quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Porquê "meu irmão" e não "meu amigo" ?
Os maçons tratam-se, entre si, por "irmão", tratamento que é explicitamente indicado a cada novo maçon após a sua iniciação. Imediatamente após terminada a sessão de Iniciação é normal que todos os presentes cumprimentem o novo Aprendiz com efusivos abraços, rasgados sorrisos e, entre repetidos "meu irmão", "meu querido irmão" e "bem vindo, meu irmão", recebe-se, frequentemente, mais afeto do que aquele que se recebeu na semana anterior.
O que seria um primeiro momento de descontração torna-se, frequentemente, num verdadeiro "tratamento de choque", num momento de alguma estranheza e, quiçá, algum desconforto para o novo Aprendiz. Afinal, não é comum receber-se uns calorosos e sinceros abraços de uns quantos desconhecidos, para mais quando estes nos tratam - e esperam que os tratemos - por irmão... e por tu! Sim, que outro tratamento não há entre maçons, pelo menos em privado - que as conveniências sociais podem ditar, em público, distinto tratamento.
O primeiro momento de estranheza depressa se esvai - e os encontros seguintes encarregam-se de tornar naturalíssimo tal tratamento, a ponto de se estranhar qualquer "escorregadela" que possa suceder, como tratar-se um Irmão na terceira pessoa... Aí, logo o Aprendiz é pronta e fraternalmente corrigido, e logo passa a achar naturalíssimo tratar por tu um médico octogenário, um político no ativo, ou um professor universitário. E de facto assim é: entre irmãos não há distinção de trato.
Não se pense, todavia, que todos se relacionam do mesmo modo. Afinal, não somos abelhas obreiras, e mesmo entre essas há as que alimentam a rainha ou as larvas, as que limpam a colmeia, e as que recolhem o néctar. Do mesmo modo, todos os maçons são diferentes, têm distintos interesses, e não há dois que vivam a maçonaria de forma igual. É natural que um se aproxime mais de outro, mas tenha com um terceiro um relacionamento menos intenso. Não é senão normal que, para determinados assuntos, recorra mais a um irmão, e para outros a outro - e podemos estar a falar de algo tão simples quanto pedir um esclarecimento sobre um ponto mais obscuro da simbologia, ou querer companhia ao almoço num dia em que se precise, apenas, de quem se sente ali à nossa frente, sem que se fale sequer da dor que nos moi a alma.
Mas não serão isto "amigos"? Porquê "irmãos"? Durante bastante tempo essa questão colocou-se-me sem que a soubesse responder. Sim, havia as razões históricas, das irmandades do passado, mas mesmo nessas teria que haver uma razão para tal tratamento. O que leva um punhado de homens a tratarem-se por "irmão" em vez de se assumirem como amigos? Como em tanta outra coisa, só o tempo me permitiu encontrar uma resposta que me satisfizesse. Não é, certamente, a única possível - mas é a que consegui encontrar.
Quando nascemos, fazêmo-lo no seio de uma família que não temos a prerrogativa de escolher. Ninguém escolhe os seus pais ou irmãos de sangue; ficamos com aqueles que nos calham. O mais natural é que, em cada núcleo familiar, haja regras conducentes à sua própria preservação e à de todos os seus elementos, regras que passam, forçosamente, pela cooperação entre estes. É, igualmente, natural que esse fim utilitário, de pura sobrevivência, seja reforçado por laços afetivos que o suplantam a ponto de que o propósito inicial seja relegado para um plano inferior. É, assim, frequente que, especialmente depois de atingida a idade adulta, criemos laços de verdadeira e genuína amizade com os nossos irmãos de sangue, que complementa e de certo modo ultrapassa, em certa medida, os meros laços de parentesco.
