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quinta-feira, 18 de março de 2010

Padrinho, Seja Responsável




Na Revista Palavra Maçônica


O maçom que propõe um candidato à iniciação transforma-se em Padrinho desse candidato que, logo após iniciado, assume a condição de seu mestre. É bom saber que para a apresentação de um candidato por meio de uma proposta colocada na bolsa das premiações ou bolsa de propostas e informações, o proponente deve possuir o grau de mestre Maçom. A decisão de apresentar um candidato deve ser bem avaliada e estudada e ter do candidato pleno conhecimento de seu viver, pois a iniciação fará com que esse candidato passe a fazer parte da nossa família, a família Maçônica. A responsabilidade do proponente é moral, sua leviandade poderá pôr em risco todo o grupo, não só a loja, mas como também a própria ordem.

Para o bem geral de todos, você, proponente, deve avaliar bem o seu Candidato e imagina-lo, olhando do Ocidente, como seu Venerável Mestre, Venerável de sua Loja, dirigindo os trabalhos e tomando decisões, e imaginar se ele tem condições reais para isso. Por outro lado, as sindicâncias feitas devem ser rigorosas e só submetidas à aprovação quando realmente o sindicato o resultar plenamente apto para ingressar no grupo. Não ficando o proponente aborrecido, chateado ou melindrado, caso seu Candidato não seja aprovado na Sindicância. Às vezes é melhor a loja explicar a um Irmão sobre as reais condições de um Candidato, do que este trazer problemas sérios com insatisfação para todo o Grupo.

Todo discípulo tem seu mestre; o padrinho passa a ser o mestre “particular” do neófito e esse, por sua vez, deverá seguir os seus ensinamentos até que atinja o mestrado e possa propor profanos e assim tomar o lugar de quem lhe foi mestre, numa cadeia sucessiva e ordeira. Dessa forma, o quadro da loja amplia-se e constitui o núcleo da ordem com solidez. O afilhado Maçom deve empenhar-se ao máximo para que seu mestre o oriente, deve ser ativo e colocar sempre as suas dúvidas para que sejam esclarecidas e resolvidas. É também condição exigida para que um profano ingresse na maçonaria por intermédio da iniciação. Não basta o candidato ser politicamente livre, não basta ter um comportamento moral comum, a Maçonaria proclama que a sua filosofia tem base na tradição, nos usos e nos costumes. Portanto, costumes não é mero comportamento ou moral de conduta, mas sim um universo de práticas do bem que conduzem o ser humano a uma vida espiritual e moral bem definida, no qual o candidato deve comparecer à iniciação com uma disposição quase inata de amar a seu futuro irmão como a si próprio.

Isso exige um comportamento para com seu próprio corpo, para com sua própria alma e para com seu espírito. Ser livre e de bons costumes constitui uma exigência de muito maior profundidade do que parece a primeira vista. Seria muito cômodo aceitar um candidato que politicamente é livre, pois não há escravidão no mundo, ou que, penalmente, não se encontre preso, cumprindo alguma pena.

A liberdade exigida é ampla, sem compromissos que inibam o cumprimento das obrigações maçônicas, sem restrições mentais. Todo Maçom, mesmo antigo na ordem, tem o dever de se manter livre e de bons costumes, aprendizes, companheiros, padrinhos, afilhados, mestres, mestres instalados, Grão-Mestre, enfim, todo maçom tem essa responsabilidade. E o padrinho deve passar ao afilhado toda segurança, perseverança e fé, para que o mesmo consiga desbastar a sua pedra bruta para o aperfeiçoamento humano, e erguer em seu íntimo o seu templo para a morada do Grande Arquiteto do Universo.

Lembre-se sempre de imaginar o seu Candidato dirigindo sua Loja, que você com tanto carinho e dedicação a mantém, e não vai querer de forma nenhuma que ela seja mal dirigida ou mal administrada.n

Naur Soares de Araújo, M.•.M.•.
Obreiro da ARLS. Independência N°119 - Or.•. São Paulo

O Maçom e a Política



No Blog Irmão A Partir Pedra


O sexto Landmark (princípio fundamental) da Maçonaria Regular prescreve:

A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa. Ela é ainda um centro permanente de união fraterna, onde reinam a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros.

