terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A Tolerância




“Que é a tolerância?
É o apanágio da humanidade. Estamos todos empedernidos de debilidades e erros; perdoemo-nos reciprocamente nossas tolices, é a primeira lei da natureza”.


1. Considerações Prévias

O presente texto discorre, sem pretensões, algumas reflexões acerca da importância inexcedível contida na virtude da tolerância no processo de aceitação e compreensão das diferenças.

É certo que ela traduz o antídoto necessário contra todas as ações e posturas eivadas de intransigências e obliteradoras da livre manifestação do pensamento. Neste contexto, a Maçonaria se mostra como intransigente defensora e cultora dos sábios princípios desta importante virtude de tão difícil exercício, considerando ser a natureza humana suscetível ao poder avassalador do hiperdimensionamento do ego e do ranço dogmático de presumidas verdades. A observação à tolerância constitui, pois, exigência fundamental para a prática maçônica.

2. Tolerância – Etimologia e Conceito

Inicialmente, é oportuno tecer genericamente alguns dados sobre a origem do significado da palavra “tolerância”. Conforme preleciona o filósofo Diogo Pires Aurélio em sua obra “Um Fio de Nada – Ensaio sobre a Tolerância”, há uma ambivalência no conceito de tolerância a partir da etimologia da palavra. Assim, a palavra tolerare significa, em princípio, “sofrer, suportar pacientemente”. Mas também tem a acepção de “sustentar”, no sentido de “alimentar alguém”. De uma forma mais explícita, o radical tol-, comum a tolerare e a tollere, denota a ação de erguer, elevar. Afirma Claude Sahel (A Tolerância, p. 12) que a palavra “tolerância” se vincula à raiz indo-européia tol, tel, tla, de que derivaram tollere e tolerare. Tollere significa “levantar”, às vezes, “destruir”; tolerare significa “levar, suportar”, às vezes, “combater”.

Assim, a idéia de guerra e de esforço subjaz à noção de tolerância... O dicionário de Cândido de Figueiredo (1899) registra a versão tradicional de “indulgência” e de “consentir tacitamente”, acrescentando inclusive como inovação a palavra “tolerantismo”, para significar a tolerância por parte do Estado a todas as manifestações religiosas. Na definição do mestre Laudelino Freire, em seu Dicionário da Língua Portuguesa (1939), além do sentido de condescendência e indulgência, há a referente a “boa disposição dos que ouvem com paciência opiniões opostas às suas”.

É de se observar que a identificação da tolerância com a noção de liberdade religiosa e pensamento passou a prevalecer a partir de determinado momento nos diversos léxicos. No dicionário do Aurélio (1983), é definida como “tendência a admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos”. Contudo, o que de mais relevante se destaca é a definição de caráter científico para a compreensão contemporânea do conceito de tolerância ao acrescentar ser a “diferença máxima admitida entre um valor especificado e o obtido; margem especificada como admissível para o erro em uma medida ou para discrepância em relação a um padrão”. Entende-se, pois, que a existência de um padrão suscita condições para a existência da margem de tolerância, bem como do intolerável.

Historicamente, vários foram os significados dados à palavra “tolerância”, que teve seu sentido identificado com a caridade, igualdade e afirmação da liberdade de crenças e de costumes do outro. O conceito que se afirma como o mais preponderante está relacionado a uma certa predisposição adquirida para acolher o diferente. Este ato implica necessariamente na manifestação por uma simples receptividade e eventual intenção para o diálogo. Vale destacar a especificidade da tolerância como virtude e como ideal da vida em comum.

3.A Tolerância como Virtude Essencial da Atitude Maçônica

Voltaire define no Dicionário Filosófico o termo “tolerância” da seguinte forma: “É o apanágio da humanidade. Estamos todos empedernidos de debilidades e erros; perdoemo-nos reciprocamente nossas tolices, é a primeira lei da natureza.” (p. 289). A tolerância de que fala o filósofo francês visa a supressão da violência, tendo sido instaurada como lei prévia ao contrato, razão pela qual se considera um “apanágio da humanidade”. Não se trata apenas de uma estratégia em ordem à pacificação, trata-se de um elemento constitutivo da verdadeira natureza humana, a qual se entende agora como uma estrutura de valores universais e trans-históricos cujo cerne reside na liberdade. Negar a alguém o direito de pensar livremente e de agir em conformidade com os seus próprios critérios seria, a partir desta perspectiva, recusar-lhe a autenticidade de sua natureza e a integração no seio da humanidade a que, como pessoa livre, tem direito.

