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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Perguntas e Respostas da Maçonaria




O APRENDIZ MAÇOM


O QUE ACONTECE QUANDO O APRENDIZ MAÇOM RECEBE A LUZ?
Passa a trabalhar para a futura sociedade na qual os homens se dedicarão ao trabalho e à justiça.

DURANTE QUE PERÍODO TRABALHA O APRENDIZ MAÇOM?
Do meio-dia a meia-noite.

O QUE SIGNIFICA A EXPRESSÃO MEIO-DIA?
Como sinônima da divisão do tempo, equivale a doze horas, marca do instante teórico em que o Sol se acha no zênite do lugar considerado como centro da abobada celeste.

O QUE SIGNIFICA A EXPRESSÃO MEIA-NOITE?
Significa a hora do repouso material e espiritual do homem, bem como da própria natureza.

O QUE INDICA O PERÍODO DE TEMPO COMPREENDIDO ENTRE O MEIO-DIA E A MEIA-NOITE?
Começando os trabalhos ao meio-dia simbólico e prolongando-se durante doze horas figuradas, indicam que o maçom deve empregar metade do seu tempo em tarefas úteis, instruindo-se fundamentalmente.

POR QUE OS APRENDIZES TRABALHAM DO MEIO-DIA A MEIA-NOITE?
Porque Zoroastro, um dos primeiros fundadores dos mistérios da antiguidade, reunia secretamente seus discípulos ao meio-dia e terminava seus trabalhos à meia-noite, depois de uma ceia fraternal.

O QUE PRETENDE DEMONSTRAR A MAÇONARIA DURANTE AS DOZE HORAS SIMBÓLICAS DE TRABALHO?
Quer apresentar aos maçons as chaves de todos os segredos de sua doutrina. Combate a ignorância, a tirania e os preconceitos, glorificando o direito e a justiça, levantando templos à virtude e cavando masmorras ao vicio.

O QUE É O GRAU DE APRENDIZ?
É o marco inicial de toda carreira maçônica. Constitui o pedestal de toda filosofia desenvolvida nos outros graus que o seguem.

COMO UM APRENDIZ PROVA QUE É MAÇOM?
Pelas provas de sua iniciação e outras circunstâncias, prestando-se sempre a rigoroso exame, desde que seja regularmente exigido.

QUAL A IDADE DO APRENDIZ MAÇOM?
Três anos.

COMO DEVE TRABALHAR UM APRENDIZ MAÇOM?
Com independência, fervor, devotamento e inteligência.

O QUE DEVE PROCURAR O APRENDIZ MAÇOM?
Aproximar-se da verdade do cosmo, convencendo-se de que a investigação da verdade não deve ter limites, senão aqueles dirigidos pelo bom senso, pela moral e pela razão.

QUANTO TEMPO DEVE UM APRENDIZ TRABALHAR PARA OBTER AUMENTO DO GRAU?
Antigamente, sete anos. Atualmente, no mínimo, sete meses.

O QUE SE ENTENDE POR AUMENTO DE SALÁRIO?
Aumento de salário, maçonicamente, significa aumento de grau. Assim, completado o seu tempo de serviço, receberá em retribuição, como aumento, o grau de companheiro. Esotericamente, representa a evolução que o maçom obtêm pelo seu próprio esforço.

QUAIS AS EXIGÊNCIAS PARA QUE UM APRENDIZ RECEBA O SEU AUMENTO DE SALÁRIO?
a) Deverá estar colado no grau, no mínimo, há sete meses;
b) Deverá ter assistido pelo menos a 80% das sessões de seu grau realizadas pela Loja;
c) Deverá estar em dia com suas obrigações junto a tesouraria da Loja;
d) Deverá demonstrar conhecimento do simbolismo do grau e das Leis que regem a Ordem, por questionário e verbalmente, a critério da Loja;
e) Deverá apresentar trabalho por escrito sob tema fixado pelo Venerável Mestre da Loja.



CONTINUA ...


