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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Círio de Nazaré: Culinária

O Círio de Nazaré é conhecido como o "Natal dos Paraenses". No segundo domingo de outubro, as famílias se reúnem e fazem uma grande confraternização no tradicional almoço do Círio. À mesa, não podem faltar pratos típicos, como o pato no tucupi e a maniçoba.
Ressalte-se que, a cozinha paraense é a mais brasileira e genuína, não possui influências europeias ou africanas. Os elementos encontrados na região, formam a base de seus pratos, o que deixa os gourmets maravilhados pela alquimia utilizada na produção destes pratos exóticos. Os nomes dos pratos são tão exóticos quanto seu sabor, já que são de origem indígena.


O mais famoso dos pratos paraenses é o pato no tucupi. É facilmente encontrado nos cardápios de restaurantes regionais em Belém, e servido durante a festa do Círio de Nazaré. Inspirado na tradição indígena, o pato no tucupi segue um ritual minucioso de preparação. Tudo começa com o preparo do tucupi. Depois de ralada e descascada, a mandioca é depositada num instrumento cilíndrico chamado tipiti, que fica pendurado para que todo o líquido escorra. O líquido precisa ficar em repouso por cerca de 24 horas. A parte mais pesada da solução fica no fundo da panela e o “soro" amarelado que fica em cima, depois de fervido, vira o famoso tucupi. Os outros ingredientes são o jambu e, claro, o pato.

   

 Ingredientes

  • 2 patos médios (+ ou – 3 kg cada)
  • 6 litros de tucupi
  • 6 maços de jambu
  • 1 maço de alfavaca
  • 1 maço de chicória
  • 7 cabeças de alho
  • 21 pimentas de cheiro
  • Sal a gosto
  • 5 limões
  • 1/2 litro de vinagre de vinho branco ou vinho branco

    Modo de Preparo

Lavar os patos em água corrente. Em um recipiente preparar a “vinha d’alho” com o suco dos limões, 3 cabeças de alho socadas, o vinagre de vinho branco, 1 pimenta de cheiro, sal e água a gosto.

Temperar os patos na “vinha d’alho” e deixar descansar de um dia para o outro na geladeira. Assar os patos em forno médio por aproximadamente 90 minutos. Em uma panela colocar para ferver o tucupi com 3 pimentas de cheiro, 2 cabeças de alho, alfavaca, chicória e sal a gosto.

Após os patos esfriarem, cortá-los em pedaços. Em uma panela colocar 2 litros do tucupi já temperado e ferver os patos em pedaços, até ficarem bem macios. Desossar e tirar a pele dos patos já macios.

    Modo de Preparo do Jambu

Catar o jambu, separando as folhas com os talos mais tenros. Lavar em água corrente. Em panela com água fervente e sal a gosto escaldar levemente o jambu. Escorrer e reservar.

    Modo de Servir

Em um alguidar de barro colocar os pedaços de pato e cobri-los com o jambu e o restante do tucupi que não foi usado para amaciar os patos. O molho de pimenta de cheiro: as pimentas que restarem devem ser amassadas com sal a gosto e um dente de alho socado, completando com um pouco de tucupi quente. O pato no tucupi é servido com arroz branco, farinha d’água de mandioca e molho de pimenta. Normalmente usa-se prato fundo e colher de sopa.


O preparo dessas iguarias requer cuidados especiais. A maniçoba, por exemplo, é feita a partir da maniva (folha extraída da mandioca) moída e deve passar cerca de sete dias no fogo, antes de estar pronta para comer. É que essa folha possui o ácido cianídrico, que pode levar à morte por intoxicação, se ingerido in natura. Depois de cozida, ela é temperada com ingredientes semelhantes aos de uma feijoada completa.


