
sábado, 15 de agosto de 2009
Obreiros na vida profana

quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Blog "União, Prosperidade e Diálogo" - 13/08/09
Sentindo a necessidade da disciplinação dos trabalhos de uma Loja maçônica, a Loja João Evangelista, de Darmstadt, na República Federal alemã, estabeleceu um Regimento Interno que poderia ser adotado por qualquer Oficina.
Os pontos que o compõem são os seguintes:
a) No decorrer dos trabalhos ritualísticos, cada qual deve cuidar de manter a decência na indumentária e em suas atitudes.
b) A exatidão é o mínimo de seus deveres. A chegada em atraso do Irmão impede de começar os trabalhos na hora prevista. De outro lado, a chegada no decorrer da sessão perturba a serenidade dos Trabalhos em Loja. A chegada com no mínimo 30 (trinta) minutos de antecedência à abertura dos trabalhos serve não somente para estreitar os Laços Fraternais que unem os IIr. da Oficina, mas contribui para conhecer os IIr. visitantes.
c) Os Encontros Fraternais fora do Templo deveriam ser multiplicados, a fim de estreitar os laços que os unem, fazendo com que os IIr. se conheçam melhor entre si.
d) Os IIr. parecem perder de vista as obrigações assumidas, quando de sua iniciação, de assistir regularmente os Trabalhos. Em caso de ausência, os IIr. são obrigados de justificá-la, acompanhando as suas escusas com um óbolo destinado ao Tronco de Solidariedade.
e) O conhecimento da Maçonaria implica a leitura da Literatura Maçônica. Os IIr. deveriam utilizar a biblioteca, internet, rituais ou consultar um catálogo de Obras Maçônicas que podem adquirir se orientando com os Mestres mais antigos da sua Loja.
f) O pagamento regular das cotizações é importante para a boa gestão de uma Oficina. Aquele que se sentiria apertado para ajustar as suas cotizações deve abrir-se com o Venerável sobre o assunto, pedindo-lhe um prazo ou uma remissão parcial ou mesmo total.
g) Os IIr. deveriam tomar parte nos trabalhos de outras Oficinas. Isto serve à Comunidade maçônica e ao Maçom, em particular, estreitando os laços que nos unem.
h) Multiplicar as relações particulares entre IIr., a fim de melhor conhecê-los e fazer-se melhor conhecer por eles. O Amor Fraterno do próximo não pode tornar-se efetivo, senão quando nos conhecemos bem. Freqüentar apenas os mesmos IIr. conduz à formação de “clãs” prejudiciais à Ordem.
i) O comportamento dos IIr. na vida profana é muito importante para a reputação da Maçonaria e sua irradiação. É necessário ter sempre no espírito estas palavras do nosso Ir. F. Lessing: “Deve-se reconhecer o Maçom pelos seus atos”.
Atenção, tolerância (sem covardia), generosidade, são as condições a preencher para realizar o Amor Fraterno dos Humanos. Não há melhor propaganda para a Ordem senão as relações cordiais e o exemplo dado pelos IIr.
"O dever do maçom é comportar-se como tal, praticando a verdadeira maçonaria"
Irm. Anatoli
"O conhecimento só tem valor quando compartilhado"
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ANATOLl - Um blog cultural:
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Sacola de Benevolência ou Caridade
Para aqueles que são detentores de grandes contas bancárias, será que na outra vida poderão continuar a movimentá-las?
Acho que tem sido esse o desejo de muitas pessoas que não conseguem se desapegar dos seus bens materiais, esquecendo que um dia tudo ficará aqui mesmo na Terra.
Serão os outros que passarão a gerenciar os seus espólios. Não é assim que tem acontecido?
Conosco, levaremos tão-somente a nossa alma para ser julgada. Nada, além disso!
Ficaremos apenas olhando de onde estivermos sem nada podermos fazer, inclusive, vendo desentendimentos que geralmente surgem em família por conta da herança deixada.
Nesse momento, muitos estarão se perguntando: Por que nos prendemos tanto ao dinheiro do qual viramos vítimas?
Será mesmo que valeu a pena? Deixamos assim de contribuir para ajudar a combater as mazelas que afligem a humanidade e os Irmãos.
Como de costume ficamos apenas esperando pelo ‘bons samaritanos’.
Com esse propósito mesquinho, quantos ainda relutam em oferecer mais conforto aos familiares? O forte egoísmo que muitas vezes nos domina, não permite.
E agora, no momento em que muitos não tiverem mais em suas mãos o dinheiro que ficou estocado nos bancos, como ficará?
Diante dessa realidade, meditemos sobre o Evangelho de Jesus Cristo contado por (São Lucas 16, 19-31), que nos fala de um homem muito rico e de um pobre chamado Lázaro, portador de hanseníase que, após um grande sofrimento por conta dessa enfermidade, veio a mendigar as sobras de banquete realizado na casa desse milionário, enquanto os cachorros lambiam suas feridas.
Ao morrerem os dois, Lázaro foi para junto dos justos e o milionário mandado para o inferno, uma vez já ter tido a sua recompensa aqui nesse mundo.
Seu desespero foi tamanho ao implorar a compaixão de Deus para sair daquele lugar de tormento, porém, não possível ser atendido.
Vendo Lázaro desfrutando da alegria do Paraíso sem nada lhe faltar, o então ricaço fez apelo dramático para que ao menos os seus fossem avisados a mudarem de comportamento, para que depois não viessem a experimentar o mesmo suplício pelo qual estava passando.
Eles conhecem a lei e não a praticam como deveriam, disse Jesus, portanto, nada poderá ser feito. Além disso, um grande abismo nos separa.
Nesta vida, precisamos aprender a nos preparar para enfrentar – sobretudo o amanhã que poderá ser bom ou ruim.
Tudo dependerá das ações a serem praticadas nessa nossa caminhada terrena.
O dinheiro faz parte do nosso dia-a-dia. Enquanto não inventarem outra coisa para substituí-lo, é difícil viver sem ele.
Deus, porém, não condena o dinheiro de ninguém, especialmente se ganho de forma lícita e partilhado. O perigo é quando viramos seu escravo.
Por outro lado a Sacola de Benevolência é uma experiência importante que ajudará e muito a combater o pecado da ganância que carregamos no nosso coração. Quando começamos a receber os benefícios da partilha, veremos o quanto Deus tem reservado a cada Obreiro de coração bondoso.
O condenável de tudo isso, é o apego demasiado aos bens deste mundo, o lucro escorchante, o desamor, onde sequer olhamos para o nosso Irmão mais necessitado em busca de ajuda.
Estamos fixados no ‘ter’, não importando suas formas e maneiras.
Acompanhamos sempre com redobrados interesses a cotação das ‘Bolsas de Valores’, o sobe-e-desce do dólar, do euro, do real, etc.
Agora, a atual crise econômica vem mostrar a clara preocupação dos países com o futuro da humanidade, o que significa dizer que mais dificuldades já estão se abatendo sobre a Terra, caso não aconteça uma grande transformação através do amor, da caridade.
O nosso planeta já vem colhendo os ‘frutos amargos’ como resultado da má distribuição da riqueza universal, onde mais de dois bilhões de pessoas passam fome - a pior das humilhações. Aqueles que nunca sentiram necessidades estão preocupados em sentí-la.
Enquanto isso - o que menos interessa - é o estado desesperador em que vivem muitos dos nossos semelhantes, nos dando nítida impressão de que realmente não temos próximos.
O próximo, de quem tanto Jesus nos fala para sermos solidários, na verdade, somos nós mesmos e mais ninguém.
É nesse ritmo frenético que nosso mundo caminha rumo ao desconhecido.
Já os donos das grandes fortunas, que possam refletir a tempo sobre a situação de penúria em que vive tanta gente a espera de gestos generosos, a fim de que não venham experimentar mais lá na frente o triste episódio que envolveu o milionário pão-duro e o coitado Lázaro que obteve a compaixão de Deus.
Na minha concepção o primeiro socorro de um Maçon seria a Sacola de Benevolência ou Caridade.
Boa reflexão...
Ir. Herivaldo Cristo, MI.
ARLS Duque de Caxias IX, Nº 2.198
sábado, 8 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
CONVITE
domingo, 2 de agosto de 2009
Editora Madras lança livro “História do Grande Oriente do Brasil”

A Editora Madras acaba de lançar, o livro “História do Grande Oriente do Brasil”. A obra foi escrita pelos respeitadíssimos historiadores maçônicos do Brasil, Irmãos José Castellani e William Almeida de Carvalho, na qual, possuem uma bagagem de conhecimento histórico invejável. O livro aborda os principais acontecimentos que marcaram a trajetória da Ordem e do Poder Central da Maçonaria brasileira e de sua atuação nos principais fatos políticos e sociais, como a Abolição da Escravatura, a proclamação da República e a Independência do Brasil. Os autores mostram os fatos desde a criação das primeiras agremiações e Lojas que antecederam a fundação do GOB, as dificuldades e as conquistas dos maçons brasileiros dos séculos XIX e XX, estendendo-se até os dias atuais, em que a Maçonaria ainda tem participação em diversos segmentos da sociedade brasileira e o Grande Oriente do Brasil busca deixar ao país o exemplo de seriedade dessa Ordem. O Irmão José Castellani foi iniciado em 9 de novembro de 1965, na Lojas Comércio e Ciências, Oriente de São Paulo-SP. Em sua trajetória maçônica, chegou ao Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito, em 1976. Foi fundador de nove Lojas e autor de vários livros relacionados à Ordem. No Grande Oriente de São Paulo, exerceu os cargos de Grande Secretário de Cultura e Relações Públicas. No Poder Legislativo, atuou como Deputado da AFL. No Poder Executivo do Grande Oriente do Brasil, foi Grande Secretário-Geral de Educação e Cultura, Presidente do Conselho Federal de Cultura e Diretor da Minerva Maçônica. Fundou a Associação Brasileira de Imprensa Maçônica e a Academia Maçônica de Artes, Ciências e Letras. Dentre as inúmeras condecorações recebidas, foi detentor de vários títulos, entre esses, a Medalha Montezuma, maior condecoração do Supremo Conselho do Brasil para o REAA. O Ir.'. Castellani partiu para o Oriente Eterno em 21 de novembro de 2004, deixando seu exemplo de dedicação à nossa Sublime Ordem. William Almeida de Carvalho – Obreiro da Loja Equidade & Justiça n° 2336, Grau 33, MPS, QCCC, ex-Diretor da Biblioteca do GOB, ex-Secretário de Educação e Cultura do GODF - GOB; autor de diversos livros e artigos sobre maçonaria (www.freemasons-freemasonry.com/carvalhofr.html), sócio fundador da Loja de Pesquisa do GOB; membro da Scottish Rite Research Society, da Academia Maçônica de Letras do DF, do Brasil e da Paraíba (corres-pondente), da Southern California Research Lodge, da Philalethes Society e da Masonic Library and Museum Association; representante do GOB em Congressos Maçônicos Internacionais em Santiago do Chile e em Edimburgo, na Escócia; mem-bro do Instituto Histórico e Geográfico do DF e da Academia de Letras de Brasília; ex-Secretário de Estado do Distrito Federal; ex-subchefe do Gabinete Civil da Presidência da República; sociólogo e pós-graduado em Administração Pública e doutor em Ciência Política pela Panthéon-Sorbonne; professor da Associação Brasileira de Orçamento Público (ABOP) e conferencista oficial da Asociación Internacional de Presupuesto Público (ASIP).
Assessoria de Comunicação Gr:. Sec:. de Comunicação e Informática / GOB Fonte: http://www.gob.org.br |
sábado, 1 de agosto de 2009
Virtudes Maçônicas
A Maçonaria vem provavelmente do francês “Maçonnerie”, que significa uma construção, feita por um pedreiro, o “maçon”. A Maçonaria terá assim, como objetivo essencial, a construção. A Maçonaria promove a transformação do ser humano e das sociedades em que vive, através da fraternidade, solidariedade e da justiça.
Para ser iniciado deve ter profissão honesta que assegure meios de subsistência, ser ético, ter condições morais e intelectuais, e instrução necessária para compreender os objetivos da Ordem Maçônica. A Maçonaria honra igualmente o trabalho manual e o trabalho intelectual, e crê na existência do G:.A:.D:.U:.. O Maçom deve ser escolhido para ser Iniciado, pelas razões acima descritas, e não por motivos profissionais, familiares ou de amizade, e sim por ser o profano reconhecido Maçom em sua essência, encontrando nele virtudes maçônicas.