Do mesmo modo, quando se é iniciado numa Loja - e a Iniciação é um "renascimento" simbólico - ganha-se de imediato uma série de Irmãos, como se se tivesse nascido numa família numerosa. Neste registo, os maçons têm, uns para com os outros, deveres de respeito, solidariedade e lealdade, que podem ser equiparados aos deveres que unem os membros de uma célula famíliar. Porém, do mesmo modo que nem todos os irmãos de sangue são os melhores amigos, também na Maçonaria o mesmo sucede. Não é nenhum drama; o contrário é que seria de estranhar. Diria, mesmo, que é desejável e sadio que assim suceda, pois a amizade quer-se espontânea, livre e recíproca. E, tal como sucede entre alguns irmãos de sangue, respeitam-se e cumprem com os deveres que decorrem dos laços que os unem, mas não estabelecem outros laços para além destes. Pode acontecer - e acontece. Mas a verdade é que o mais frequente é que, especialmente dentro de cada Loja, cada maçon encontre, de entre os seus irmãos, grandes amigos - e como são sólidos os laços de amizade que se estabelecem entre irmãos maçons!
Paulo M.
A Foto Oficial da Presidenta
Retrato oficial da D. Dilma a ser pendurado nas repartições oficiais. Trabalho do fotógrafo da Presidência da República, o talentoso Roberto Stuckert Filho.
Fonte: Blog do CJK.
Minuto Maçônico
LUA
1º - Satélite da terra e que, primitivamente, fazia parte do mesmo bloco, a Lua exerce uma grande influência sobre os líquidos e sobre a fisiologia dos seres vivos. O seu nome vem do latim Luna.
2º - "A adoção da lua no sistema maçônico é por analogia, mas pode ser apenas por derivar este símbolo das antigas religiões. No Egito, Osiris era o Sol e Ísis a Lua; na Síria, Adonis era o Sol e Astarot a Lua".(Segundo Mackey)
3º - A Lua simboliza o princípio feminino, aquosos, frio e úmido, o úmido radical ou Mercúrio dos hermetistas, a imaginação, a sensibilidade.
4º - A sua representação constitui, na Maçonaria, um dos símbolos de origem hermética; as duas Colunas, o Sol e a Lua, eram para os hermetistas, que os introduziram no simbolismo maçônico, a imagem dos dois sexos.
5º - "Os Maçons mantêm a sua imagem em seus ritos, porque a Loja é uma representação do universo, onde, como o Sol governa durante o dia, a Lua preside durante a noite".
Lembre-se,
MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ
(saber - querer - ousar - calar)
Rui Tinoco de Figueiredo – MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO – 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo
Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Elogio a Belém
Belém, hoje completam-se 395 anos de tua fundação política. E muitos só conseguem te ver assim, antigo domínio de Portugal, não lembrando que eras a mesma terra durante o Descobrimento, e a perder de vista nos séculos que assistiram à formação de tuas majestosas florestas e rios.
Quase tudo que se diz de ti, cidade, tem essa feição politizada. É fato administrativo. Nasceu com a missão de Castelo Branco ou foi correspondência oficial de impérios lusitanos, Independência e República. Assim, para tanta gente ainda hoje, és o que fizeram de ti: história construída, governo mal ou bem executado. Mas, hoje, quero te olhar em teu berço. Estudar teus naturais atributos. Tentar ser justo contigo.
És a terra das águas, das chuvas vespertinas, da umidade quase a cem. Nasceste assim mesmo, banhada pela baía, repartida em serpentinas de rios, furos e igarapés. E não há defeito algum nisto. Se hoje reclamam de ti, é porque não te enxergam natureza, terras baixas, várzea, paraíso de pássaros, que ainda insistem em visitar teus céus diariamente. Os que lamentam tuas águas volumosas, precisam enxergar o braço humano do progresso, alterando a vida, reconstruindo mapas, mudando cursos que hoje se voltam contra todos.
Nasceste livre península, para que teus filhos pudessem vivenciar o eterno ciclo água-ar. Porém, ergueram muros em teus rios, isolaram o teu povo dessa contemplação idílica. Não podemos mais percorrer tuas orlas. Olhar tuas matas ciliares. Apreciar tuas verdejantes ilhas. Quando demais saudosos, nos debruçamos em janelas, respiradouros da cadeia que te segrega, com um eterno "de acordo" dos que guardam as chaves de tua cela.