Ingredientes

  • 2 paneiros com maniva (folhas de mandioca)
  • 2 quilos de toucinho branco
  • 2 quilos de toucinho defumado
  • 2 quilos de pé de porco salgado
  • 2 quilos de orelha de porco salgada
  • 2 quilos de língua de porco salgada
  • 2 quilos de rabo de porco salgado
  • 2 quilos de lombo de porco salgado
  • 2 quilos de costela de porco salgada
  • 1,5 quilo de paio
  • 1,5 quilo de chouriço
  • 1,5 quilo de lingüiça de porco
  • 4 quilos de bucho de boi
  • 4 quilos de charque

Modo de preparo

Pique as folhas de mandioca (maniva) sem os talos e moa muito bem em uma máquina de moer carne, até dar 6 quilos.

Num panelão com bastante água, leve a maniva moída ao fogo brando e deixe ferver durante 72 horas. Mexa de vez em quando, dando pelo menos três boas mexidas por período: manhã, tarde e noite. Isto é feito para que as folhas não grudem na panela. Coloque sempre água, pois a massa não pode ficar seca. Quando for dormir, complete a água de novo e deixe o fogo mais o baixo possível.

Passadas as 72 horas, acrescente o toucinho branco (sem cortar) e o toucinho defumado (também inteiro). Deixe ferver por mais 24 horas, sempre em fogo brando, completando a água e dando, no mínimo, três boas mexidas por período.

Com a maniva continuando a ferver na tarde do quarto dia, à parte, ponha as carnes salgadas e o charque de molho para tirar o excesso de sal. Ficam de fora apenas o paio, o chouriço, a lingüiça e o bucho de boi.

No quinto dia, corte em pedaços do tamanho de servir o bucho de boi e escalde muito bem para tirar todo o cheiro. Corte também em tamanho de servir as carnes salgadas, lave bem e afervente. Junte tudo e ponha no panelão em que a maniva continua fervendo por mais 48 horas, desligando o fogo quando for dormir.

No sexto dia, corte em rodelas o paio, o chouriço e a lingüiça e ponha para ferver.

No sétimo dia, a maniçoba já esta pronta e fica como se fosse uma feijoada.

A cor da maniva, que no inicio do cozimento é verde bem vivo, vai se transformando até ficar um verde muito escuro, quase preto.

Sirva com arroz branco, farinha d’água de mandioca e uma pimenta de cheiro.

Rendimento: 35 pessoas

Observação: Por levar 7 dias de preparo, a receita costuma ser feita em grandes porções.

Fonte: www.ciriodenazare.com.br
             www.brasilsabor.com.br

Transladação


Na noite do segundo sábado de outubro, a Berlinda com a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré é conduzida por milhares de romeiros, em procissão, do Colégio Gentil Bittencourt até a Catedral da Sé.
A foto é do Lápis de Memória.

Minuto Maçônico

EXPEDIENTE

1º - Irmão Secretário tem algum expediente para ser lido? 
2º - Sim Ven. Mestre, carta do G.'.A.'.D.'.U.'., diz o seguinte: 
3º - Eu não resolvo problema de ninguém, limito-me a dar todas as ferramentas necessárias e meios para resolverem. 
4º - Já disponibilizei todos os caminhos para alcançarem a paz e felicidade, dei a todos, os dons requeridos para isso. 
5º - "Eu Sou" o espírito que pulsa dentro do vosso coração. Em toda parte estou e também em todos os corações Eu pulso.

  
Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Oração ao Grande Arquiteto do Universo



Grande Arquiteto do Universo que me permitiste que como Maçom, vislumbrasse um pálido clarão da tua Luz ao ingressar nos "Mistérios", ajuda-me, pois, a iluminar os caminhos que abristes para mim, para aqueles que agora acompanho e para outros, que talvez um dia me seguirão. Que eu possa refletir, sobre o golpe do teu malhete e o perfeito desbaste do teu cinzel, para que toda a minha individualidade reflita sem equívocos a Vossa vontade. Fizeste-me Maçom, por isso "morri" e despertando "renasci", então me ensina a aceitar a crítica, para que através de mim, todos entendam e aceitem que a humildade é uma das tuas essências.

