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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ecologia e Poder

Pronunciamento do Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Soberano Irmão Marcos José da Silva


Reúne-se em Copenhague, capital dinamarquesa, estas duas semanas, a grande assembleia sobre o clima do mundo, com a presença de 192 países, para discutir a maneira de salvar o planeta Terra de um fim catastrófico em breve tempo, induzido pelas transformações que ocorre no meio ambiente.

Isso nos leva de pronto à associação com a literatura apocalíptica dos fins do século passado, como geralmente tem ocorrido nos fins de cada século, quando as escatologias são lembradas e se brandem contra a humanidade todas as desgraças que se encerram nos livros sagrados de culturas diversas.

Diferentemente de um fim de século, temos agora, nos princípios do século XXI, decreto da ONU assegurando que realmente o desastre final está próximo, e que responsável pela hecatombe é o homem, isto é, os seres humanos; a humanidade não é vítima, e sim culpada pelo que vai acontecer, segundo os cientistas instalados na ONU neste início de milênio.

Pelo que a mídia divulga, compreende-se que a parte da humanidade que não enriquece com a devastação do meio ambiente não tem mais chance. Grandes fortunas serão aplicadas agora para frustrar o desenvolvimento das nações menos poderosas. Assim deseja a comunidade das grandes potências, aquelas que detêm maior poderio nuclear.

As nações menos poderosas, entretanto, destaca a posição do Brasil, apresentam-se decididamente à procura de um lugar mais favorável e não aceitam a condenação, sem recurso, ao pré-apocalipse, nem ao papel de personagem derrotado nesse teatro do poder mundial com uma peça em cena na COP-15.

Atitudes escusas e inaceitáveis passam-se à luz da ribalta, enquanto os atores discriminados não concordam em ficar na platéia, nem pagar pela saciedade satisfeita de seculares predadores. A maneira como se comporta a maioria das nações presentes ao grande “festim” parece anunciar que em pouco tempo algo vai mudar nas relações mundiais de poder.  

Brasília, 10.12.2009.   

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral

Minuto Maçônico

VELAS - 2º

1º - “É fácil compreender que o hábito de manter três velas acesas - particularmente três - é de origem religiosa e provém da Igreja ou da guilda e cuja interpretação moderna pode ou não coincidir”. 
2º - Os antigos mantinham certas praxes para que o fogo permanecesse sempre puro, cabendo às Lojas maçônicas, principalmente as do R.E.A.A., depositárias dessas antigas tradições, mantê-las em toda a sua pureza. 
3º - As velas não devem ser acesas com isqueiros, nem com fósforos de enxofre ou de quaisquer outras substâncias que produzem mau cheiro e fumaça com fuligem. O melhor será acender as três velas com uma vela intermediária e transmitir o fogo com o seu auxílio, para que a chama possa ser "pura". 
4º - Existe no cerimonial da Maçonaria o costume de receber os altos dignitários com estrelas, isto é, com velas sobre tocheiras. Trata-se de um costume antiqüíssimo, já existente entre os romanos, e que a Igreja cristã primitiva veio a adotar. 
5º - "Quando um visitante eminente, um dignitário, é introduzido no Templo, precede-o o Mestre de Cerimônias portando uma "Estrela". Não é para "iluminar" o visitante que o fazem preceder por uma tocha, é para simbolizar a "luz" que ele representa". 
(pouco ou não mais usados)


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

domingo, 13 de dezembro de 2009

Teoria do Conhecimento Maçônico





Quando iniciado na Maçonaria, muitos são os sonhos de realização, educação e cultura que o neófito espera obter. Imagina-se que terá mestres que lhe ensinarão todos os meandros da Arte Real.

Depois de algum tempo, ele percebe que a ordem maçônica apenas fornece local físico, ferramentas e amigos para a caminhada que fará a sua maneira e por seus próprios meios. O estudante maçom anda só na estrada do desenvolvimento, porque lhe cabe descobrir, decorrente da própria vivência, por si e em si próprio, na devida oportunidade, as verdades tão sonhadas.

As descobertas intuídas pelo método maçônico de aprendizagem são diferentes para cada pessoa, dependendo de sua herança cultural, porque o método objetiva que cada um desenvolva suas próprias verdades, sem submetê-las a um molde.

Esta liberdade de auto-desenvolvimento tem conexão com a teoria do conhecimentoda antiguidade, na qual Heráclito afirmou que tudo no universo muda constantemente, tudo é dinâmico. O método de ensino maçônico transporta esta idéia para as verdades de cada um ao longo do tempo. Cada pessoa tem verdades próprias, que mudam constantemente, dependendo apenas do dinamismo de seu alicerce cultural.