Porém, continuas rica, com fartura de frutas inigualáveis. Cheirando a bacuri, cupuaçu, uxi maduro. Não retalias, mesmo quando se tenta mudar o nome de tuas castanhas ou mutilam as copas de tuas pujantes mangueiras . Te banhas de patchuli, manjericão e japanã.Tuas cores são os nuances do açaí e da bacaba, da pupunha e do tucumã.
És a terra do tacacá cheiroso, vendido alegre em tuas calçadas, que arde o peito de quem tem pressa. Dos camarões róseos, deitados no ouro líquido do nosso tucupi apimentado com cheiro. Do jambu pretinho, que anestesia o teu povo e quem mais quiser provar teu gosto.
Não é bem verdade o que se diz tanto de ti: que não dás conta dos carros, que não tens saneamento nem casas para o teu povo. Para ser justo contigo, vou te dizer dois segredos: toda essa gente e carros não querem arredar o pé, gostam de ti de graça, de dizer que moram em Belém. Não vão embora porque tu és o seu mundo, sua vida, seu chão, mesmo às vezes flutuante.
O outro segredo já desenhei acima: não reclamamos de tua essência, de teu povo, de teus dons. Se dizemos teu nome, perdão, há séculos te governam, e alguns te deixaram assim. Porém, tu permaneces linda, com tuas ruas e prédios históricos, com o teu Ver-o-Peso, que, por si, é uma defesa dos bons governos que tiveste. Justiça a eles se faça.
De 1616 até hoje, não quiseste mudar nada. Tudo foi um processo dos que ocuparam teu solo. Dos que se aventuraram em tuas águas. Dos que se incomodaram tanto com isso. Se permitiste mudanças, foi sendo partícipe vencida. Preferias os rios e os bosques. As várzeas, restritas hoje a um Mangal.
Portanto, não te entristece nesse dia que os homens contam tua história. Sabemos que preexistes séculos e até mesmo milênios. Todos reconhecemos tua força em querer servir o teu povo. Em querer ser a Belém dos parauraras e de todos que te adotaram por mãe.
Autor: Rui Raiol, é Pastor e Escritor.
Fonte: Blog Espaço Aberto.
Minuto Maçônico
INTUIÇÃO
1º - Em latim "intuitio" vem de "intus" e "ire", ir dentro, penetrar no âmago de uma coisa. O termo intuição foi empregado na filosofia sempre no sentido de penetração na singularidade do objeto por parte do sujeito.
2º - Chama-se intuição a todo conhecimento que se relacione com os objetos, quando este conhecimento se faz sem intermediário, sem raciocínio dedutivo ou por analogia.
3º - Segundo certos filósofos, existem no homem três faculdades intuitivas: a percepção exterior, a consciência e a razão. Não se pode sustentar que a percepção exterior seja devida a uma intuição.
4º - Platão, afirmou-o Shelling, sustenta que a intuição intelectual é o ato real pelo qual a inteligência apreende o absoluto na sua identidade.
5º - A intuição é um conhecimento instantâneo que atinge o objeto na sua realidade individual, não abstrata, e que dispensa o esforço do raciocínio, ela transcende o raciocínio. Há inteligências mais intuitivas e outras mais discursivas. Ambas podem ser grandes e criadoras, conquanto se atribua, em geral, ao gênio, maior poder de intuição.
Lembre-se,
MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ
(saber - querer - ousar - calar)
Rui Tinoco de Figueiredo – MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO – 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo
Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br
sábado, 8 de janeiro de 2011
Escolha As 7 Maravilhas do Pará

A Burocracia e a Loja

Uma Loja maçónica não se dedica apenas ao estudo do simbolismo, ao compartilhamento de saberes, experiências, opiniões, reflexões, nem à execução e aperfeiçoamento rituais, nem ainda às cerimónias próprias da Arte Real. Uma Loja maçónica tem também que assegurar a parte burocrática do seu funcionamento.