Instrui-me nas virtudes da Paciência, da Tolerância, da Alegria e da caridade, permitindo-me aceitar os outros como são, mesmo que isso me pareça à tarefa mais árdua, a viagem mais penosa ou a taça mais amarga da longa jornada da vida.

Conceda-me a sabedoria de Salomão e a paciência de Jó, para que a minha palavra seja sempre proferida para bem da Humanidade. Sou uma pedra bruta, bem o sei, mas não inanimada, por isso rogo que me permita cinzelar minhas arestas e assentar-me na construção do templo Universal, em cujas colunas, tantos lutam contra a injustiça e a opressão. Amplia o meu conhecimento, reforça a minha fé e a minha coragem, renova a convicção dos meus ideais e alimenta o meu corpo de fé, mostrando-me o Vosso insondável caminho. Concede-me a graça de te descortinar em tudo e em todos, pois só assim poderei ser justo e perfeito, para que no dia em que me apresentar perante ti, quando for chegado o momento de minha Iniciação no Oriente Eterno, minhas mãos estejam calejadas do trabalho efetuado por amor a Vós e em Vosso nome. Permita que antes de cruzar as Colunas em direção ao Oriente Eterno, eu possa vislumbrar a Vossa Luz Divina e me orgulhe de todos os passos e atos passados. Que a pedra bruta, já lapidada e desbastada, graças a Vós, consiga atingir a perfeição no seu tempo interior e que seja mais uma a firmar as bases cada vez mais sólidas do Vosso Templo Universal.

Colaboração: ILDEFONSO MAGALHÃES IR.’.  SP


Fonte: www.joaoracy.com.br

Círio de Nazaré: Ícones


Hinos e Orações

“Vós Sois o Lírio Mimoso” é considerado o hino oficial do Círio de Nazaré. Composto em 1909 pelo poeta maranhense Euclides Farias, posteriormente, foi acrescido de um estribilho – escrito pelo advogado Aldebaro Klautau - que cita o nome da Senhora de Nazaré. 

   O hino "Virgem de Nazaré" é, originalmente, um poema de autoria da poetisa paraense Ermelinda de Almeida, que por volta dos anos 60 foi musicado pelo Pe. Vitalino Vari. 

   "Maria de Nazaré" tem letra e música do sacerdote mineiro Pe. José Fernandes de Oliveira (Pe. Zezinho) e foi composto em 1975. 

   "Nossa Senhora da Berlinda", tem letra e música do Pe. Antônio Maria Borges e foi composto em 1987. 


Hinos 
VÓS SOIS O LÍRIO MIMOSO 
Vós sois o lírio mimoso
do mais suave perfume
que ao lado do santo esposo
a castidade resume. 

Refrão: 
Ó Virgem Mãe amorosa fonte de amor e de fé
dai-nos a benção bondosa, Senhora de Nazaré (2x). 

De vossos olhos o pranto
é como a gota de orvalho, que dá beleza e encanto
a flor pendente do galho.

Se em vossos lábios divinos
um doce riso desponta, nos esplendores dos hinos
noss'alma ao céu se remonta. 

Vós sois a flor da inocência
que nossa vida embalsama, com suavíssima essência
que sobre nós se derrama.

Quando na vida sofremos
a mais atroz amargura, de vossas mãos recebemos
a confortável doçura. 

Vós sois a ridente aurora
de divinais esplendores, que a luz da fé avigora
nas almas dos pecadores. 

Sede bendita, Senhora
farol da eterna bonança, nos altos céus onde mora
a luz da nossa esperança. 

E lá da celeste altura
do vosso trono de luz
dai-nos a paz e ventura
por vosso amado Jesus.


VIRGEM DE NAZARÉ
Virgem de Nazaré, Mãe de concórdia / derrama sobre nós misericórdia!

Refrão: 
Virgem de Nazaré, luz que nos guia, / Ave Maria!, Ave Mari i a!

Virgem de Nazaré, Mãe carinhosa / oscula nossa fronte, generosa!
Virgem de Nazaré, graça e poder / livra o mundo do sofrer!
Virgem de Nazaré, força e esperança / alcança-nos de Deus: paz e bonança!