O sentido de humanidade, igualdade de oportunidades e livre pensar subjazem na idéia de tolerância. Sábias são as palavras de Voltaire ao afirmar em sua obra “Tratado sobre a Tolerância”: “Não é preciso uma grande arte, uma eloqüência menos rebuscada, para provar que os cristãos devem tolerar-se uns aos outros. Vou mais longe: afirmo que é preciso considerar todos os homens como nossos irmãos. O quê? O turco, meu irmão? O chinês? O judeu? O siamês? Sim, certamente; porventura não somos filhos do mesmo Pai, criaturas do mesmo Deus?” (Tratado, p. 125). Na atualidade, a palavra “tolerante” impõe-se na linguagem corrente e na filosofia, para designar a virtude que se opõe ao fanatismo, ao sectarismo, ao autoritarismo, em suma: à intolerância.

No plano maçônico, temos que a meta para combater e eliminar a mãe de todos os vícios tem como premissa o culto aos sábios princípios da Tolerância, do Amor Fraternal e do Respeito a si mesmo. A Tolerância constitui uma das mais importantes virtudes para a Maçonaria, pois possibilita a convivência dentro das Lojas e de Irmãos de todas as tendências de pensamento e credos, fazendo com que se acatem com suficiente humildade as diferenças e desníveis inerentes ao padrão de individuação de que somos possuidores. Desta forma, faz-se necessário compreender a virtude da tolerância como imperativo essencial ao pleno exercício da atividade maçônica, por ser esse o caminho factível para suplantar os óbices e alcançar em sua dimensão plena a solidariedade e o espírito fraterno. A negação a atitudes intolerantes conduz necessariamente ao reconhecimento e à compreensão dos valores espirituais alheios, divergentes e até adversos.

Devemos observar que a Maçonaria entende a exis-tência nas tensões e contrariedades que permeiam o cotidiano da vida humana. Conseqüentemente, pelo respeito à vida e ao G.·. A.·. D.·. U.·. é mister não medir esforços objetivando sobrepor de forma eficiente e harmoniosa essas contraposições. Com isso, combate-remos a atitude intolerante, fator que origina o processo de desagregação em Loja. Por sermos humanos, e sendo a natureza humana contraditória e imperfeita, por vezes podemos ser tomados de comportamentos egoístas ou sermos atraídos pela chama da fogueira das vaidades. Ao Maçom, por ser Maçom, é dever por princípio estar atento e combater com veemência estas distorções da personalidade com constância e serenidade.

Contudo, convém esclarecer que a tolerância não implica em compactuar ou transigir com o erro; não é permitir a violação do direito ou ruptura da ordem jurídica ou mesmo atitudes de conspurcação moral. Se tal acontecesse, ficaria evidenciado uma clara conduta de conivência inaceitável e transgressora dos princípios maçônicos estabelecidos. Enfatiza Nicola Aslan que a tolerância indiscriminada implica em complacência covarde. Questiona então: “Como se pode admitir um representante da lei tolerante com os transgressores da lei? Como se pode admitir um deus tolerante com a injustiça, a imoralidade, a perversidade? Confundir a indulgência relativamente a pequenos defeitos, a condescendência para com algumas imperfeições, a benevolência para com certas faltas, com a compactuação ou cumplicidade com os crimes praticados, é levar a Tolerância longe demais. Tolerância é benevolente, mas não covarde”. (p. 1.147).

O verdadeiro Maçom deve combater com firmeza atos ou crenças que possam conduzir a humanidade ao abismo da barbárie, do fanatismo fundamentalista e/ou totalitarismos destruidores dos mais expressivos e preciosos valores universais inerentes às garantias e direitos fundamentais do homem e do Estado de Direito. Vale acrescentar que o critério do que seja justo, é inerente à idéia de Tolerância, se excogitarmos que essa virtude possui algo de comiseração, por não se deixar conduzir por juízos precipitados. Didáticas são as palavras de um brilhante sociólogo ao colocar que um dos problemas mais difíceis de solucionar diz respeito ao “dogmatismo, a presunção de quem acha que tem o monopólio da moral, ou a falta de generosidade daquele que é intelectualmente superior e disso se aproveita para acachapar o outro”.

Está implícita na tolerância a possibilidade de poder redirecionar os faltosos ou culpados a não incorrerem no mesmo erro, haja vista os que a possuem, terem o sentido de clemência e da paciência capazes de demover os possuidores da soberba e da iniqüidade. Como bem assevera Ferdinand Roussel “a Tolerância que devemos aos nossos semelhantes não é uma condescendência, mas dilação indulgentemente concedida àqueles que não pensam como nós, para que se corrijam. É um dever estrito e uma necessidade. A Tolerância está mal designada, é simpatia que é preciso dizer; é abertura dos olhos da consciência; é reconhecimento do valor que pertence à pessoa do outro, precisamente naquilo que ela difere da nossa; é finalmente comunhão das consciências no esforço para realizar um ideal que ultrapassa o poder de um só e que reclama o maior número possível de obreiros”.

Conclusivamente, podemos deixar claro que a tolerância constitui uma dádiva preciosa e frágil, que deve ser cultuada para que se solidifique a noção de Fraternidade entre nós. Para isso, devemos tomar como verdadeira tolerância a que tem por significado, conforme Aslan: “Sinceridade no pensamento. Compreensão no estudo dos fatos. Generosidade no cumprimento da ação. Jamais, porém cegamente” (Comentários, p. 280). Ou como perspicazmente coloca André Comte-Sponville: “a simplicidade é a virtude dos sábios e a sabedoria dos santos, assim a tolerância é sabedoria e virtude para aqueles que – todos nós – não são nem uma coisa nem outra. Pequena virtude, mas necessária. Pequena sabedoria, mas acessível” (Pequeno Tratado, p. 189). Inegavelmente é na relação de compromisso solidário, fraterno e desinteressado exercida na vivência de cada dia que iremos demonstrar se assimilamos e colocamos em prática o tão precioso fundamento da ARTE REAL.


Ir.·.Sérgio Viana da Silva
Or.·.de São Paulo – SP

Conselho Federal do GOB realiza primeira Sessão do ano de 2010


Aconteceu na tarde de sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010, a primeira reunião do Conselho Federal do Grande Oriente do Brasil do ano de 2010. A Reunião foi presidida pelo Sapientíssimo Irmão Cláudio Roque Buono Ferreira e contou com a honrosa presença do Soberano Irmão Marcos José da Silva, de 23 (vinte e três) Ilustres Conselheiros e visitantes.



Na abertura dos trabalhos o Presidente do Conselho Federal deu boas-vindas aos presentes e solicitou ao Decano do Conselho, Poderoso Irmão Derval Costa, que evocasse uma prece ao Grande Arquiteto do Universo.

O Soberano Irmão Marcos José da Silva falou aos presentes acerca de vários assuntos de interesse do Grande Oriente do Brasil, tais como: (tratados, rituais, Palácio do Lavradio), e ao final agradeceu o apoio do Conselho Federal e desejou a todos um ano profícuo e de muitas realizações.


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O Conselho Federal, nesta sessão, analisou e aprovou 16 (dezesseis) processos sendo 14 (quatorze) de alteração e revisão de estatutos e dois balanços do GOB dos meses de novembro e dezembro de 2009.

Os Conselheiros Federais fizeram uma homenagem ao Sapientíssimo Irmão Cláudio Roque pelo transcurso de seu aniversário, ocorrido no dia 03 de fevereiro passado, cantando a música “Parabéns para Você”.

No encerramento da Sessão o Sapientíssimo Ir:. Cláudio Roque Buono Ferreira agradeceu a presença de todos, desejou a cada um dos presentes um FELIZ RETORNO AOS SEUS LARES COM AS BENÇÃOS DO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, extensivos a seus familiares e lembrou que a próxima reunião do Conselho Federal será no dia 09 de ABRIL de 2010, sexta-feira, às 15 horas.

(A:JA/R:JA)
Fonte: Assessoria de Comunicação 
         Gr:. Sec:. de Comunicação e Informática
            www.gob.org.br

Minuto Maçônico

A RÉGUA DE 24 POLEGADAS

1º - Emblema considerado na Maçonaria como a imagem das vinte e quatro horas do dia. 
2º - Entre os Maçons operativos, a Régua, dividida em 24 partes de uma polegada cada uma, era utilizada para tomar as dimensões da pedra que devia ser preparada. 
3º - Na Maçonaria Especulativa foi ela considerada como uma das ferramentas do Aprendiz Maçom, sendo as suas divisões vistas como representando as horas. 
4º - A Régua de 24 polegadas, pois, marca o Aprendiz, a judiciosa distribuição do tempo, representando também ele o emblema do aperfeiçoamento e da retidão. 
5º - Simboliza, para todos os maçons, a precisão na execução, a obrigação, a pontualidade e a exatidão.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Traços Biográficos de Hipólito da Costa

Biografia de Hipólito da Costa

Contribuição do Irm. MI Antonio Nuno Pereira de Vilhena, ARLS Duque de Caxias IX Nº 2198 - GOEPA/GOB, Or. de Belém/PA.

