções de espaços qualitativamente diferentes. “Não te aproximes daqui, descalça as sandálias, porque o lugar onde te encontras é uma terra sagrada” (Êxodo, 3:5). O mundo onde se vive deve ser um mundo real, que é necessário fundar, criar. Nenhum mundo pode nascer no caos, porque o caos constitui um espaço profano. Antes de ser habitado, o caos precisa ser organizado, precisa ser sacralizado. A manifestação do sagrado transforma o caos em cosmos.

O Profano

O homem religioso crê sempre que existe uma realidade absoluta, o sagrado, que transcende este mundo, mas que se manifesta neste mundo e, por este fato o santifica e o torna real. Além disso, crê que a vida tem uma origem sagrada e que a existência humana atualiza todas as suas potencialidades na medida em que é religiosa. Por isto, ele se esforça para se manter o maior tempo possível num universo sagrado.

Já o homem a-religioso recusa a transcendência, aceita a relatividade do que ele considera a realidade, e chega a duvidar d sentido da existência. O homem a-religioso considera-se a si mesmo o único sujeito agente da História e não aceita nenhum modelo de humanidade fora da condição humana. Ele faz-se a si próprio e só consegue faze-lo na medida em que dessacraliza o mundo e a si próprio. O sagrado é um obstáculo à sua liberdade. Ele só se tornará ele próprio quando estiver radicalmente desmitificado. Só será verdadeiramente livre após matar o último deus.

Sacralização do mundo

A religiosidade do ser humano se estende por toda a história da humanidade.

É possível que o homem pré-histórico sacralizasse a caverna em que dormia.

Quando um território desconhecido, estrangeiro, é ocupado, é transformado simbolicamente em cosmos, mediante o ritual da cosmogonia. Dele se toma posse, consagrando-o pela Cruz. 

Descoberta do Brasil: a terra descoberta era profana, mas foi sacralizada ao se erigir a cruz, e rezar a primeira missa; foi então “batizada” como Terra de Santa Cruz.

O cosmos que o homem habita (corpo, casa, território tribal) este mundo, na sua totalidade, comunica-se pelo alto com um outro nível que lhe é transcendente.

O aniquilamento da “casa”, do cosmos pessoal que se escolheu habitar, traduz a ultrapassagem da condição humana. 

Toda a forma de cosmos (universo, templo, casa, corpo humano) é provida de uma abertura superior, a qual possibilita a passagem de um modo de ser a outro. Essa passagem está predestinada para toda a existência cósmica, o homem passa da pré-vida a vida e finalmente à morte, da mesma forma que o sol passa das trevas à luz. Assim como o sol passa das trevas à luz todos os dias, também a existência humana chega à plenitude por uma série de ritos de passagem, de iniciações sucessivas. 

...o homem deve nascer uma segunda vez, espiritualmente, tornando-se homem completo quando passa de um estado imperfeito, embrionário, a um estado perfeito, de adulto.

...lua como arquétipo do devir cósmico 

...vegetação como símbolo do renovo universal 

A iniciação, a morte, o êxtase místico, o conhecimento absoluto, a fé, no judeu-cristianismo equivalem à passagem de um modo de ser a outro, operando uma verdadeira mutação ontológica. 

E essa passagem tem sempre uma porta estreita ou uma ponte perigosa. 

Na mitologia iraniana, a ponte Cinvat é utilizada pelos mortos na sua viagem: tem largura de nove comprimentos de lança para os justos, mas para os ímpios torna-se estreita como a lâmina de uma navalha. A visão de São Paulo mostra uma ponte estreita como um cabelo que liga o mundo ao Paraíso. A mesma imagem se encontra entre os escritores e místicos árabes, para os quais a ponte é mais estreita do que um cabelo, e liga a Terra às esferas astrais e ao paraíso. As lendas medievais falam de uma ponte escondida sob a água e de uma ponte-sabre, sobre a qual o herói Lançarote deve passar com os pés e as mãos nuas. Esta ponte é mais cortante do que uma foice, e a passagem se faz com sofrimento e agonia. Na tradição finlandesa uma ponte coberta de agulhas, de pregos, de lâminas de navalha atravessa o inferno: os mortos utilizam-na na sua viagem para o outro mundo. Mateus afirma que “estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à vida, e há poucos que o encontram”. 

Tais “pontes” difíceis simbolizam a dificuldade do conhecimento metafísico, e, no cristianismo, da fé. 