Inicialmente, é bem estranha a forma como cada ferramenta de pedreiro é apresentada, pois sua utilização é universalmente conhecida na arte da construção civil. O processo de conhecimento maçônico processa informações, manipulando símbolos, baseado em regras ritualísticas. O que o neófito não dispõe, são as regras que lhe permite utilizar estes mesmos utensílios do pedreiro de forma simbólica, na construção do próprio homem.

Dentro da teoria do conhecimento maçônico estes símbolos são aplicáveis aos aspectos: moral, ético, social, das saúdes física, mental e espiritual, e no conjunto de cada um.

Platão afirmou que os homens comuns se detêm nos primeiros degraus do conhecimento e não ultrapassam o nível da opinião; matemáticos ascendem a um nível
intermediário, e só o filósofo tem acesso à ciência suprema.

Para isto, o filósofo usa um processo conhecido por dialética; passando de uma idéia para outra, sendo uma delas o complemento ou alicerce da outra. O filósofo é em essência o dialético.

A Maçonaria usa de suas lendas e símbolos para proporcionar ao estudante um método de progresso do pensamento filosófico; funciona também para obreiros, sem formação acadêmica alguma, poderem tratar processos dialéticos complicados e com isto se humanizarem. Estes exercícios dialéticos compõem a essência da formação do conhecimento maçônico.

O maçom é um filósofo diferente, porque seus processos cognitivos desenvolvem-se pela materialização da idéia na linguagem simbólica, no uso de símbolos e lendas, que são convertidos em pensamentos abstratos e complexos por métodos de associação e repetição. E isto faz a Maçonaria produzir seres humanos inteiros, equilibrados e destituídos da abordagem mecanicista que, ao fragmentar os processos, acaba por perder a visão do todo. O maçom é treinado para ser a um só tempo nos planos espiritual, psíquico, biológico, históricocultural, social, físico, e outros.

A fragmentação transmitida pela educação profana, usando de disciplinas, impossibilita ao homem aprender o que significa ser humano. É nisto que o método de ensino maçônico leva vantagem. A diversidade de idéias, pelo fato de cada um observar os processos a sua maneira, é a aplicação da teoria da complexidade, em semelhança com um universo vivo que evolui da desordem para a ordem em graus de complexidade crescentes.

Quando a Maçonaria migrou da arte de construir para a arte de pensar, no século XVIII, deu partida a um processo educacional que veio até o presente, revolucionando a sociedade em seu caminho por ações daqueles que foram treinados debaixo de sua filosofia. Desde então, e na maioria dos eventos históricos onde se pautou por Liberdade, Igualdade e Fraternidade, a ordem maçônica agiu nos bastidores com esta educação do homem por inteiro e que move seus membros à ação.

O homem maçom torna-se mestre de si próprio ao longo de seu auto-desenvolvimento, e procura alcançar o ápice da perfeição com a tomada de atitudes. Sem discutir, o maçom age baseado na moral que desenvolveu ao longo de sua jornada maçônica, e esta ação está pautada no desejo de acertar e promover o bem para si e a coletividade.

Nestas ações, ele pode ser aviltado e até morto, porque não é sem perigo que um homem de ação atua. Entretanto, na maioria das ocasiões ele se beneficia com esta postura, caindo sobre sua pessoa o reconhecimento da sociedade que o rodeia, e principalmente incrementa sua própria satisfação, alegria e felicidade. Nisto, o maçom é semelhante a um planeta que órbita o Sol; ele reflete a luz emanada por intermédio da ação frente ao que ele considera certo. A educação do maçom o leva a conhecer o mal e também o modo de evitá-lo.

A máxima em toda a caminhada fundamentada na teoria do conhecimento maçônico é o auto-conhecimento, o “conhece-te a ti mesmo”, de Sócrates, e esta noção, como resultado de um trabalho solitário e autodidata é decorrente de profunda introspecção, de longa meditação.

O interessante é que tudo o que se aprende nos templos maçônicos é baseado em lendas fictícias, porém alicerçados em fatos históricos registrados. Assim como as ferramentas, as lendas são materializações de conceitos abstratos, dentro da linha e em direção de estados de complexidade cada vez maiores. Estas histórias sempre têm mensagens que impulsionam ao desenvolvimento Moral. E como não se usam computadores para educar o homem maçom, ocorre enriquecimento espiritual e aporte de diversidade cultural.