No texto que, neste blogue, dediquei ao sexto Landmark, escrevi:

Por isso, em Loja não se discute Política nem Religião. Esta, porque sendo do foro íntimo da cada um, não faz sentido discuti-la. Aquela, porque sendo susceptível de grandes paixões poderia cavar insanáveis conflitos entre Irmãos. Ademais, reconhecendo cada maçon no seu Irmão um homem livre e de bons costumes, grave atentado a essa liberdade seria não lhe reconhecer o direito à sua crença religiosa e ao seu entendimento político. Não quer isto dizer que um maçon não possa ou não deva afirmar a sua convicção religiosa ou a sua posição política. Pode este, pode aquele, pode aqueloutro, podem todos. Mas, isto feito, mais além não se vai. Cada um crê no que crê, pensa como pensa, ponto final! Não há lugar para discussões sobre se esta crença é melhor do que aquela ou se aquele entendimento político é mais ou menos adequado do que aqueloutro.

A controvérsia ou discussão política está, assim, completamente banida em Loja, na Maçonaria Regular.

Este princípio implica um corolário, a que se chega por duas vias: a Maçonaria Regular não toma posições políticas.

Não o faz, porque (1), uma vez que não existe discussão política em Loja e, dado que as deliberações dos maçons são tomadas em Loja, não há como tomar posição política que resulte de deliberação validamente tomada; e porque (2), uma vez que a tomada de uma posição política implica escolha - em favor de algo, em detrimento de algo -, a instituição maçónica não toma posição, pois, com toda a probabilidade, iria fazê-lo em concordância com alguns dos seus membros, mas, por outro lado, afirmando discordância em relação a outros. E a Maçonaria Regular não privilegia nenhum dos seus elementos, nenhuma das ideias livres de homens livres. Não se trata sequer de determinar maiorias e de agir segundo as maiorias verificadas. Em matéria de ideias, tão legítimas e respeitáveis são as ideias maioritárias como as minoritárias. Afirmar uma posição institucional em detrimento do livre entendimento de um elemento que seja seria desrespeitar esse entendimento. A instituição é de todos, o espaço onde todos cooperam para que cada um se aperfeiçoe e evolua. Não pode pois privilegiar uns - ainda que porventura a maioria - em detrimento de outros ou de apenas um que seja.

A Maçonaria Regular, enquanto instituição, não toma, pois, posições políticas. A Maçonaria Regular não é monárquica nem republicana. A Maçonaria Regular não é politicamente conservadora, nem liberal, nem social-democrata, nem progressista, não prossegue nem defende nenhum "ismo". A Maçonaria Regular integra homens bons, que procuram ser melhores, sejam monárquicos ou republicanos, conservadores ou progressistas, liberais ou sociais-democratas, seja qual for o "ismo" que prefiram.

Por seu turno, cada maçom tem as convicções políticas que entende ter, toma e divulga (ou não...) as posições políticas que lhe aprouver, declara (ou não...) as escolhas políticas que julga adequado declarar, quando se lhe afigura oportuno, nos locais em que pretenda e possa fazê-lo.

Cada maçom é, em suma, um homem livre, que assume e aceita e com naturalidade pratica que há um espaço - a Loja - em que convive e coopera com outros homens livres, que podem ter ideias diversas das suas, sem que tal cause quaisquer dificuldades de relacionamento. E assim a diversidade é, não causa de conflito, mas catalisador de riqueza e abertura de espírito, de constante e leal interação das ideias de todos com todos, cada um testando e avaliando a validade das suas, a força das suas convicções, cada um evoluindo em função da sadia análise das ideias e convicções dos outros.

Fora do espaço da Loja, cada um é livre de assumir as posições políticas que entenda, como entenda, quando entenda.

Por isso, e em suma, não há posições políticas da Maçonaria Regular, mas cada maçom regular é livre de tomar e assumir e divulgar as posições e convicções e escolhas políticas que muito bem entenda. Que serão sempre suas e só suas e só a ele vinculam.

Rui Bandeira

Minuto Maçônico

A ABÓBADA DE AÇO

1º - Cerimonial usado quando se tributam honra a um Irmão Maçom, a visitantes e autoridades. 
2º - Consiste em cruzar as pontas das espadas, formando os Irmãos que as seguram duas ou quatro fileiras para que passem por baixo as pessoas a quem é dispensada esta honra maçônica, enquanto batem os malhetes. 
3º - Trata-se de uma particularidade do REAA, Segundo Alec Mellor: "Este uso não é de origem maçônica". Foi introduzido no século XVIII à imitação do cerimonial de certas Ordens de cavalaria nobres. 
4º - As Grandes constituições escocesas de 1763, de Frederico II, já citam a formação de abóbada de aço. 
5º - A “abóbada de aço” tem um simbolismo eloqüente. Por ela, os Maçons indicam que põem a sua força a serviço de quem honram com este cerimonial e o teto formado pelas espadas cruzadas simboliza a proteção oferecida.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

segunda-feira, 15 de março de 2010

COMUNICADO


C O M U N I C A D O

Cumprindo determinação do nosso Venerável Mestre, Irm. AMARILDO ANDRÉ DE ARAÚJO, comunicamos a todos os IIIrm. Obreiros do Quadro, a transferência de nossa Sessão Ritualística da próxima quinta-feira dia 18/03/10 para o dia 25/03/10, em função da impossibilidade de haver Loja na segunda quinta-feira deste mês conforme programado anteriormente, mantendo-se o horário de início e o local da Sessão.


Fraternalmente,



JOSÉ RIBAMAR SILVA LIMA
Secretário

O Esquadro




Na Revista Palavra Maçônica

A ferramenta de trabalho, indiscutivelmente, mais importante de um maçom é o ESQUADRO, e por isso foi adotado como emblema oficial do VENERÁVEL da Loja, como dirigente das atividades da Oficina. É um TAU (a letra “T” do alfabeto cretense) invertido, que nada mais é do que dois esquadros encostados, colocado três vezes sobre o avental do mestre – em substituição às rosetas, é o emblema de um EX-VENERÁVEL, pomposamente chamado de “PAST-MESTRE” entre nós.

O esquadro tem a forma exata da letra GAMA do alfabeto grego, já usado pelos fenícios quando era o símbolo da divindade. Naquele tempo, ainda tinha um ângulo ligeiramente obtuso. Com o ângulo reto, portanto como verdadeiro ESQUADRO, era usado na Babilônia antiga, para simbolizar NABU, o Deus que criara o mundo.

No Egito, o esquadro era o símbolo da JUSTIÇA, e por isto “divindade”. Julgando os mortos, a justiça era apresentada sentada sobre dois esquadros; implementos não aparecem em reproduções da mesma “divindade” em atividades normais. Ninguém seria aprovado neste julgamento se não tivesse vivido dentro da moral e com retidão, tornando-se então o ESQUADRO o símbolo da “MORAL E DA RETIDÃO”.

Na velha China, por sua vez, o esquadro era um símbolo sagrado, indispensável para a formação de um cubo perfeito, pois quatro esquadros formam um quadrado e 15, um cubo. Quatro esquadros também formavam a Cruz da Swastica, na antiga China o símbolo da VIDA. Desde os tempos imemoriais, a Cruz da Swastica, como a “RODA DA VIDA” às vezes desenhada com as bases externas dos esquadros arredondados, era o símbolo da própria vida em quase todos os povos orientais. Muito antes de Hitler, era até o mundialmente conhecido emblema comercial da Companhia Petrolífera ANGLO-SHELL, que na década de 30, justamente para não ser taxada de propagandista do regime totalitário hitlerista, o substituiu pelo atual símbolo da CONCHA.

Era o esquadro a ferramenta de trabalho essencial dos antigos maçons OPERATIVOS da Idade Média, os construtores de Catedrais, Castelos, Fortalezas, Pontes e outras obras de arte. Nestas condições não é de se admirar que a Maçonaria, ao converter-se em ESPECULATIVA no século XVII, adotasse esse mesmo esquadro como símbolo máximo, e juntamente com a BÍBLIA, o nosso Livro da Lei Moral, e o Compasso, o incluísse entre as 3 GRANDES LUZES, obrigatoriamente presentes no altar de toda e qualquer Loja Maçônica LEGÍTIMA E REGULAR do Mundo.

Entre as três Grandes Luzes, o ESQUADRO ocupa o 2° lugar em importância (1° é o Livro da Lei e o 3°, o Compasso) e , relendo todos os rituais, a ele se faz referência nas circunstâncias mais diversas. Mas de uma forma ou outra, sempre como o símbolo da JUSTIÇA, da RETIDÃO de comportamento e do espírito de MORAL – virtudes que devem regrar a nossa vida, lastimavelmente hoje tão esquecidas e vilipendiadas pelos maçons, em eternas DISSIDÊNCIAS TOLAS e que só provam a falta de maturidade maçônica.

Mas a quem cabe a culpa deste estado de coisas? Simplesmente a nós mesmos, que não aprendemos a aplicar o ESQUADRO, ou seja, a retidão das nossas ações em nossa convivência com o ideal maçônico. Sinal esse de que a tão falada “PEDRA POLIDA” que deveríamos ter produzido, continua “bruta” e imperfeita, não se encaixando no templo da Fraternidade que todos nós juramos construir ao sermos iniciados.

Portanto, IIr.•., vamos usar o ESQUADRO em nosso comportamento no mundo maçônico para servirmos de exemplo ao mundo profano, que julga a maçonaria pelos seus atos como coletivo, e pelo comportamento individual dos seus componentes.n

Colaboração do Ir.•. José Gabriel de Freitas Mattos que há mais de 30 (trinta) anos trocava correspondência com Ir.•. KÜRT PROBER do Rio de Janeiro, enviando-lhe o Jornal “O FRATERNO” (hoje em novo estilo) que fundou em dezembro de 1976 na “Fraternidade Paulista – Oriente de BARRETOS”, e foi seu Redator, com o Jornal “O BIGORNA” de autoria e lavra do poderoso Ir.•. KÜRT PROBER.

Fonte: O APRENDIZ – Fevereiro de 1982 – página 11

O Verdadeiro Segredo Maçônico


No Blog Irmão O Blog do Bode, sob o título acima



O verdadeiro Segredo Maçônico...
É um segredo de vida
e não de ritual
e do que se lhe relaciona.
Os Graus Maçônicos comunicam àqueles que os recebem,
sabendo como recebe-los,
um certo espírito,
uma certa aceleração da vida
do entendimento
e da intuição,
que atua como uma espécie
de chave mágica dos próprios símbolos,
e dos símbolos
e rituais não maçônicos,
e da própria vida.
É um espírito,
um sopro posto na Alma,
e, por conseguinte,
pela sua natureza,

...incomunicável.

Fernando Pessoa (1888-1935), nascido Fernando António Nogueira Pessoa, foi Maçom em Lisboa, sua cidade natal. É tido como um dos maiores poetas que a língua portuguesa produziu, sendo seu valor equiparável ao de Camões.

Caminhada Vitoriosa




A passagem, no dia 8 deste mês, do Dia Internacional da Mulher, proporcionou a todos uma reflexão sobre as mudanças que tem ocorrido no mundo durante os últimos cem anos em favor do gênero feminino, no que respeita aos direitos e às oportunidades das mulheres de assumirem a direção da sociedade em igualdade de condições com os homens.

Nos dias de hoje, não se tem dúvidas sobre a aptidão das mulheres para tratar e administrar os mais complexos problemas da vida em sociedade, isto é, na sociedade democrática, já que a existência de rainhas e líderes femininas, inclusive combatentes, em tempos antigos, faz parte da história e da cultura humana.

Podemos observar atualmente que muitas mulheres tem marcado, nos cinco continentes, qual estrelas fulgurantes, a história de seus paises, como chefes de Estado ou de Governo. Neste ano de 2010, espera-se que pelo menos duas mulheres brasileiras, ambas de espírito reconhecidamente lutador, estarão disputando o posto máximo da democracia brasileira - a Presidência da República.

A Maçonaria instituição progressista, como reza a Constituição do Grande Oriente do Brasil, saúda a marcha ascensional das mulheres em nosso País em busca de uma completa igualdade de condições para assumir obrigações perante o Estado, certa de que uma sociedade melhor está sendo gestada nesse processo.

O apoio da mulher à Maçonaria, a participação da mulher na comunidade maçônica, especialmente através das Fraternidades Femininas Cruzeiro do Sul, conduzidas com sabedoria por nossas abnegadas cunhadas, certamente tem sido motivo de que novas idéias, novas luzes estejam sempre a inspirar o trabalho dos maçons.

Os Maçons tem uma dívida de gratidão para com as mulheres e com elas compactuam a responsabilidade de atuação no mundo e aspiram a que a completa igualdade de oportunidades entre os gêneros, em todos os setores sociais, nos conduza a novos patamares de prosperidade e de felicidade para espécie humana.