Muitas Lojas têm, por natureza, esse fardo aligeirado, porquanto constituíram associações de direito civil que lhes conferem personalidade jurídica e é no âmbito dessas associações e dos seus Corpos Gerentes que as tarefas burocráticas inerentes às obrigações do coletivo perante o Estado são realizadas. Mas, ainda assim, muitas tarefas de cariz burocrático respeitam apenas à Loja e são responsabilidade dela própria.
A forma de lidar com estes assuntos são diversificadas. Temos desde a forma de funcionamento de muitas (talvez a maior parte) das Lojas americanas, que dedicam grande e enfadonha parte de muitas das suas reuniões a aprovar, uma por uma, as despesas da Loja e do Templo, por mais corriqueiras (eletricidade, água) que sejam - porque só se paga o que for autorizado em Loja que seja pago - às Lojas que delegam numa Comissão de Oficiais o tratamento dessas questões, limitando-se a, em regra anualmente, tomar conhecimento dos relatórios das atuações tidas e a preconizar as diretrizes a serem seguidas no ano subsequente.
A Loja Mestre Affonso Domingues está entre estes dois extremos. Muitas matérias são decididas pelo Venerável Mestre ou pelas Luzes (o Venerável Mestre e os dois Vigilantes), ou por uma das Comissões de Oficiais (Administrativa, de Beneficência, de Justiça). Mas um número não negligenciável de assuntos são, quer por razões e prática rituais, quer por tradição, quer pela prática da Loja, decididos em sessão de Loja: assuntos disciplinares (felizmente, poucos e raros), de fixação de quotas ou comparticipações para despesas, admissão de novos elementos, alterações regulamentares, opções de gestão ou de organização, etc..
Consoante as solicitações do género, o Venerável Mestre pode optar por diluir o tratamento das questões burocráticas no trabalho geral, reservando um espaço de tempo, geralmente curto, para resolver uma ou duas questões dessa natureza por sessão, ou, se o volume ou complexidade das matérias que há que tratar é grande, dedicar uma ou duas sessões (de preferência sem serem seguidas) para arrumar os assuntos burocráticos todos de uma vez e por um tempo razoável.
As questões administrativas são cansativas e nada apelativas – todos o sabemos. Mas é indispensável delas tratar. Uma orquestra executa música e é isso que os músicos gostam de fazer. Mas uma orquestra não conseguirá produzir música de qualidade se os músicos não se dedicarem às menos interessantes tarefas de cuidar dos seus instrumentos, de bem os guardar, de organizar a sua colocação na sala de concertos, de preparar as pautas, enfim, todas as “questões administrativas” menores mas indispensáveis para que a orquestra execute música.
Também uma Loja maçónica não pode abstrair das questões de organização e de gestão administrativa. Consideramo-las menores e aborrecidas. Mas são essenciais para nos podermos dedicar ao que gostamos de fazer, ao que queremos fazer, ao que necessitamos de fazer: aprender em conjunto a ser cada um de nós um pouco melhor a cada momento.
Gostamos de aparelhar, polir e pousar nossas pedras no Templo que ensaiamos de construir. Mas só o podemos fazer devidamente se mantivermos as nossas ferramentas em ordem, o nosso local de trabalho ordenado e agradável, os nossos materiais preparados e ordenados.
Costuma-se dizer que tão necessários são os solistas como os carregadores de piano. Nós, maçons, procuramos levar mais longe essa ideia: carregamos o piano e os outros instrumentos, ensaiamos e tocamos em conjunto e, quando podemos, ainda nos atrevemos, aqui e acolá, a uns solos...
Numa Loja, como em quase tudo na vida, todos gostamos de brilhar. Mas, para o conseguir, também é preciso puxar do pano e da solarina...
Rui Bandeira
Fonte: Blog Irmão A Partir Pedra.
