Mostram que a existência cotidiana e o pequeno mundo que ela implica são suscetíveis de ser valorizados no plano religioso e metafísico. Todo pequeno ato pode significar um ato espiritual ou metafísico. Qualquer caminho pode significar o caminho da vida, toda marcha pode ser uma peregrinação par ao centro do mundo. 

Raramente se encontra uma experiência drasticamente a-religiosa da vida total em estado puro, mesmo nas sociedades mais secularizadas. Pode ser que num futuro mais ou menos longínquo tal experiência se torne mais freqüente. O que se encontra no mundo profano é uma secularização radical do nascimento, do casamento e da morte, mas apesar de tudo, subsistem vagas recordações e nostalgias de comportamentos religiosos abolidos.

A iniciação sobrevive no mundo moderno, porém fortemente dessacralizada.

O iniciado não é somente um recém-nascido ou um ressuscitado. Ele é um homem que sabe, que conhece os mistérios, que teve revelações de ordem metafísica. Aprendeu os segredos sagrados, os mitos que dizem respeito aos Deus e à origem do mundo, os verdadeiros nomes dos deuses, o papel e a origem dos instrumentos rituais utilizados durante as cerimônias de iniciação. A iniciação equivale à maturação espiritual.

Em certos povos bantu, o segundo nascimento é marcado por cerimônia conhecida como nascer de novo. O pai sacrifica um carneiro e a criança é envolta na membrana do estômago e na pele desse animal, mas antes, precisa subir na cama e chorar como um recém-nascido. Os mortos são enterrados em posição fetal, envoltos na pele dos carneiros.

Nos contextos iniciáticos, a morte significa a ultrapassagem da condição profana, não santificada, a condição do homem natural, ignorante da religiosidade, cego para o espírito.

O segundo nascimento é um tema imemorial, que comporta elementos diferentes de uma religião para outra, porém, todas têm algo em comum: o acesso à vida espiritual comporta sempre a morte para a condição profana, seguida de um novo nascimento.

A dessacralização da natureza

Para o homem religioso a natureza nunca é exclusivamente natural, tem sempre um significado espiritual, místico, lembra a Mãe, a Vida, o eterno recomeço. A sociedade moderna, porém, dessacralizou a natureza, mantendo, porém, muitos dos significados religiosos. Um bom exemplo vem da China, que, desde séculos imemoriais, cultivava jardins com um significado místico. Nesses jardins havia, invariavelmente, os mesmos elementos: lagos, rochedos, árvores, flores, modelos de casas, pagodes, pontes e figuras humanas, cada qual com seu significado próprio. Tinham como objetivo possibilitar às pessoas que participassem de suas forças místicas, restabelecendo, pela meditação, a harmonia com o mundo. Era um sítio perfeito, lugar santo, Desde o século XVII, porém, esses jardins vêm sendo dessacralizados, passando a representar tão somente um item de decoração das casas, local de contemplação meramente estética, objetos de arte.

Ainda hoje os jardins chineses conservam essa característica.

O Profano hoje

Mesmo o homem a-religioso tem comportamentos que pertencem à esfera da religiosidade. Para dar alguns poucos exemplos: o marxismo prolonga o mito do redentor do justo, o eleito, ungido, inocente, representado pelo proletariado, cujo sofrimento mudará o estatuto ontológico do mundo, a luta entre o bem e o mal, que se pode aproximar facilmente do conflito apocalíptico entre o Cristo e o Anticristo. No nudismo e em movimentos a favor da liberdade sexual absoluta, pode-se identificar resquícios da nostalgia do paraíso, o desejo de reintegrar o estado edênico do antes da queda, quando o pecado não existia. Na psicanálise, que é uma técnica especificamente moderna, observa-se o padrão iniciático: o paciente é convidado a descer ao mais profundo de si mesmo, a afrontar o seu próprio inconsciente, a verdadeiramente “descer aos infernos”, para então nascer de novo e ascender a uma existência responsável e aberta. O inconsciente fornece-lhe soluções para as dificuldades de sua própria existência, e, neste sentido, desempenha o papel da religião, com todos os seus mitos e símbolos.

Os ritos de passagem estão presentes na vida do homem religioso, mas também na do a-religioso, embora este não o admita. Cada rito de passagem equivale a uma iniciação, pois implica sempre uma mudança radical de regime ontológico e de estatuto social.