Brasília, 12.03.2010

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral


Fonte: www.gob.org.br

Minuto Maçônico


ABÓBADA CELESTE

1º - Denomina-se assim o espaço infinito no qual se movem todos os corpos celestes, no espaço diáfano que rodeia a Terra e ao qual é dado o nome de céu, de abóbada celeste ou estrelada. 
2º - É o que, na realidade, representa o teto das Lojas simbólicas maçônicas, emblema de sua universalidade. A expressão “da terra ao céu” é bem conhecida dos Maçons e indica uma de suas medidas. 
3º - O teto do Templo maçônico, em forma de abóbada, representa o céu à noite, com uma multidão de estrelas visíveis, constelações, o Sol, a Lua e planetas. 
4º - A Maçonaria não tem exclusividade em abóbadas estreladas; os templos da antigüidade, como as igrejas medievais tinham também esta decoração. 
5º - A contemplação do céu estrelado dá ao homem uma grande quietude e notável serenidade de espírito; e incita não ao devaneio, mas à meditação.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

sexta-feira, 12 de março de 2010

DE PÉ E À ORDEM



A Maçonaria é uma instituição admirável. Pelos seus princípios, pela sua história e pela sua razão de ser.

Dentre os princípios que lhe asseguram a existência, destacam-se como fundamentais o culto permanente à virtude e o combate sem trégua a toda sorte de vícios.

Do ponto de vista de sua história, pode-se afirmar que nenhuma nação do planeta pode se jactar de não lhe dever a consolidação de suas conquistas, sobretudo no que respeita à defesa de seus direitos fundamentais, sobremaneira a liberdade.

A luta permanente em defesa da fraternidade universal e o combate sem trégua a todas as ideologias e ações que atentem contra a dignidade do homem e à ética nas relações de convivência, dentre outras, justificam, cabalmente, sua razão de ser.

É dever fundamental de todos aqueles que por meio da Iniciação penetram, ainda que superficialmente, nos mistérios da Maçonaria, conhecer e interpretar seus símbolos e alegorias. Não se pode entender que o Maçom não saiba o significado da ritualística que pratica e da liturgia dos diversos atos maçônicos.

Se o Maçom não sabe o significado real de sua Iniciação e o que significam os símbolos que ornamentam o interior de uma Loja Maçônica; jamais poderá fazer progresso na Sublime Ordem e o que é pior inapelavelmente, por não saber o que está fazendo na Maçonaria, seu desinteresse e sua inércia só concorrerão para a fragilização da Instituição.

A obediência cega, sem curiosidade aos comandos daqueles que dirigem as Lojas, é perniciosa e inglória. Não se trata aqui de aplaudir o velho chavão sem lógica, mas usado com freqüência, de que FULANO ENTROU NA MAÇONARIA, MAS A MAÇONARIA NÃO ENTROU NELE. Não é isso, quem entra para a Maçonaria tem que conhecê-la para poder amá-la e contribuir para o fortalecimento de sua existência. Quem entra para Maçonaria tem que honrar os sagrados juramentos que faz e os compromissos a que se submete. Quem entra para a Maçonaria tem que tomar posse de seus postulados, estes sim devem penetrar no território de seus conhecimentos.

A Maçonaria, já se prega com freqüência, não é mais aquela sociedade secreta que, pelos segredos de suas ações despertou intrigas, inveja, perseguição dos déspotas e até a condenação da Igreja Católica Apostólica Romana.

O que ainda se consegue, de algum modo preservar, a despeito das atitudes estúpidas dos boquirrotos que conseguiram ludibriar nossa vigilância e iniciaram na sublime Instituição, é a forma de comunicação entre os Maçons.

De igual modo, apesar da devassa da Internet, o ritual e o desenrolar das sessões ainda estão, de algum modo, preservados.

A Maçonaria, segundo palavras do saudoso Irmão Octacílio Schuller Sobrinho, é uma Escola de Conhecimento.

Os conhecimentos adquiridos conduzem o Maçom à senda da Perfeição, da Justiça, da Moral e dos Bons Costumes; se praticados dentro de um Templo interior, que denominamos de Cátedra Maçônica, que em nossa interpretação é o Templo Sagrado onde o Irmão eleva-se espiritualmente, em presença do Ser Onisciente e Onipotente, e isso é o que difere de uma cátedra comum no mundo profano.

O que significa estar o Maçom DE PÉ E À ORDEM? Qual a definição da expressão DE PÉ E À ORDEM?