Mas o que o busca Maçom? Ele busca o aperfeiçoamento intelectual, o afinamento das faculdades de pensar e de enriquecimento dos conhecimentos adquiridos, para que tenham o domínio do saber necessário, para se comportarem de forma digna em todos os momentos, sejam eles profanos ou maçônicos, pois é mais fácil sucumbir ao vício, que aprimorar a virtude.
A tolerância é das virtudes maçônicas, á mais enfatizada, pois, significa a tendência de admitir modos de pensar, ser, agir e sentir que diferem as pessoas, e nos fazem indivíduos (únicos). Muitas vezes confundimos tolerância com conivência.
A tolerância é a habilidade de conviver, com respeito e liberdade, com valores, conceitos e situações. Conivência é a convivência em que, mesmo não concordando com certos valores, conceitos e situações, deixamos de expressar nosso parecer desfavorável, não refutamos, e não reprovando, estamos tacitamente autorizando, aceitando e gerando cumplicidade. Deus é tolerante com o pecador, mas não com o pecado.
Outra virtude é a Ética, que por definição é um conjunto de princípios e valores que guiam e orientam as relações humanas. É uma espécie de cimento na construção da sociedade. O forte sentimento de fraternidade designa o parentesco de irmão; do amor ao próximo; da harmonia; da boa amizade e da união, de tal forma a prevalecer à harmonia e reinar a paz.
A justiça é a virtude de dar a cada um aquilo que é seu, julgar segundo o direito e a melhor consciência. Para que se possa evitar o despotismo, o arbítrio e manter a liberdade e o direito.
A Maçonaria é uma sociedade que luta pelo Direito, pela liberdade e pela justiça, por isto todo Maçom deve ser um defensor incansável destes valores.
Estamos vivendo uma época em que há uma falta aguda, de um valor fundamental em todo o mundo: A caridade. Ela é o amor que move a vontade à busca afetiva do bem de outro. Ninguém precisa de nada a não ser seu coração para saber o que machuca os outros. Jamais subestime o sofrimento alheio. Seu julgamento poderá lhe falhar, seu conhecimento, sua experiência e sua inteligência poderão ser inúteis diante do mal, que torcerá fatos, palavras e aparências. Até o branco pode parecer preto e o preto parecer branco, decida com caridade e toda essa farsa se dissipará sob o brilho de uma alma integra.
A liderança também uma grande virtude maçônica, é a capacidade de influenciar positivamente as pessoas para que elas atinjam resultados que atendam as necessidades tanto individuais como coletivas e ainda, se responsabilizar pelo desenvolvimento de outros líderes. O líder tem que ser íntegro, confiável, ético, honesto e coerente. Ele deve evitar se acomodar, competir, comprometer e sempre colaborar. Ele é descrito como alguém que tem carisma e qualidades relacionadas para gerar aspirações e mudar pessoas, levando-os a despertarem seus potenciais e perseguir propósitos compartilhados.
A Maçonaria é uma instituição fundamentalmente ética, onde a reflexão filosófica sobre a moralidade, regras, códigos morais que orientam a conduta humana; que tem por objetivo a elaboração de um sistema de valores e o estabelecimento de princípios normativos da conduta humana, impondo ao Maçom um comportamento ético e, exigindo-lhe que mantenha sempre uma postura compatível com um homem de bem.
Pelo acima exposto aprendemos que o Maçom quer conhecimento, evolução, fraternidade, justiça e liberdade. A elevação de Grau é uma simples conseqüência desta incessante busca pelo aperfeiçoamento da pedra bruta e não o objetivo. Estas são apenas algumas virtudes maçônicas a serem lapidadas.
O egoísmo é a fonte de todos os vícios, assim como a fraternidade é a fonte de todas as virtudes, destruir um e desenvolver o outro, esse deve ser o objetivo de todos os Maçons. Sem ação nada pode ser feito.
“Quem é bom, é livre, ainda que seja escravo. Quem é mau, é escravo, ainda que livre”
Santo Agostinho.
Wellington Oliveira, M:.M:.
ARLS Igualdade 119, Grande Oriente Paulista (GOP), Brasil