MARIA DE NAZARÉ
Maria de Nazaré, Maria me cativou
Fez mais forte a minha fé 
E por filho me adotou
As vezes eu paro e fico a pensar
E sem perceber, me vejo a rezar
E meu coração se põe a cantar
Pra Vigem de Nazaré
Menina que Deus amou e escolheu
Pra mãe de Jesus, o Filho de Deus
Maria que o povo inteiro elegeu
Senhora e Mãe do Céu

Refrão: 
Ave - Maria (3X), Mãe de Jesus!

Maria que eu quero bem, Maria do puro amor
Igual a você, ninguém
Mãe pura do meu Senhor
Em cada mulher que a terra criou
Um traço de Deus Maria deixou
Um sonho de Mãe Maria plantou
Pro mundo encontrar a paz
Maria que fez o Cristo falar
Maria que fez Jesus caminhar
Maria que só viveu pra seu Deus
Maria do povo meu


NOSSA SENHORA DA BERLINDA
Porque eu tenho esperança e muita fé
Porque eu quero ter amor bem mais ainda
Porque te amo, Senhora de Nazaré
Quero puxar a corda da berlinda

Refrão:
Ave, ave ó Senhora da Berlinda
Ave Maria este é meu grito de fé
Ave, ave, Deus te fez a flor mais linda
Ave, ave Maria, Senhora de Nazaré

A tua corda, me enlaça nesta hora
Me prende a Deus de corpo, alma e coração
Assim é doce ser escravo teu
Senhora servindo a Deus
Em cada homem meu irmão

Em Nazaré eras escrava do Senhor
Porém ninguém viveu maior libertação
Cordas de Deus te amarraram por amor
Foi a graça que prendeu teu coração

Puxar a corda da berlinda é para mim
O compromisso de levar-te e seguir
Pelos caminhos desta vida até o fim
É só fazer aquilo que Jesus pedir


PELAS ESTRADAS DA VIDA 
Pelas estradas da vida
nunca sozinho estás
contigo pelo caminho
Santa Maria vai. 

Refrão
Oh! vem conosco, vem caminhar
Santa Maria vem - bis. 

Se pelo mundo os homens
sem conhecer-se vão
não negues nunca a tua mão
a quem te encontrar.
Mesmo que digam os homens
"tu nada podes mudar"
luta por um mundo novo de unidade e paz. 

Se parecer tua vida
inútil caminhar
lembra que abres caminho
outros te seguirão.



Fonte: www.ciriodenazare.com.br

Um olhar pela lente

No Espaço Aberto, sob o título acima:

No Círio 2008, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré é entronizada na berlinda para começar a romaria, logo após a missa campal celebrada em frente à Sé.
A foto é do blog.

Minuto Maçônico

O INICIADO

1º - Quando vossos olhos se abriram para a verdadeira luz, uma infinidade de objetos, novos para o nosso entendimento, atraíram a vossa atenção. 
2º - As diversas circunstâncias que rodearam a vossa recepção, as provas a que fostes submetido, as viagens que vos fizeram efetuar e os adornos do Templo em que vos encontrastes, tudo isso reunido deveria ter excitado a vossa curiosidade e, para satisfazê-la não há outro caminho senão o da busca do conhecimento e da Verdade. 
3º - A Maçonaria, cuja origem se perde na noite dos tempos, teve sempre por especial escopo agremiar todos os homens de boa vontade que, convencidos da necessidade de render sincero culto à virtude, procuram os meios de propagar o que a doce e sã moral nos ensina. 
4º - Como esses homens desejam trabalhar nessa obra meritória, com toda tranqüilidade, calma e recolhimento, reúnem-se para isso nos Templos Maçônicos. 
5º - Os verdadeiros maçons trazem constantemente na sua memória, não somente as formas gráficas dos símbolos maçônicos, como, e muito principalmente, as grandes verdades morais e científicas que os mesmos representam. Sejamos então todos Verdadeiros. 
 
 
Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo