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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Uma Nova Visão na Maçonaria




Vivemos um momento de grandes transformações, de mudanças nos rumos da história da maçonaria. E as mudanças parecem muito rápidas, deixando, às vezes, a impressão de imprevisibilidade ou impossibilidade de visualizar o futuro.
É importante pensar no momento que a maçonaria vive sob uma perspectiva ampla, que contemple os valores e conhecimentos mais significativos, desenvolvidos  pelos maçons, que possam servir de fundamento para um futuro melhor.
A evolução é  um fenômeno muito amplo: abrange as mutações físicas das galáxias, cuja matéria, ao longo dos anos se modificam, transformando-se depois em energia, e também abrange o desenvolvimento da consciência do maçom e da maçonaria. Sabemos que a evolução biológica, intuída por Darwin, é apenas parte deste fenômeno que de uma maneira mais dinâmica avança no campo da consciência  e do conhecimento dos irmãos.
As descobertas das novas técnicas de comunicação,  representam apenas uma plataforma para melhorar o desenvolvimento da consciência e o nascimento de uma “irmandade de colaboração” mais inteligente e mais rica, apoiada numa visão científica e histórica da filosofia da irmandade, mas que ainda contempla conhecimentos menos avançados, na área comportamental.
Se formos analisar, sob o ponto de vista  de recursos, a irmandade tem, hoje, a tecnologia para transformar a maçonaria em um paraíso perfeito. A dificuldade está  na área dos nossos conhecimentos humanos emocionais. Neste particular nossos conhecimentos ficaram defasados, e também porque cada um de nós, cada grupo é, ao mesmo tempo, parte da solução e parte do problema.
A história nos ensina que sempre se evolui numa curva ascendente, contínua em longo prazo, e que as civilizações passam por períodos de hibernação, desenvolvimento e decadência.
Cada geração herda conhecimentos das que a antecedemE a decadência  decorre, invariavelmente, do êxito de um estágio de bem estar e riqueza utilizados para o supérfluo, sem consistência para evitar o enfraquecimento dos valores conquistados.
Porém estamos, no que costumamos chamar de “ponto de  mutação”, sugere que a maçonaria, neste início de novo milênio, está convivendo com duas realidades:  Uma é a  da irmandade  influenciada pelo poder, que dá sinais de decadência, a outra é o  lado de novos conhecimentos humanos que é  base para o desenvolvimento de uma irmandade mais transparente inteligente e fraterna, com melhor qualidade de vida para os maçons, em que o desafio será a continuidade do desenvolvimento do conhecimento e mesmo da sabedoria.
A psicologia  avançou bastante  reconhecendo que  parte de nossa mente é apenas a ponta de um iceberg, sendo a porção submersa constituída pelo inconsciente, ou o “subconsciente” que acumula todo o nosso conhecimento, com seus atavismos, instintos, mentalidade e hábitos.
Hoje, o “superconsciente” que deriva do desenvolvimento emocional, é muito mais inteligente do que a parte racional. É a área das intuições, da criatividade, da inspiração e mesmo da revelação.
O futuro do conhecimento, da educação, da sabedoria, da própria evolução enfim, está mais no desenvolvimento do crescimento da intuição, que favorece a visão holística do que no esforço de conhecimento analítico passado e limitado,  por ser conhecimento desatualizado e fragmentado.
A visão de uma nova maçonaria desperta o imaginário dos maçons, na luta por um sonho possível, motivador, unificador, integrador e desafiador - uma visão que mobilize energias e as melhores qualidades humanas dos maçons, para lutar por algo que valha a pena. Exemplos recentes estão nas organizações que buscam a Excelência.
É fundamental que seja preservada a luta por uma maçonaria mehor, estamos na época de acabar com a competição exacerbada que destrói valores importantes, inibindo convivência mais harmoniosa entre as pessoas.
Para isso devemos evoluir na parte comportamental, ampliar o espírito comunitário e buscar uma visão colaborativa para aproveitar as maravilhas da conquista tecnológicas, e que sejam postas a serviço da felicidade e evolução dos irmãos.
O desafio neste novo milênio, fica por nossa conta, em criarmos juntos uma nova visão, a ser implementada a partir das idéias acima alinhavadas.