Significa o Irmão de forma digna, séria, elegante, com o corpo ereto, erguido verticalmente, estando de pé ou sentado no interior de um Templo Maçônico;

Significa que, estando o Maçom em Loja “de pé e à ordem” ele estará fazendo o sinal do grau em que a Oficina da Arte Real está funcionando; de forma absolutamente correta.

Que o Irmão ao dizer-se “de pé e à ordem” para outro irmão, seu Grão-Mestre, Grão-Mestre Adjunto, Venerável Mestre, 1º Vigilante, 2º Vigilante, etc. ele está dizendo que está pronto para receber e cumprir ordens e, principalmente,

Que o Maçom diz-se DE PÉ E À ORDEM por estar cônscio de suas obrigações para com a Sublime Ordem, a Família, a Pátria e a Humanidade.

DE PÉ E À ORDEM o Maçom é elegante, ou seja, é aquele que demonstra interesse por assuntos que desconhece; quem cumpre o que promete; quem retribui carinho e, primordialmente, solidariedade; é muito elegante não falar de dinheiro nos bate-papos informais. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância!

O primeiro ensinamento que nos passam na Iniciação diz respeito ao sinal de ordem, cuja interpretação tem conexão com o juramento que prestamos. Aprende-se também, no mesmo momento, que o dito sinal não se faz quando se estiver sentado e nem quando nos movimentamos em Loja. Ensina-se na mesma ocasião que o sinal de ordem deve ser usado quando de pé, sempre de pé, quando se pede a palavra ou se está entre colunas.

E quando aquele que preside a sessão (Grão Mestre, Venerável Mestre, etc.), determina, às vezes tem o som do autoritarismo, até porque alguns ao invés de pronunciarem DE PÉ E À ORDEM pronunciam, erradamente, DE PÉ É A ORDEM.

Mas por que de pé? Porque sem dúvida alguma em todos os costumes conhecidos o gesto de FICAR DE PÉ, expressa RESPEITO, REVERÊNCIA, CONSIDERAÇÃO e em alguns casos quer significar FORTE HOMENAGEM. É o caso, por exemplo, quando se aplaude de pé alguém que pronunciou um belo discurso, ou que adentra a um determinado recinto...

DE PÉ E À ORDEM, sem embargo de melhor entendimento, para mim significa que estamos aguardando ordem, à disposição, tanto individual quanto coletivamente. Pronto para receber e procurar cumprir as ordens emanadas de quem pode dar.

Pode, ainda, expressar um gesto de humildade, dado que, a humildade é uma das muitas virtudes cultuadas pelos Maçons e pela Maçonaria.

Finalmente, toda organização se rege por normas, por regras que se destinam a assegurar a hierarquia e a disciplina.

DE PÉ E À ORDEM é mais do que uma mera passagem ritualística; é um ato que homenageia a LITURGIA MAÇÔNICA.

Faz lembrar que nas missas, em alguns momentos fica-se de pé, em outros de joelho, tudo para obedecer à liturgia.

Faz lembrar também que, em algumas solenidades, fica-se de pé, quando certa autoridade chega; fica-se de pé, quando se executam ou se cantam os hinos oficiais.

Nos nossos Templos Maçônicos, quando neles adentram certas autoridades, fica-se de pé, ainda que para isso seja necessária a ordem do dirigente.


Irm.'. Osvaldo Pereira Rocha, Or.'. de São Luís/MA.


Fonte: www.osvaldopereirarocha.com.br

Minuto Maçônico

ROMÃ

1º - Emblema que coroam as colunas J e B dos Templos e cujos grãos simbolizam a prosperidade e solidariedade entre todos os Maçons. Em certos Templos elas são substituídas pelos globos celeste e terrestre. 
2º - Em todos os tempos, a romã foi um símbolo de fecundidade, de abundância e de vida. Um símbolo da potência produtiva da Natureza e uma representação do órgão feminino da geração. 
3º - Na Maçonaria, ela representa as raças humanas e a fecundidade da natureza e também a Família maçônica. 
4º - Esta planta aromática, simbólica e fúnebre era empregada, na antiguidade, nas cerimônias religiosas e particularmente nas fúnebres, por acreditar-se que o seu aroma conservava o corpo dos finados, e suas folhas sempre verdes, pareciam ser o penhor da imortalidade. 
5º - Em Maçonaria, os grãos da Romã, reunidos em uma polpa transparente, simbolizam os Maçons unidos entre si por um ideal comum.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br