Já que nada pode ser feito para melhorar a sociedade se no fundo do cidadão não existir um cunho de homem espiritualmente desenvolvido e em harmonia com o princípio criador do universo designado como Grande Arquiteto do Universo, o homem maçom considera a si mesmo um templo do Incriado, e tudo fará para não conspurcar aquele lugar sagrado. É templo cujo limite é sua própria pele, cujos portões são sua boca, ouvidos e visão, tudo regido por sua capacidade cognitiva e emocional equilibrados pela sua espiritualidade.

O maçom desenvolve sua espiritualidade para avançar com apoio daquilo que considera a origem de tudo; sem uma elevada Fé ele se perderia nas sendas do mal, à semelhança do que acontece na sociedade humana, na qual o homem fera prevalece sobre o homem evoluído. E tudo é proporcionado por seu próprio esforço e pelos princípios desenvolvidos com a técnica de aprendizado maçônico. A criatura humana ao longo de sua vida deve se desenvolver de forma equilibrada em todas as suas dimensões, e o que acelera o processo de desenvolvimento é uma potencialidade latente em cada um: a capacidade de crescer em espiritualidade. E cada pessoa desenvolve seus próprios critérios e idéias de divindade; o que para alguns faz sentido e alimenta sua capacidade de evolução espiritual, para outros não faz sentido algum.

A epistemologia genética, formulada por Piaget, ocupa-se com a formação do significado do conhecimento e meios usados pela mente humana a sair de um nível de conhecimento inferior para outro superior, mais complexo. Segundo ele, a natureza dos saltos do conhecimento são históricas, psicológicas e biológicas. Ele explica que “a hipótese fundamental da epistemologia genética é a de que existe paralelismo entre o progresso completo e a organização racional e lógica do conhecimento e os correspondentes processos psicológicos formativos”.

Pode-se deduzir que o método maçônico de progresso do conhecimento usa o lastro genético que cada um tem, e de forma livre permite que cada um construa sua própria base sem espremer este dentro de um modelo.

Muitas das lendas contam histórias de personagens movidas à ação, o que lhes trouxeram bons e maus resultados. No fundo, o trabalho em mergulhar nos sentidos destas lendas é sempre o de estudar denodadamente para desenvolver o poder de, em conhecendo o mal, saber evitá-lo.

Estes estudos são movidos principalmente pela curiosidade, a mola propulsora do desenvolvimento intelectual. O desejo intenso de ver, ouvir, conhecer, experimentar alguma coisa geralmente nova, original, pouco conhecida ou da qual nada se conhece, faz vencer barreiras, escalar níveis de conhecimento superiores, em níveis de complexidade sempre maiores, contribuindo para fazê-lo possuidor dos segredos do mal, a fim de desviar-se com galhardia de sua ação corrosiva e destruidora. É apenas pelo estudo levado pela curiosidade salutar e edificante que o maçom obtém sucesso em subjugar a natureza e passa a desfrutá-la em sua plenitude.

Em contrapartida, o que também favorece o desenvolvimento pessoal é o controle da indiscrição. O maçom ouve mais e age mais do que fala. Pela curiosidade e longe da bisbilhotice que induz ao perigo, desenvolve a capacidade de manter segredos, a nunca falar de assuntos de outros ou repassá-los sem sua anuência.

A vida em sociedade impõe a necessidade de politização, desenvolvimento do exercício do poder em favor da coletividade. E sendo o humano um ser social por excelência, a sociedade não funcionaria de forma equilibrada sem o exercício do poder de forma eqüitativa e livre sem a política. Aí o desenvolvimento filosófico maçônico tem sua mola mestra ao impulsionar pessoas a pensarem e agirem mais.

Lideranças são forjadas no fogo da convivência em lojas. De nada adianta revelar os segredos maçônicos por meio de livros com objetivo meramente comercial se não se oferecer a oportunidade da pessoa viver a Maçonaria, e não possibilitar que a maçonaria penetre nela.

Pela política, o poder é concentrado de forma natural, pelo convencimento com argumentos da razão e pela formação de relacionamentos fortes. Platão detratava
o retórico e o considerava mentiroso, pois este usa o poder do convencimento para a adulação e adulteração do verdadeiro, e adicionalmente, o tinha como crédulo e instável. Segundo Platão, poetas e retóricos estão para o filósofo no mesmo nível em que está a realidade para as imitações da verdade.

Por ser uma coletividade diminuta, cada loja cobra imediatamente resultado da liderança. Não existe espaço para ações evasivas e dissimuladas como é comum observar-se na sociedade. Sentar no trono de Salomão, antes de ser privilégio que destaca e enaltece, é ato de fé, lição de humildade, exercício de real de política como ela deveria ser executada no mundo externo. O cidadão forjado nestas oficinas filosóficas vai certamente mudar e passa a praticar a política honesta, no exato sentido que Platão e Sócrates deram a tão nobre profissão.

O maçom não faz da filosofia a finalidade de sua própria vida, mas usa da filosofia maçônica para especializar sua capacidade cognitiva e emocional no exercício da Política. A Maçonaria é uma escola de política, pois com sua filosofia e sua organização desenvolve-se a verdadeira política. Foi Platão o primeiro a estabelecer a doutrina da anamnese, que é a lembrança de dentro de si mesmo das verdades que já existem a priori, em latência. O conhecimento maçônico, alicerçado em suas simbologias e lendas, é um exercício permanente de anamnese. E fica tão fácil deduzir verdades complexas latentes que não há necessidade alguma de freqüentar escola superior, basta viver o dia-a-dia maçônico que estas verdades afloram naturalmente, como se sempre estivessem plantadas na mente e no coração a priori. É aí que nasce o verdadeiro homem politizado. Este não busca um ganha-pão com este conhecimento, mas pela ação busca exercer a verdadeira atitude política, para tornar-se pedra polida dentro da sociedade ideal. Uma pedra cúbica que não rola ao sabor dos fluxos dos manipuladores como se fosse um seixo rolante de fundo de rio, por ter desenvolvida a capacidade de pensar, é um obstáculo para os políticos despóticos e desonestos.

O aspecto emocional deve ser alimentado com freqüentes distrações, para permitir à mente descansar e se refazer para novas investidas na arte de pensar. Durante os períodos de devaneio pode ser desenvolvido o ócio criativo; usar o tempo de folga para criar e desenvolver idéias ou coisas apenas para o deleite emocional, mas que também propiciem crescimento.

Russell propôs que o ócio poderia ser acessível a toda a população se modernos métodos de produção fossem aplicados, para ele, o trabalho, tal como o conhecemos, não é o real objetivo da vida. De Masi diz que a sociedade industrial permitiu que milhões de pessoas atuassem apenas com os corpos e não lhes deu liberdade de se expressarem com a mente.

O que se faz nos templos maçônicos é exatamente esta retomada da capacidade de pensar que o mundo pósindustrial impôs. Só que na Maçonaria ninguém é compelido só a pensar, mas também de sentir e interpretar toda a mensagem maçom dentro de seu nível de entendimento.

Interagem diversão, trabalho, sentimentos e misticismo. Mesmo após as sessões, nas ágapes festivas o processo de construção continua, é quando se discutem livremente todos e quaisquer temas da vida. As emoções fazem parte do homem, principalmente aquelas que disparam o gatilho da racionalidade. É em momentos de laser que a maioria das idéias são forjadas, haja vista que elas parecem já existir a priori e nos saltos para níveis superiores de conhecimento, para níveis de complexidade maiores, são então apenas “lembradas”.

Muitas vezes o pensador passa dias em profunda meditação para buscar solução a um problema de forma intensa e sem descanso; basta-lhe um momento de descontração, e o cérebro expele a solução para aquilo que jazia incógnito e insolúvel até então.

Outras vezes o pensamento é inédito, não existe registro de haver sido pensado anteriormente, na maioria das vezes ele é despertado em momentos de descontração por um símbolo, por uma estória ou lenda; de repente a idéia está ali, num estalo. A mola da teoria de conhecimento maçônico é seu paradigma da complexidade, a curiosidade salutar em avançar cada vez mais nos conhecimentos de trabalhar a Arte Real em benefício da humanidade, sempre com freqüentes intervalos de laser entre cada investida.

É devido a este conjunto harmônico da metodologia maçônica que ela tem sucesso em lapidar com um mínimo de esforço os seres humanos de uma pedra bruta e tosca em pedra polida e cúbica, onde cada um ocupa seu espaço na sociedade humana de forma esplendorosa nas colunas e paredes do grande templo da humanidade para honra e à glória do Grande Arquiteto do Universo.

Notas:
1. Herança Cultural, respeitante ao conjunto de conhecimentos, informações, saberes adquiridos e que ilustram o indivíduo, segundo uma perspectiva evolutiva;
2. Dialética, em filosofia, método que investiga a natureza da verdade mediante a análise crítica de conceitos e hipóteses. Esse termo adquire relevância fundamental no pensamento de Platão, Aristóteles, Friedrich Hegel e Karl Marx;
3. Mecanicismo, em filosofia ocidental, termo que designa qualquer conceito segundo o qual o Universo é mecanicamente explicável. Nesse sentido, é equivalente
ao Materialismo. Também se usa a palavra mecanicismo como sinônimo de Naturalismo (filosófico). Devida a René Descartes. O método desdobra processos complexos em menores e mais simples de entender, para então tentar entender como funciona o conjunto. O problema é que, ao analisar o detalhe, na maioria das vezes o analista acaba perdendo a capacidade de observar o conjunto, de formar juízo do conjunto dos processos. Como exemplo seria analisar uma árvore como ser vivo.
O técnico formado por nossas instituições acadêmicas a dividiria em raízes, tronco, galhos e folhas. Depois passa a analisar suas raízes nos mais diversos aspectos, e ao formar conhecimento das raízes esquece de considerar os outros detalhes que a tornam um ser vivente inteiro, e mais, esquece que uma árvore é parte de um sistema ainda muito mais complexo de interação com o meio ambiente, sendo esta árvore local de abrigo de pássaros, de animais, de insetos, de fertilidade do solo e outros. Agora transfira isto quando for analisar uma criatura humana. O método da Maçonaria analisa o ser humano em todos os seus aspectos, da forma mais completa possível, sem desconsiderar nenhum detalhe. E isto só é possível com o uso de uma linguagem simbólica, onde cada um enxerga um objeto de uma forma diferente toda vez que olhar para ele na linha de tempo. Isto porque a aculturação é um processo dinâmico no tempo e as verdades sofrem mudanças na corrente do tempo e em função das mudanças que ocorrem na psique das pessoas, sejam elas explicitas ou subliminares;
4. Só emitimos nossa luz quando a recebemos de outra fonte. Pode-se refletir a luz do sol, da tocha, da vela, mas principalmente de nossas ações, quando estas estão em equilíbrio com a natureza e consigo mesmo. Como não somos vaga-lumes, necessitamos que a luz venha de fora para que a possamos refletir, assim acontece com a filosofia maçom, há necessidade que venha um estimulo externo para provocar a iluminação interna necessária à evolução como ser humano;
5. Conhecer o mal não significa praticá-lo. É decorrente da vontade do maçom de fazer frente ao mal com atitudes e ações que visem traduzir todo o mal em bem. Isto porque o homem maçom deve ser manso e calmo como a ovelha para fazer o bem, mas astuto e ardiloso como a cobra para escapar do mal;
6. Epistemologia, reflexão geral em torno da natureza, etapas e limites do conhecimento humano, especialmente nas relações que se estabelecem entre o sujeito indagativo e o objeto inerte, as duas polaridades tradicionais do processo cognitivo; teoria do conhecimento. Estudo dos postulados, conclusões e métodos dos diferentes ramos do saber científico, ou das teorias e práticas em geral, avaliadas em sua validade cognitiva, ou descritas em suas trajetórias evolutivas, seus paradigmas estruturais ou suas relações com a sociedade e a história; teoria da ciência;
7. Anamnese, lembrança pouco precisa; reminiscência, recordação. Na filosofia platônica, rememoração gradativa através da qual o filósofo redescobre dentro de si as verdades essenciais e latentes que remontam a um tempo anterior ao de sua existência empírica.

Biografias:
1. Bertrand Russell ou Bertrand Arthur William Russell, filósofo, matemático e sociólogo inglês. Também conhecido por Terceiro Conde Russell. Nasceu em Ravenscroft em 18 de maio de 1872. Faleceu em Perto de Penrhyndeudraeth, País de Gales, em 2 de fevereiro de 1970. É o mais representativo e influente pensador inglês do século XX;
2. Domenico de Masi, antropólogo, consultor, escritor, filósofo, professor e sociólogo italiano. Nasceu em Rotello, Província de Campobasso, Itália em 1 de fevereiro de 1938, com 70 anos de idade. Consultor de Administração; 
3. Heráclito ou Heráclito de Éfeso, filósofo grego. Nasceu em Éfeso, Jônia em 540 a.C. Faleceu em Éfeso, Jônia, em 470 a.C. Afirmava que tudo era feito de fogo. Filósofo pré-socrático, recebeu o cognome de pai da dialética;
4. Piaget ou Jean Piaget, experimentador, filósofo, lógico, psicólogo e teorista suíço. Nasceu em Neuchâtel em 9 de agosto de 1896. Faleceu em Genebra, em 16 de setembro de 1980, com 84 anos de idade. Pesquisador e estudioso do desenvolvimento intelectual. Conhecido por seus trabalhos pioneiros sobre o desenvolvimento da inteligência infantil. Seus estudos tiveram grande impacto no campo da psicologia infantil e da educação, revolucionando os métodos de aprendizagem. Piaget observou que a criança cria, e recria, a realidade. Em seus trabalhos, distinguiu quatro etapas no desenvolvimento intelectual da criança: sensório-motor (até os 2 anos), pré-operacional (de 2 a 7 anos), operacional concreto (até os 12 anos) e operacional formal (até os 15 anos). Entre suas obras destacam-se: A linguagem e o pensamento na criança (1923) e Psicologia e Pedagogia (1970). Piaget é doutor honoris causa da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, título que recebeu quando visitou o Rio, então capital da República, em 1949;
5. Platão ou Platão de Atenas, filósofo grego. Também conhecido por Aristócles Platão de Atenas. Nasceu em Atenas em 428 a.C. Faleceu em Atenas, em 347 a.C. Considerado um dos mais importantes filósofos de todos os tempos;
6. Sócrates ou Sócrates de Atenas, filósofo grego. Nasceu em Atenas em 468 a.C. Faleceu, em 399 a.C. Um dos mais importantes pensadores de todos os tempos.