Irm. M. M. AMARILDO André de Araújo, A.R.L.S. "Duque de Caxias" IX Nº 2198 - GOEPA/GOB, Or. de Belém/PA. - Trabalho apresentado no Seminário de Elaboração do Planejamento Estratégico desta Sublime Loja.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Cerimônia de Exaltação no Grau de Maçom do Arco Real no Capítulo Hipólito da Costa Nº 48


Imagens capturadas no encerramento da Cerimônia de Exaltação no Capítulo Hipólito da Costa Nº 48 de Maçons do Arco Real, dos Obreiros HERMANO JOSÉ CRISTO DE SOUZA e JOSÉ RIBAMAR SILVA LIMA, ocorrida no dia 30/01/2010, no Templo da ARLS Lauro Sodré III, localizado na Avenida Ceará, Nº 754, Bairro de Canudos, neste Oriente.












A Maçonaria não deveria existir


No nosso Blog Irmão União, Prosperidade e Diálogo


Dia desses fui acompanhar a Sindicância de um jovem de 14 anos, pretendente a ser Iniciado na Ordem DeMolay no Capítulo do qual faço parte.

Estávamos em um grupo de 4 pessoas para esta Sindicância. Além de mim, iam meu filho e mais dois DeMolays.

Chegamos na casa do jovem e a Sindicância começou como começam todas as Sindicâncias, os DeMolays explicando ao Candidato o que é a Ordem, como ela se iniciou, seus preceitos, as virtudes que são cultuadas, etc., etc.....

Na minha posição de Tio eu só escutava as explicações, acompanhava as perguntas curiosas e as respostas bem fundamentadas.

Porém, eu percebia que o Candidato ficava incomodado com as respostas e acabava questionando com mais ênfase determinados pontos, até que ele perguntou:

“- Ok, vocês me explicaram que a Ordem DeMolay prega o respeito a Pai e Mãe, quer que sejamos cidadãos patriotas, tolera e respeita todas as religiões e etc., mas eu não preciso ser DeMolay para fazer isso, pois isso é o que meus Pais têm me ensinado desde pequeno. Então, por que eu precisaria ser Iniciado na Ordem para continuar fazendo o que eu já faço?”

Se não fosse a seriedade do momento teria sido engraçado, pois tanto meu filho quanto os outros dois DeMolays ficaram com aquela cara de “putz, é verdade, eu não tinha pensado nisso. E agora, o que eu respondo?”.

Aí todo mundo olhou para mim, esperando uma ajuda na resposta e eu fui obrigado a dizer algo. Mas eu acho que eles não esperavam a resposta que eu dei.

Disse assim:

“- Sabe, eu já me fiz essa pergunta algumas vezes e só pude concluir uma coisa: A Maçonaria não deveria existir, assim como a Ordem DeMolay também não deveria existir”.

Nossa!!! a cara de pânico dos jovens era hilária. No mínimo eles pensaram “Este cara ficou doido! A gente vem tentar trazer mais um Membro para nossa Ordem e ele diz que ela deveria acabar? Ele deve ter ficado maluco”.

Aí eu tive de continuar a explicar minha “teoria”:

“- Na verdade, as pessoas não deveriam precisar ser lembradas a todo momento que elas devem ter respeito pelo seu País, sua Família ou ao próximo. Aliás deveria ser a coisa mais normal do mundo, nós nos reunirmos para arrecadar fundos para ajudar um orfanato. Aliás, mas aliás mesmo, se o mundo fosse diferente, nem deveriam existir orfanatos, pois não deveriam existir
crianças abandonadas pelos Pais.

Nós deveríamos sair à rua e não deveria ser normal querermos brigar com o motorista de outro carro por causa de uma vaga para estacionar.

Ninguém deveria desconfiar da honestidade de outra pessoa, porque a desonestidade não deveria existir.

Eu não deveria colocar portões na minha casa, e me fechar dentro de uma gaiola para evitar ser assaltado, porque a violência não deveria existir.

Ninguém deveria temer sair de casa com a camisa do seu time de futebol preferido, com medo de ser espancado até a morte por uma meia dúzia de imbecis que usam uma camisa de outro time.

Mas, infelizmente, este mundo que acabei de comentar não existe, e somos expostos diariamente a tantas influências negativas, que temos de procurar uma forma de nos unirmos a pessoas que ainda cultuam algum tipo de preceitos e valores morais e que pensem como nós. E para isso que existe a Maçonaria e a Ordem DeMolay, por exemplo.