Fonte: templomaconico.blogspot.com

Minuto Maçônico

O SOL

1º - Em todas as religiões, desde a mais alta antiguidade, o sol foi um símbolo constante da Divindade. 
2º - Fonte de vida e de toda a ordem do nosso sistema solar, o sol é como a presença indireta da Divindade junto aos homens e, por isto, foi cultuado em todas as religiões. 
3º - O Sol é considerado a fonte de luz e o emblema da inspiração, da revelação, do conhecimento e do poder. 
4º - O Sol é o coração do sistema planetário. Representa as energias positivas, regentes do Cosmo, é o elemento masculino. Os indivíduos dominados pelo influxo solar são os grandes líderes da Humanidade”. 
5º - Para o Maçom, o Sol representa a luz intelectual da qual está em constante procura e também a autoridade soberana e a Verdade Divina.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Maçonaria na Luta pela Ética, Justiça e Respeito


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Capítulo Hipólito da Costa: Calendário 2010


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A Escolha

O Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Soberano Irmão Marcos José da Silva,  manifestou-se através de mensagem aos Maçons, com o seguinte texto:



Este 2010 é mais um ano de festa para a pujante democracia brasileira. Celebração que longe de ser obra de um dia, é ao contrario, a conclusão de toda uma seqüência de atos políticos que desembocam nas eleições gerais e diretas, quando, enfim, o eleitorado sacramenta nas urnas aqueles que são considerados dignos da distinção.

A responsabilidade do cidadão, depois de 25 anos do restabelecimento do Estado de Direito e 22 das eleições diretas após um longo jejum, agiganta-se quando nos lembramos de que desde 1926 até hoje apenas quatro presidentes eleitos pelo povo conseguiram terminar o governo, admitindo-se um final feliz para o atual mandatário.

É obrigação de cada eleitor colaborar para manter incólume a nossa maneira de governar o País: em plena liberdade, protegidos todos os direitos constitucionais, inclusive o direito de informação pela imprensa, partidos políticos e demais organizados civis inteiramente livres, assim como o direito de manifestação pacifica nas ruas.

Tal colaboração inclui rigorosamente seleção dos candidatos aos cargos eletivos, através de acurado exame de sua conduta, debates no grupo social incluindo a família e investigação da vida pessoal, principalmente no que respeita a crimes políticos, contra o patrimônio público ou de outrem e crimes de sangue com crueldade.

Ainda mais considerando que pela legislação eleitoral brasileira o mandato do eleito pertence ao partido pelo qual se elegeu, claro se torna que também o partido deve ser averiguado em termos programas e de conduta em face de sua irrecorrívens obrigações como segmento indispensável de um sistema democrático.

Examinemos o comportamento da agremiação em que, indiretamente temos de votar, quando no governo e quando na oposição. Sua idoneidade e demais características. Sua capacidade de melhorar o bem estar do povo, promover o progresso econômico e social, fazer o País respeitado na comunidade das nações.

De certa forma, estamos num momento de decisão. Eis ai o caráter político deste ano que marca um por cento do terceiro milênio, que estamos a vencer. As grandes linhas do destino do Brasil estão em nossas mãos. Saibamos qual delas escolher, pois dessa opção depende a felicidade geral dos brasileiros. Não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar esta oportunidade de oferecermos o melhor ao nosso povo;caso contrário podemos amargar mais um penoso desvio em nossa trajetória democrática. 
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12.02.2010.
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Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral

Minuto Maçônico

VIGILANTES

1º - Vigilantes. Esta é uma das características da Instituição Maçônica, tendo sido universalmente adotada e pode ser considerada como um Landmarque verdadeiro. 
2º - Os Maçons operativos escolhiam estes três Oficiais entre os mais inteligentes e peritos, vindo a sua denominação do fato destes dois oficiais terem a seu cargo a tarefa de vigiar os obreiros reunidos, velando pela ordem e pela compostura, e para que os trabalhos não sejam perturbados. 
3º - O Venerável e os Vigilantes ocupam, cada um, um dos três pontos do triângulo formado dentro do retângulo da Loja”. 
4º - 1º Vigilante, sua jóia é um Nível, símbolo da igualdade que deve existir entre os Irmãos enquanto estiverem trabalhando na Loja. Tem assento no Ocidente seu pilar representa a Força. 
5º - 2º Vigilante, sua jóia é o prumo, emblema da retidão de conduta que deve distinguir os irmãos, quando estiverem fora do recinto da Loja. Senta-se no Sul e representa o pilar da Beleza.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Blog da ARLS Duque de Caxias IX, n.º 2198

No Blog Irmão A Partir Pedra

A Augusta e Respeitável Loja Simbólica Duque de Caxias IX, n.º 2198, ao Oriente de Belém do Pará, filiada no Grande Oriente do Estado do Pará, integrado no Grande Oriente do Brasil, e que trabalha o Rito de York, iniciou, em 23 de julho de 2009, o seu blogue.