O nascimento é um rito de passagem, ao nascer à criança só tem uma existência física, mas necessita dos ritos para ser aceita pela família e pela sociedade.

No catolicismo, esse rito é o batismo, onde a criança recebe um nome.

No rito de passagem do casamento: o recém-casado abandona o grupo de celibatários para participar de outro grupo, o dos chefes de família. Todo casamento implica uma tensão e um perigo, pois desencadeia uma crise, e é por esta razão que o casamento necessita de um rito de passagem.

A morte é um rito de passagem mais complexo, pois ocorre uma mudança ontológica e social. O defunto precisa ser aceito pela comunidade dos mortos. Para certos povos, só o sepultamento ritual confirma a morte, aquele que não é enterrado não está morto.

Numa perspectiva a-religiosa, nascimento, casamento, morte, são apenas acontecimentos que dizem respeito ao indivíduo e sua família, para esse indivíduo essas passagens nada mais significam do que um nascimento, uma morte ou o reconhecimento oficial de uma união sexual.

Porém, mesmo o indivíduo ateu, ao ter um filho, sai distribuindo charutos, as amigas da mãe organizam um “chá de fralda” ou “chá de bebê”. Ao se casar, dá uma festa, convida seus amigos, os quais dizem que ele “entrou para o rol dos homens sérios”.

Hierofanias atuais

Hierofanias: Lugares que o homem a-religioso considera sagrados: a própria casa, o torrão natal, a sepultura de seus mortos. Objetos símbolos de poder e liberdade: o carro, o celular, o computador

Pessoas: a esposa, a mãe, a filha, “meu tipo inesquecível”, o líder, o herói, o mestre. Até as crianças têm (ou tinham) uma brincadeira em que dizem (diziam): “Tudo o que o mestre mandar, será.”

Mais modernamente, muitos indivíduos dizem não ter religião, declaram-se agnósticos, ateus. Porém, carregam seus patuás, seus amuletos, suas pedrinhas da sorte, não passam em baixo de escada, batem três vezes na madeira, etc. etc. etc...

Ritos de passagem atuais

O homem a-religioso acredita que toda a existência humana se constitui por uma série de provas, o jovem tem que conhecer suas possibilidades, tomar consciência de suas forças e tornar-se adulto, o que significa afirmar que toda a existência humana é ela própria, uma iniciação.

O vestibular é um exemplo: o “neófito” precisa ser aceito pela comunidade acadêmica, e para isto passa por outra prova além daquela do vestibular propriamente dito: é o trote, aplicado pelos “veteranos”, que afirmam “eu também já passei por isto”.

Após a formatura, outro ritual de passagem o aguarda: entre os bacharéis em direito, por exemplo, é o “exame da Ordem”, um outro funil, porta estreita, ponte perigosa, que também significa uma rotura e uma transcendência: o indivíduo sai do grupo dos “aprendizes” para entrar no grupo dos “profissionais”.

Outro exemplo de rito de passagem aparentemente a-religioso: a aposentadoria. Essa porta é tão estreita, essa ponte é tão perigosa, que muitas empresas montam verdadeiras estruturas de suporte aos aposentandos, para ajudá-los a se prepararem e a vencerem essa “mutação ontológica”.

Conclusão

Enfim, pode-se concluir que o mundo atual foi dessacralizado, mas conserva fortes comportamentos religiosos. O homem atual continua cultivando seus ritos de passagem, suas hierofanias (manifestações do sagrado em lugares, acontecimentos ou pessoas), seus ritos de cosmogonia (consagração de um lugar); continua julgando que seu lar é seu castelo, está no centro do mundo, é o cosmos que ele próprio organiza, com seus próprios recursos. Mas, embora fazendo tudo isto, ele continua se declarando ateu, agnóstico.

É o caso de nos perguntarmos se a dessacralização do mundo pelo homem é realmente definitiva, ou se ainda haveria alguma possibilidade para o homem não religioso, de reencontrar a dimensão sagrada da existência do mundo.

sábado, 29 de agosto de 2009

Tribuna Maçônica - Julho e Agosto de 2009

TRIBUNA MAÇÔNICA Nº 51 ANO IX height="500" width="100%" > value="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=19158117&access_key=key-279dmo0o2o0633io8ktj&page=1&version=1&viewMode=">    

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sessão Especial da ALEPA - Dia do Maçom

Imagens capturadas na Sessão Especial em Homenagem ao "Dia do Maçom", que foi realizada pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará  no dia 24 de agosto corrente.