Um olhar pela lente


No Espaço Aberto, sob o título acima.

Praça Batista Campos, em Belém.
Apesar de maltratada, ainda linda.
E aprazível.
A foto é do blog.

Humor Maçônico



Dedicado aos Irmãos que não querem deixar de fumar



O risco que se corre nos trabalhos ao ar livre ...
Ele sim que viu bem a Luz !!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Escola Iniciática




No preâmbulo do Ritual do Grau de Aprendiz-Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito, encontramos o seguinte conceito sobre Maçonaria: “A Maçonaria, cujo objetivo é combater a ignorância em todas as suas modalidades, se constitui numa escola mútua para conhecimento do seguinte programa que impõe:

I – obediência às leis do país;
II – viver segundo os ditames da honra;
III – praticar a justiça;
IV – amar ao próximo;
V – trabalhar incessantemente em prol da felicidade do gênero humano, até conseguir sua emancipação progressiva e pacífica, através da justiça que impõe respeito aos direitos alheios e o cumprimento dos próprios deveres”.
A Maçonaria é, portanto, uma escola na qual se ensina e aprende a arte de viver e de pensar, cabendo àqueles que aprendem o dever de freqüência e estudo. Freqüência e estudo! Eis os dois deveres elementares do Maçom. O conhecer a tradição e a cultura maçônica por meio do ensino e do estudo é, além de um dever, um direito do Maçom, que deve ser respeitado e atendido pelas Lojas Maçônicas. Assim, cumpre às Lojas Maçônicas o dever de propiciar as condições necessárias ao progresso moral dos seus Obreiros, por meio de um programa de estudos da ciência maçônica que lhes permita adquirir os indispensáveis conhecimentos sobre a história, a organização administrativa, os princípios jurídicos fundamentais e a legislação obediencial, a filosofia, a simbologia e os Ritos e rituais da nossa Sublime Instituição. Instruídos no combate às suas paixões, aos seus erros, aos seus vícios e aos seus preconceitos mundanos poderão, então, vivenciar sua profissão maçônica com Virtude, Honra e Sabedoria.

As Lojas, portanto, são o instrumento da Maçonaria na formação de verdadeiros, leais e sinceros Maçons, porque é no recesso dos seus Templos que se forjam, em paz e harmonia, a vontade, a força e o equilíbrio dos seus Obreiros para que possam conquistar da vida a liberdade e a felicidade da humanidade e, desse modo, contribuir, efetiva e afetivamente, para a realização do ideal maçônico.

Na realidade, porém, as Lojas Maçônicas, via de regra, limitam-se à realização de sessões econômicas sem terem a mínima preocupação com a formação maçônica dos seus Obreiros. Sem que sejam desenvolvidos trabalhos e projetos que possibilitem o surgimento de novas idéias e, por via de conseqüência, o fortalecimento dos antigos ideais que herdamos dos nossos antepassados. O que preservaria, desse modo, os bons conceitos que a nossa Veneranda Ordem Maçônica sempre gozou entre os povos e em todos os tempos. Isso acontece, muitas vezes, pela incapacidade daqueles que possuem a vaidade de posição e quebram lanças para conseguirem ser eleitos para determinados cargos, sem possuírem os necessários e indispensáveis conhecimentos das leis que regem nossa Sublime Ordem.

Assim, muitas vezes, encontramos um Irmão dedicado ao estudo da cultura maçônica ser mal visto e julgado prepotente e arrogante por aqueles Irmãos que entendem ser o bastante freqüentar sua Loja para ser um Obreiro da Arte Real e que, por inveja e incúria, tentam, a todo custo, desmerecê-lo perante os demais Irmãos.

Nisto reside, na maioria dos casos, as causas do enfraquecimento das nossas Oficinas. Como nos ensina René Joseph Charlier, em seu livro Pequeno Ensaio de Simbólica Maçônica: “Na insipidez de nossas reuniões, na falta de estudo, na carência de cultura maçônica, devemos, certamente, ver a fonte principal das ausências, das deserções...”.

A respeito do pouco que se tem feito da cultura maçônica, lembramos o que disse o Irmão João Nery Guimarães, ao prefaciar a obra acima citada: “Maçons há que vivem trinta ou quarenta anos dentro dos nossos Templos, sem nunca ter lido outra cousa além dos Rituais, e assim mesmo, sem uma profunda meditação que eles exigem”.

Não, meus Irmãos! Não basta freqüentar os trabalhos de Loja, porque ser Maçom uma vez por semana é muito pouco para quem pretende “ser um iniciado”. É preciso estudar, pesquisar! É preciso saber, conhecer! É preciso pensar, pensar por si próprio! É preciso agir, trabalhar o ideal de perfeição humana! É preciso participar, contribuir, doar-se, servir e não, apenas, servir-se, como alguns! Mas o que se vê na atualidade?

A freqüência nos é exigida sob pena de perdermos a nossa condição de Obreiro regular, mas, em contrapartida, poucas são as oportunidades de estudo que as nossas Lojas nos oferecem. Quando necessitamos nos ausentar dos trabalhos de nossas Lojas, somos obrigados a justificar as razões e os motivos de nossa ausência, por escrito, porque, em algumas Potências Maçônicas, a palavra do Maçom parece não merecer mais crédito. No entanto, aqueles Irmãos que exercem o Governo da Fraternidade não se justificam perante seus Irmãos pela ausência de biblioteca nas Lojas, pela ausência de formação maçônica planejada e eficaz.

Entendemos, isto sim, que muito mais importante do que justificar nossas ausências em Lojas seria justificar nossas presenças na Maçonaria, dentro e fora dos seus Templos.

Será, meus Irmãos, que estamos justificando isto? Que o Gr.·. Arq.·. do Univ.·., nos conceda, e a todos os nossos entes queridos, Saúde, Paz e Prosperidade!

Perguntas e Respostas da Maçonaria





ADMINISTRAÇÃO DA LOJA


COMO SE COMPÕE A ADMINISTRAÇÃO DE UMA LOJA?
Compõe-se de Luzes, Dignidades e Oficiais.

QUAIS SÃO AS LUZES DE UMA LOJA?
O Venerável Mestre e os primeiro e segundo Vigilantes.

QUAIS SÃO AS DIGNIDADES DE UMA LOJA?
Orador, secretario, tesoureiro e chanceler.

QUAIS SÃO OS OFICIAIS DE UMA LOJA?
Mestre de Cerimonias, hospitaleiro, primeiro e segundo diáconos, porta espada, porta estandarte, primeiro e segundos expertos, guarda do templo, cobridor, mestre de banquetes, mestre de harmonia, arquiteto e bibliotecário.

QUAL É A FUNÇAO DO VENERÁVEL MESTRE EM UMA LOJA?
É o seu presidente nato, representando-a junto à sua Potência Maçônica, ao poder civil e em suas relações com terceiros em geral. Internamente dirige a Loja.

QUAL DEVE SER CONDUTA DO VENERÁVEL?
Deve ser um exemplo aos que dirige de recomendação e prestigio à Maçonaria.

QUEM SUBSTITUI O VENERÁVEL MESTRE EM SUAS FALTAS OU IMPEDIMENTOS?
Será substituído, observada a seguinte ordem:
Primeiro vigilante, Segundo vigilante ou “Pastrs-Mestres” mais recente.

QUAIS AS FUNÇÕES DOS VIGILANTES?
São responsáveis pela disciplina e ordem em suas colunas, competindo-lhes anunciar, cumprir e fazer cumprir as ordens do Venerável Mestre.

QUAIS AS FUNÇÕES PRINCIPAIS DO PRIMEIRO VIGILANTE?
Verificar se o Templo está a coberto e se todos os presentes são maçons.

QUAIS AS FUNÇÕES DO ORADOR?
O Orador é o principal responsável pelo fiel cumprimento das disposições legais, competindo-lhe entre outras, opor-se, de oficio, a toda e qualquer deliberação contrária às leis e resoluções emanadas da autoridade competente, interpretando e dirimindo dúvidas sobre tais disposições e apresentar as conclusões finais de toda a matéria em debate, sem entrar no mérito da questão.

QUAL A FUNÇÃO DO GUARDA DO TEMPLO?
Verificar se, realmente, o Templo está coberto, zelando para que ninguém venha perturbar a sessão.

O QUE SIMBOLIZA O MESTRE DE CERIMÔNIAS?
Simboliza o ordenamento do caos e a criação do Universo, tendo a missão de compor a Loja, preenchendo os cargos.

O QUE SIMBOLIZAM OS BASTÕES USADOS PELO MESTRE DE CERIMÔNIAS E PELOS DIÁCONOS?
Os três bastões simbolizam o poder da união, já que, juntos, não poderão ser quebrados com facilidade. São o símbolo da autoridade moral e da fortaleza material da Loja.

O QUE É PRECISO PARA QUE UMA LOJA SEJA JUSTA E PERFEITA?
Que três a governem, cinco a componham e sete a completem.

O QUE REPRESENTAM AS COLUNAS DA LOJA?
Jônica – sabedoria – venerável – oriente;
Dórica – beleza – primeiro vigilante – ocidente;
Corintia – beleza – segundo vigilante – sul.

POR QUE O VENERÁVEL MESTRE REPRESENTA O PILAR DA SABEDORIA?
Porque dirige os obreiros.

POR QUE O PRIMEIRO VIGILANTE REPRESENTA O PILAR DA FORÇA?
Porque paga o salário aos obreiros, que é a força e a manutenção da existencia.

POR QUE O SEGUNDO VIGILANTE REPRESENTA O PILAR DA BELEZA?
Porque faz repousar os obreiros e fiscaliza-os no trabalho.

QUAIS SÃO AS JOIAS MÓVEIS DA LOJA?
O esquadro, o nível e o prumo, porque são transferidas a cada ano aos novos dirigentes.

O QUE SIGNIFICA O ESQUADRO NO COLAR DO VENERÁVEL MESTRE?
Que deve agir com retidão, obedecendo os Estatutos da Ordem.

O QUE SIGNIFICA O NÍVEL TRAZIDO PELO PRIMEIRO VIGILANTE?
Significa a igualdade social, base do direito natural.

O QUE SIGNIFICA O PRUMO TRAZIDO PELO SEGUNDO VIGILANTE?
Que o maçom deve ser reto em seu julgamento.

DURANTE OS TRABALHOS QUEM PODE FALAR SENTADO?
O Venerável Mestre, os ex-Veneraveis e os vigilantes.

QUEM MAIS PODE FALAR SENTADO DURANTE OS TRABALHOS?
O Orador ao fazer as suas conclusões e o secretario ao fazer a leitura do Balaustre e do Expediente.

O QUE SIMBOLIZA O CHAPEU QUE O VENERÁVEL MESTRE USA EM LOJA?
É o símbolo da superioridade e da autoridade. A origem deste costume está na corte onde o rei era o único que mantinha sua cabeça coberta, enquanto os demais mantinham-se descobertos em sinal de respeito.


CONTINUA ...

Fonte: templomaconico.blogspot.com

Humor Maçônico


O Bode na Maçonaria




Dentro da organização maçonica, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema. Mas por que bode?

Quis saber Paulo. É por-que o bode é seu confidente. Como o bode nado fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, 0 povo passou a contar as suas faltas.


Voltemos em 1808, na França de Bonaparte, que após o golpe dos 18 Brumários, se apresentava como novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniuse a ele e começou a perseguir todas as instituições que não governo ou a Igreja. Assim a Maçonaria que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibida de se reunir. Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país. Neste período, vários Maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições. Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os Maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior: - "Senhor este pessoal (Maçons) parece BODE, por mais que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra". Assim, a partir desta frase, todos os Maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: "BODE" - aquele que não fala, sabe guardar segredo.


Irm. Jose Castellani


Fonte: magusportae.blogspot.com

Minuto Maçônico

VELAS - 1º

1º - O uso de acender luzes para clarear o local em que se realizam as cerimônias iniciáticas é antiqüíssimo. Na Maçonaria, e também nas religiões, os rituais determinam o número de velas que devem ser usadas e isto depende do grau em que se pretende trabalhar. 
2º - É necessário, não obstante, não confundir tal iluminação que é litúrgica, com a geral, que é prática ou ornamental, pois, enquanto esta pode ser elétrica ou outra, aquela só deve ser de vela de cera branca, amarela ou da cor exigida pelo cerimonial. 
3º - A matéria prima a ser usada nas velas devia ser a mais pura e a mais natural e somente cera de abelha corresponde a essas qualidades. 
4º - Mas como o preço dela seria muito elevado, a maçonaria aceita que nela seja incorporada estearina ou parafina (derivada de petróleo). 
5º - Na antiga visão maçônica admitiam as três velas como “pequenas luzes”, isto é, o Mestre da Loja e seus Vigilantes, e denominavam “Grandes Luzes” “o Livro Sagrado, o Esquadro e o Compasso”. (Visão que até hoje predomina)


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br