Proclamava o seu primeiro texto, à guisa de declaração de princípios:

O nosso blog inicia em fase experimental, de aprendizagem total, na qual esperamos contar com a participação e colaboração efetiva dos valorosos Irmãos do quadro de Obreiros da Loja, bem como, de todos os ilustres Irmãos iniciados na Sublime Ordem, através do e-mail: duque2198@gmail.com.

Assumimos a iniciativa e o desafio de criá-lo com o objetivo de disponibilizar um espaço destinado a divulgação das atividades realizadas em nossa Oficina e para proporcionar a socialização de assuntos voltados ao estudo e a pesquisa da infinita Sabedoria Maçônica, por meio da apresentação de postagens, além da discussão fraterna e do bom debate sobre assuntos relevantes da Maçonaria Universal, sempre com o compromisso de fortalecermos as Colunas e lutarmos pelo engrandecimento da Nação Brasileira, respeitando a legislação Maçônica vigente. 


Desde então, mais de ano e meio decorrido, podem os Irmãos daquela ARLS estar tranquilos: o seu blogue atinge em pleno os objetivos pretendidos - e com distinção!

Mais de trezentos textos, informativos, divulgadores, de discussão, de análise, de aprofundamento, ilustram o sucesso do projeto.

Particularmente interessante e informativo é o conjunto de sete textos "Perguntas e respostas da Maçonaria. Esclarecedor - para maçons e para profanos!

Mas não só! Se se consultar, nos marcadores, a entrada "Artigos", somos direcionados para - na data em que escrevo - 28 textos muito interessantes e merecedores de reflexão.

Agrupados sob o título de "Minuto Maçônico", encontramos - para já - 67 textos curtos esclarecendo ou definindo vários conceitos ou termos maçónicos. Só para referir os últimos, ali se fica a saber um pouco mais sobre a régua, o compasso, o cinzel, o que é "a coberto" ou "estar a coberto".

No Blog da ARLS Duque de Caxias IX, n.º 2198, 
parte-se pedra com qualidade e apresenta-se uma bela pedra polida.

Nós, aqui no nosso A Partir Pedraaprendemos com os nossos Irmãos desta Loja e deste blogue e - procuramos não ser egoístas... - aqui divulgamos, assinalamos e recomendamos mais um blogue maçónico, que merece estar incluído na lista dos favoritos de quem se interessa por esta temática.


Rui Bandeira


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Da Redação:

Muito Obrigado, amado Irmão Rui Bandeira. Agradecemos de coração a mensagem, é muito gratificante saber que o  nosso trabalho está agradando a classe maçônica e vamos nos esforçar para melhorar cada vez mais a qualidade do nosso Blog.

Minuto Maçônico

VENERÁVEL

1º - Primeiro Oficial e Presidente de uma Loja simbólica. O Venerável Mestre deve ter estudado a ciência maçônica e desempenhado os postos e dignidades inferiores. 
2º - As atribuições e deveres dos Veneráveis são muitos e de várias índoles e acham-se definidos e detalhados com precisão, de acordo com o Rito e a Constituição da Potência de sua jurisdição. 
3º - O título surgiu no século XVII, quando as guildas inglesas começaram a denominar-se “Worshipful”, isto é, Venerável. 
4º - Na Inglaterra, desde a Idade Média, a Corporação os Freemasons era dirigida por um Mestre, que assumiu várias denominações. Era auxiliado por oficiais dos quais os principais eram o tesoureiro e o secretário. 
5º - Em determinada época, as Lojas operativas foram dirigidas por um Mestre e dois Vigilantes, títulos que passaram aos três primeiros oficiais das Lojas especulativas e se espalharam pelo mundo inteiro, onde houvesse Loja maçônica.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte:  www.cavaleirosdaluz18.com.br

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A Tolerância




“Que é a tolerância?
É o apanágio da humanidade. Estamos todos empedernidos de debilidades e erros; perdoemo-nos reciprocamente nossas tolices, é a primeira lei da natureza”.


1. Considerações Prévias

O presente texto discorre, sem pretensões, algumas reflexões acerca da importância inexcedível contida na virtude da tolerância no processo de aceitação e compreensão das diferenças.

É certo que ela traduz o antídoto necessário contra todas as ações e posturas eivadas de intransigências e obliteradoras da livre manifestação do pensamento. Neste contexto, a Maçonaria se mostra como intransigente defensora e cultora dos sábios princípios desta importante virtude de tão difícil exercício, considerando ser a natureza humana suscetível ao poder avassalador do hiperdimensionamento do ego e do ranço dogmático de presumidas verdades. A observação à tolerância constitui, pois, exigência fundamental para a prática maçônica.

2. Tolerância – Etimologia e Conceito

Inicialmente, é oportuno tecer genericamente alguns dados sobre a origem do significado da palavra “tolerância”. Conforme preleciona o filósofo Diogo Pires Aurélio em sua obra “Um Fio de Nada – Ensaio sobre a Tolerância”, há uma ambivalência no conceito de tolerância a partir da etimologia da palavra. Assim, a palavra tolerare significa, em princípio, “sofrer, suportar pacientemente”. Mas também tem a acepção de “sustentar”, no sentido de “alimentar alguém”. De uma forma mais explícita, o radical tol-, comum a tolerare e a tollere, denota a ação de erguer, elevar. Afirma Claude Sahel (A Tolerância, p. 12) que a palavra “tolerância” se vincula à raiz indo-européia tol, tel, tla, de que derivaram tollere e tolerare. Tollere significa “levantar”, às vezes, “destruir”; tolerare significa “levar, suportar”, às vezes, “combater”.

Assim, a idéia de guerra e de esforço subjaz à noção de tolerância... O dicionário de Cândido de Figueiredo (1899) registra a versão tradicional de “indulgência” e de “consentir tacitamente”, acrescentando inclusive como inovação a palavra “tolerantismo”, para significar a tolerância por parte do Estado a todas as manifestações religiosas. Na definição do mestre Laudelino Freire, em seu Dicionário da Língua Portuguesa (1939), além do sentido de condescendência e indulgência, há a referente a “boa disposição dos que ouvem com paciência opiniões opostas às suas”.

É de se observar que a identificação da tolerância com a noção de liberdade religiosa e pensamento passou a prevalecer a partir de determinado momento nos diversos léxicos. No dicionário do Aurélio (1983), é definida como “tendência a admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos”. Contudo, o que de mais relevante se destaca é a definição de caráter científico para a compreensão contemporânea do conceito de tolerância ao acrescentar ser a “diferença máxima admitida entre um valor especificado e o obtido; margem especificada como admissível para o erro em uma medida ou para discrepância em relação a um padrão”. Entende-se, pois, que a existência de um padrão suscita condições para a existência da margem de tolerância, bem como do intolerável.

Historicamente, vários foram os significados dados à palavra “tolerância”, que teve seu sentido identificado com a caridade, igualdade e afirmação da liberdade de crenças e de costumes do outro. O conceito que se afirma como o mais preponderante está relacionado a uma certa predisposição adquirida para acolher o diferente. Este ato implica necessariamente na manifestação por uma simples receptividade e eventual intenção para o diálogo. Vale destacar a especificidade da tolerância como virtude e como ideal da vida em comum.

3.A Tolerância como Virtude Essencial da Atitude Maçônica

Voltaire define no Dicionário Filosófico o termo “tolerância” da seguinte forma: “É o apanágio da humanidade. Estamos todos empedernidos de debilidades e erros; perdoemo-nos reciprocamente nossas tolices, é a primeira lei da natureza.” (p. 289). A tolerância de que fala o filósofo francês visa a supressão da violência, tendo sido instaurada como lei prévia ao contrato, razão pela qual se considera um “apanágio da humanidade”. Não se trata apenas de uma estratégia em ordem à pacificação, trata-se de um elemento constitutivo da verdadeira natureza humana, a qual se entende agora como uma estrutura de valores universais e trans-históricos cujo cerne reside na liberdade. Negar a alguém o direito de pensar livremente e de agir em conformidade com os seus próprios critérios seria, a partir desta perspectiva, recusar-lhe a autenticidade de sua natureza e a integração no seio da humanidade a que, como pessoa livre, tem direito.

O sentido de humanidade, igualdade de oportunidades e livre pensar subjazem na idéia de tolerância. Sábias são as palavras de Voltaire ao afirmar em sua obra “Tratado sobre a Tolerância”: “Não é preciso uma grande arte, uma eloqüência menos rebuscada, para provar que os cristãos devem tolerar-se uns aos outros. Vou mais longe: afirmo que é preciso considerar todos os homens como nossos irmãos. O quê? O turco, meu irmão? O chinês? O judeu? O siamês? Sim, certamente; porventura não somos filhos do mesmo Pai, criaturas do mesmo Deus?” (Tratado, p. 125). Na atualidade, a palavra “tolerante” impõe-se na linguagem corrente e na filosofia, para designar a virtude que se opõe ao fanatismo, ao sectarismo, ao autoritarismo, em suma: à intolerância.

No plano maçônico, temos que a meta para combater e eliminar a mãe de todos os vícios tem como premissa o culto aos sábios princípios da Tolerância, do Amor Fraternal e do Respeito a si mesmo. A Tolerância constitui uma das mais importantes virtudes para a Maçonaria, pois possibilita a convivência dentro das Lojas e de Irmãos de todas as tendências de pensamento e credos, fazendo com que se acatem com suficiente humildade as diferenças e desníveis inerentes ao padrão de individuação de que somos possuidores. Desta forma, faz-se necessário compreender a virtude da tolerância como imperativo essencial ao pleno exercício da atividade maçônica, por ser esse o caminho factível para suplantar os óbices e alcançar em sua dimensão plena a solidariedade e o espírito fraterno. A negação a atitudes intolerantes conduz necessariamente ao reconhecimento e à compreensão dos valores espirituais alheios, divergentes e até adversos.

Devemos observar que a Maçonaria entende a exis-tência nas tensões e contrariedades que permeiam o cotidiano da vida humana. Conseqüentemente, pelo respeito à vida e ao G.·. A.·. D.·. U.·. é mister não medir esforços objetivando sobrepor de forma eficiente e harmoniosa essas contraposições. Com isso, combate-remos a atitude intolerante, fator que origina o processo de desagregação em Loja. Por sermos humanos, e sendo a natureza humana contraditória e imperfeita, por vezes podemos ser tomados de comportamentos egoístas ou sermos atraídos pela chama da fogueira das vaidades. Ao Maçom, por ser Maçom, é dever por princípio estar atento e combater com veemência estas distorções da personalidade com constância e serenidade.

Contudo, convém esclarecer que a tolerância não implica em compactuar ou transigir com o erro; não é permitir a violação do direito ou ruptura da ordem jurídica ou mesmo atitudes de conspurcação moral. Se tal acontecesse, ficaria evidenciado uma clara conduta de conivência inaceitável e transgressora dos princípios maçônicos estabelecidos. Enfatiza Nicola Aslan que a tolerância indiscriminada implica em complacência covarde. Questiona então: “Como se pode admitir um representante da lei tolerante com os transgressores da lei? Como se pode admitir um deus tolerante com a injustiça, a imoralidade, a perversidade? Confundir a indulgência relativamente a pequenos defeitos, a condescendência para com algumas imperfeições, a benevolência para com certas faltas, com a compactuação ou cumplicidade com os crimes praticados, é levar a Tolerância longe demais. Tolerância é benevolente, mas não covarde”. (p. 1.147).

O verdadeiro Maçom deve combater com firmeza atos ou crenças que possam conduzir a humanidade ao abismo da barbárie, do fanatismo fundamentalista e/ou totalitarismos destruidores dos mais expressivos e preciosos valores universais inerentes às garantias e direitos fundamentais do homem e do Estado de Direito. Vale acrescentar que o critério do que seja justo, é inerente à idéia de Tolerância, se excogitarmos que essa virtude possui algo de comiseração, por não se deixar conduzir por juízos precipitados. Didáticas são as palavras de um brilhante sociólogo ao colocar que um dos problemas mais difíceis de solucionar diz respeito ao “dogmatismo, a presunção de quem acha que tem o monopólio da moral, ou a falta de generosidade daquele que é intelectualmente superior e disso se aproveita para acachapar o outro”.