Lá, somos lembrados a continuar usando tudo de bom que aprendemos com nossos Pais, e nos são “relembrados” alguns outros valores que acabamos esquecendo com a correria da vida.

No dia que o ser humano aprender a respeitar ao próximo, eu proponho o fim da Maçonaria e de todas as Ordens semelhantes. Enquanto isso seria um prazer ter você conosco.”

Hoje esse Candidato não é mais Candidato, pois foi Iniciado DeMolay logo depois.

Mas o que mais me deixou feliz, foi escutar esta minha teoria repetida por um dos jovens que estavam participando daquela Sindicância para outro Candidato à Ordem DeMolay, dias depois. Ou seja, até que esta teoria não é tão maluca assim, pois mais alguém concorda com ela.

Esta história foi narrada por um Irmão Maçom desconhecido, mas ela deve ser muito divulgada entre nós...

Contribuição do Irmão H. Cristo

Minuto Maçônico

O COMPASSO - II

1º - A primeira figura geométrica que se pode traçar com a ajuda do compasso, é o círculo centrado pelo ponto. Como instrumento simbólico, é emblema de medida de justiça. 
2º - A Bíblia, em várias passagens, refere-se ao Compasso e, durante a Idade Média, o Criador foi representado segurando um Compasso. 
3º - Como todo símbolo, o do Compasso comporta sentidos diversos, e esta diversidade não implica nenhuma contradição, eis que não existe nenhuma significação oficial em simbolismo. 
4º - No Rito Emulação o Compasso significa os justos limites dentro dos quais o Maçom deve se manter nas relações com os seus semelhantes e particularmente seus Irmãos em Maçonaria. 
5º - Encarado não como a terceira Grande Luz mas como ferramenta do grau de Mestre, simboliza a imparcialidade como a infalibilidade da justiça do Todo-Poderoso, que fixou os limites do bem e do mal para a instrução dos homens, que “recompensará ou punirá segundo que terão obedecido ou faltado às suas divinas ordens.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Maçonarias estariam ligadas a fatos históricos do Brasil



Segundo o Grão-Mestre da Maçonaria Waldemar Zveiter, a independência do Brasil e a proclamação da república teriam influência do grupo. Entre os Maçoms famosos estão D. Pedro I e Deodoro da Fonseca.



Efemérides do Mês de Fevereiro



1
Posse da Assembléia Nacional Constituinte (1987)
Dia do Eletricitário
Dia do Publicitário
Ss. Cecílio e Sto. Severo
2
Dia do Agente Fiscal
Dia de Iemanjá
Apresentação do Senhor
3
Ss. Brás
4
Ss Gilberto e José Leonissa
5
Dia da Papiloscopia
Sta. Águeda
6
Dia do Agente de Defesa Ambiental
Ss. Paulo Miki e Companheiros
7
Dia Nacional do Gráfico
S. Ricardo
8
São Gerônimo Emiliano
Dia do Magistério do Exército (Militar)
9
Sta. Apolônia
10
Dia do Atleta Profissional
Sta. Escolástica
11
Dia Mundial do Enfermo
Dia do Zelador
Nossa Senhora de Lourdes
12
Sta.Eulália
Ss Damião
13
Ss. Maura e Ss.Benigno
Dia do serviço de assistência religiosa do Exército (militar)
Dia estadual do Ministério Público/SP
14
Dia do Amor
Ss. Cirilo e Ss. Metódio
15
Ss. Cláudio e Sta. Jovita
Carnaval
16
Dia do Repórter
Ss. Daniel e Ss. Elias
Carnaval

17
Cinzas
18
Ss. Heládio e Ss. Flaviano

19
Dia do Esporte
Ss. Alvaro e Ss. Conrado
Dia do esportista
20
Criação do Correio Aéreo Nacional (1931)
Ss. Nilo e Ss. Eleutério
21
Dia do Cumpra-se - que nenhuma lei promulgada pela corte de Lisboa fosse obedecida (1821)
Dia Internacional da Língua Materna
Vitória da Força Expedicionária em Monte Castelo (1945)
São Pedro Damião
Data Festiva do Exército
23
Dia da Paz Mundial
Dia do Agente Fiscal e da Compreenção
Ss. Marta e Ss. Policarpo
24
Promulgação de Nossa Primeira Constituição (1891)
São Sérgio
25
Ss. Cesário e Ss. Victor
26
Eleição dos primeiros governantes republicanos do Brasil (1891)
Ss. Alexandre e Ss.Deodoro
27
Dia do Agente Fiscal da Receita Federal
Dia Nacional do Livro Didático
Dia dos Idosos
Ss Gabriel e Ss. Leandro
Cerimônia de Instalação do Irm. Amarildo Araújo no Cargo de Venerável Mestre da ARLS DUQUE DE CAXIAS IX Nº 2198, Or. de Belém/PA
28
São Romão



Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Fé, Razão e Imaginação





O homem é dotado de inteligência, daí ter ele o poder de pensar, de raciocinar, de imaginar.


Fé, razão e imaginação são produtos da inteligência, ou até, quem sabe, melhor seria considerá-los subprodutos do intelecto.


Além do mais, possui um arquivo onde pode armazenar experiências e conhecimentos que atende pelo nome de memória.


Além de tudo isso, o homem tem o poder de inventar, de criar. Quem lhe fornece esses poderes é a imaginação. Realmente, o homem inventa, o homem cria.


Antes que chegarmos ao ponto principal deste ensaio – imaginação – busquemos subsídios para podermos ter noções mais ou menos exatas sobre o que seja a fé, sobre o que seja a razão, a fim de que possamos alcançar, sem maiores dificuldades, o extraordinário valor da imaginação, excepcional qualidade que tanto pode produzir o bem, como pode produzir o mal.


De princípio, poderíamos perguntar se a fé seria um complemento da razão.


Não! O que existe entre fé e razão, entre razão e fé é um relacionamento bem claro.


Tomás de Aquino, a nosso ver, foi quem melhor doutrinou sobre esse relacionamento. Ele criou uma doutrina baseada em quatro princípios fundamentais.


1.      Fé e razão são maneiras diferentes de conhecer.


2.      Fé e razão não podem contradizer-se.


3.      A razão é incapaz, por si só, de penetrar nos mistérios de Deus.


4.      A razão pode prestar um precioso serviço à fé.


Talvez atentos aos ensinamentos do grande teólogo da Igreja, alguns exegetas ensinam que a filosofia cristã repousa sobre uma síntese da razão natural e da fé, porém, de tal modo, que a razão se subordina à fé para, só então, justamente a seu serviço, poder desenvolver-se plenamente.


Contudo, é preciso que se tenha sempre presente que a fé e razão são maneiras inteiramente diferentes de conhecer, uma vez que a razão aceita a verdade pela sua evidência; já a fé aceita a verdade através da revelação. Por aí, fica patente que filosofia e teologia são “ciências” diferentes.


Para explicar porque fé e razão não podem contradizer-se, o teólogo argumenta que a verdade da fé, isto é, a verdade revelada não pode jamais entrar em conflito com a verdade da razão. E, aí, vem a explicação: se sabemos algo pela razão, não o sabemos pela fé; se sabemos algo por fé, não o sabemos por razão.


Tomás de Aquino, depois que fez o mestrado em teologia, até com certa dificuldade conseguiu ingressar no corpo docente da Universidade de Paris.


Falamos com “certa dificuldade” porque os dominicanos estavam sendo mal vistos pela reitoria da Universidade, seguidores do filósofo Averróis, interpretavam de maneira errônea a filosofia do Estagira, que começou a ser vista sob suspeita de heresia.


Quais as razões por que a filosofia de Aristóteles era vista como herética? 


Porque os próprios dominicanos, baseados na interpretação que faziam dos ensinamentos do grande filósofo, defendiam a tese de que a alma, enquanto individual, não seria imortal, isso porque defendiam a idéia de que a alma era simplesmente o sopro vital, sendo, portanto, essência material do corpo humano. Para eles, a imortalidade pertencia somente ao intelecto, por ser ele imaterial.


Neste ponto, entra o trabalho extraordinário de Tomás de Aquino: desfazer a impressão errônea que existia sobre a filosofia de Aristóteles.


E o grande teólogo/filósofo saiu-se maravilhosamente da empreitada porque, ao contrário de seus predecessores, conhecia a fundo os ensinamentos do Filósofo (como ele chamava Aristóteles). É aqui que aparece a sabedoria do Mestre, alicerçada a uma facilidade incrível de expor de maneira clara o que parecia muito difícil.


Procurou demonstrar que não existia o tal “intelecto da humanidade”, do qual todos os homens participavam, como ensinava Averróis. Com argumentação clara, difícil de ser contestada, partindo do princípio de que cada homem possui inteligência sua, isto é, independente, que é o que faz que haja unicidade entre alma e pessoa.


Jamais se colocaria em dúvida que a razão é o quase tudo quando se fala em aprendizagem. Todavia, já Aristóteles dizia que os sentidos eram importantes no esforço para aprender.


Tomás de Aquino concorda com o Estagirita ao afirmar que o conhecimento intelectual, conforme o modo da vida presente, tem seu ponto de partida nos sentidos corporais de tal modo que tudo o que não cai sob os sentidos não pode ser apreendido pela inteligência humana.


Falamos sobre a fé e sobre a razão. Cabe-nos, agora, dizer alguma coisa sobre a imaginação, tendo por meta mostrar que é a grande arma de que se vale o homem na composição da obra de arte.


A poesia, por exemplo, é um dos grandes objetivos da imaginação, basta que citemos a Ilíada e a Odisséia para que se confirme nossa afirmativa.


É usando a imaginação que o homem inventa e, sobretudo, cria. Entretanto devemos atentar para o fato de que se a imaginação inventa e cria as obras de arte que se eternizam pela sua perfeição e beleza, também não se pode negar que, através da imaginação, ele inventa e cria coisas que não deveriam jamais existir.


O que não se pode deixar de saber é que a razão, em certos momentos, deve policiar a imaginação. Faltando esse policiamento, a imaginação pode pender para um lado menos bom.


Vamos exemplificar: quando se afirma um fato histórico sem que se tenha como provar, deixa-se de lado a razão, daí por que a invenção é produto de uma imaginação que posterga inteiramente a razão.


A razão em si e por si não admite inverdades. Quem poderia afirmar que determinadas invenções não sejam mentiras?


Nós, todos nós, devemos refletir tendo por base afirmativas como essa de Tomás de Aquino:


“A verdade não pode jamais contradizer a verdade. Quando aparece uma oposição, é sinal de que não se trata de verdade, mas de conclusões falsas ou não necessárias”. (in Suma contra os Gentios II, 3,4).


Vamos repetir aqui o que já escrevemos em um dos nossos livros: O maçom estudioso, observador, verifica que a imaginação, em se tratando da ritualística maçônica, tem feito mais mal que bem. Somente na ritualística? Não! As invenções se multiplicam quando se trata da história das origens da Ordem.


Querem um exemplo de hoje, de agora? Então, lá vai...


Hoje mesmo, abrimos um e-mail e lemos isto: “Perguntas e respostas sobre a Maçonaria”.


A pergunta de nº 16 é a seguinte: “Qual a origem da Maçonaria”?


Resposta: “Sua origem se perde na noite dos tempos”.


E o que é mais grave, é que lá está escrito exatamente isto:


“Obs.: Todas as respostas foram pesquisadas no Ritual do Aprendiz do GOB”.


Não há como negar.


A imaginação é uma poderosa arma de que o homem lança mão quando se propõe a criar uma obra de arte. Quem nos dera que a imaginação só produzisse, só criasse coisas boas.


Ah! Quem nos dera! É usando-a que o homem tergiversa, é usando-a que o homem inventa, é usando-a que aquele que nada conhece da história da humanidade escreve que as origens da Maçonaria se perdem na noite dos tempos. Tão simples, é só pegar o Poema Régio (1390, portanto séc. XIV) que as dúvidas se diluem.


É preciso não nos esquecermos que a doutrina de nossa Ordem se ergue e se levanta sobre os alicerces da VERDADE.


Terminando, repetimos o que já escrevemos em algum outro lugar: entenda-se que a imaginação, ao lado da memória, é muito útil, desde que seja usada indissoluvelmente ligada à razão.



Irm. Raimundo Rodrigues –  Or. de São Paulo/SP.





Contribuição do Irm. Valter Martins Toledo, Or. de Curitiba/PR.