Está implícita na tolerância a possibilidade de poder redirecionar os faltosos ou culpados a não incorrerem no mesmo erro, haja vista os que a possuem, terem o sentido de clemência e da paciência capazes de demover os possuidores da soberba e da iniqüidade. Como bem assevera Ferdinand Roussel “a Tolerância que devemos aos nossos semelhantes não é uma condescendência, mas dilação indulgentemente concedida àqueles que não pensam como nós, para que se corrijam. É um dever estrito e uma necessidade. A Tolerância está mal designada, é simpatia que é preciso dizer; é abertura dos olhos da consciência; é reconhecimento do valor que pertence à pessoa do outro, precisamente naquilo que ela difere da nossa; é finalmente comunhão das consciências no esforço para realizar um ideal que ultrapassa o poder de um só e que reclama o maior número possível de obreiros”.

Conclusivamente, podemos deixar claro que a tolerância constitui uma dádiva preciosa e frágil, que deve ser cultuada para que se solidifique a noção de Fraternidade entre nós. Para isso, devemos tomar como verdadeira tolerância a que tem por significado, conforme Aslan: “Sinceridade no pensamento. Compreensão no estudo dos fatos. Generosidade no cumprimento da ação. Jamais, porém cegamente” (Comentários, p. 280). Ou como perspicazmente coloca André Comte-Sponville: “a simplicidade é a virtude dos sábios e a sabedoria dos santos, assim a tolerância é sabedoria e virtude para aqueles que – todos nós – não são nem uma coisa nem outra. Pequena virtude, mas necessária. Pequena sabedoria, mas acessível” (Pequeno Tratado, p. 189). Inegavelmente é na relação de compromisso solidário, fraterno e desinteressado exercida na vivência de cada dia que iremos demonstrar se assimilamos e colocamos em prática o tão precioso fundamento da ARTE REAL.


Ir.·.Sérgio Viana da Silva
Or.·.de São Paulo – SP

Conselho Federal do GOB realiza primeira Sessão do ano de 2010


Aconteceu na tarde de sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010, a primeira reunião do Conselho Federal do Grande Oriente do Brasil do ano de 2010. A Reunião foi presidida pelo Sapientíssimo Irmão Cláudio Roque Buono Ferreira e contou com a honrosa presença do Soberano Irmão Marcos José da Silva, de 23 (vinte e três) Ilustres Conselheiros e visitantes.



Na abertura dos trabalhos o Presidente do Conselho Federal deu boas-vindas aos presentes e solicitou ao Decano do Conselho, Poderoso Irmão Derval Costa, que evocasse uma prece ao Grande Arquiteto do Universo.

O Soberano Irmão Marcos José da Silva falou aos presentes acerca de vários assuntos de interesse do Grande Oriente do Brasil, tais como: (tratados, rituais, Palácio do Lavradio), e ao final agradeceu o apoio do Conselho Federal e desejou a todos um ano profícuo e de muitas realizações.


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O Conselho Federal, nesta sessão, analisou e aprovou 16 (dezesseis) processos sendo 14 (quatorze) de alteração e revisão de estatutos e dois balanços do GOB dos meses de novembro e dezembro de 2009.

Os Conselheiros Federais fizeram uma homenagem ao Sapientíssimo Irmão Cláudio Roque pelo transcurso de seu aniversário, ocorrido no dia 03 de fevereiro passado, cantando a música “Parabéns para Você”.

No encerramento da Sessão o Sapientíssimo Ir:. Cláudio Roque Buono Ferreira agradeceu a presença de todos, desejou a cada um dos presentes um FELIZ RETORNO AOS SEUS LARES COM AS BENÇÃOS DO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, extensivos a seus familiares e lembrou que a próxima reunião do Conselho Federal será no dia 09 de ABRIL de 2010, sexta-feira, às 15 horas.

(A:JA/R:JA)
Fonte: Assessoria de Comunicação 
         Gr:. Sec:. de Comunicação e Informática
            www.gob.org.br