Sereníssimo Grão-Mestre da GLEPA Visita a Grande Loja Unida da Inglaterra


Nota publica pelo colunista social Walter Guimarães, no Caderno Você, do Jornal Diário do Pará, desta sexta-feira.

A Escola

No Blog Irmão A Partir Pedra




Uma Loja maçónica deve ser também uma escola. Uma escola diferente. Não propriamente um local onde se ensina matéria única para alunos múltiplos. Antes um meio de proporcionar a cada elemento, que é ÚNICO, porque diferente de todos os outros, os meios, o ambiente, a vontade, a orientação, para que ele apreenda (mais do que simplesmente aprenda...) os múltiplos ensinamentos éticos e morais que a vida nos ilustra e exige que um homem verdadeiramente de bem pratique.

A Loja maçónica é uma escola que não ensina. Pelo menos, nada ensina de novo. Ou nada que não possa ser aprendido noutros locais, noutras escolas, em livros, publicações, etc.. No entanto, é um lugar onde se aprende.

Aprende-se porque não se limita a ouvir uma palestra ou lição. Aprende-se porque se vivem as situações que demonstram ou sugerem os princípios ou ensinamentos éticos ou morais que se tornam patentes até perante os olhos mais distraídos.

Aprende-se porque não é exibido ou induzido um pensamento único, uma formatação, antes se facultam painéis de onde cada um retira elementos para que seja a sua própria inteligência, a sua própria vivência, a sua própria personalidade a formular o conceito, a integrar o pensamento.

Aprende-se - sempre! Mesmo quando se "ensina". Sobretudo então. Porque, ao apontar ao Aprendiz um símbolo, ao fornecer-lhe pistas para que ele o interprete, ao executar o ritual para evidenciar um dado ensinamento ético ou moral, o Mestre está, por sua vez, ele próprio a aprender.

Aprende-se com o auxílio dos Mestres. Mas estes também aprendem com o auxílio dos Aprendizes e Companheiros. Não há alunos e professores. Há iguais descobrindo em conjunto como cada um pode ser melhor.

Aprende-se, aprende-se mesmo, coisas novas, porque a maçonaria procura pôr em prática o ideal iluminista em relação ao conhecimento. E, portanto, todos sabem que, por muito que saibam, muito mais desconhecem e podem aprender. Cada um contribui com a sua área de conhecimento para ilustração dos demais. E assim todos podem aprender um pouco de (quase) tudo. E quanto mais diversificada for a Loja, mais se pode aprender.

Por isso, em Loja tanto valor tem o Professor Doutor como o operário ou o indiferenciado. Aquele proporciona ensinamentos a estes - mas também destes recolhe ensinamentos, que complementam a sua profunda formação.

Em Loja, cada um põe em comum o que sabe e retira do bolo comum o que precisa de saber, da forma como lhe dá jeito retirar, ao ritmo a que lhe é possível retirar. Por isso em Lojas não há ideologias incensadas ou proscritas ou recomendadas, não há conceitos únicos ou favorecidos ou aconselhados. Há um meio, um espaço e um tempo para cada um se melhorar a si próprio, aprendendo com os demais o que tiver de aprender, seguindo os exemplos que entender dever seguir.

Em Loja, homens livres e de bons costumes cultivam a Liberdade e, em espírito de Igualdade, Fraternalmente cooperam, no sentido de todos e cada um, permanecerem livres, em si mesmos e de preconceitos
 e de vícios, e sejam cada vez de melhores costumes.

Na escola que é a Loja maçónica, aprende-se e ajuda-se os outros a aprender. Mas - sobretudo! - vive-se!

Rui Bandeira

A Procura da Luz

O Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Soberano Irmão Marcos José da Silva,  manifestou-se através de mensagem aos Maçons, com o seguinte texto:



Num início de ano marcado por desastres e mortandade aqui e alhures, quando as forças da natureza parecem mobilizar-se em revanche contra as agressões que sofrem há séculos, é dever dos Maçons se unirem em socorro às vítimas cujo número se anuncia vir aumentando a cada dia e que melhor amparadas estariam se menores fossem as exigências burocráticas no transito das doações.

Cada vez melhor se percebe a necessidade de mudança no tipo de relações humanas e de relações com a natureza no orbe terráqueo como condição essencial para que a humanidade venha a desfrutar da sonhada felicidade, objetivo final da Ordem Maçônica, composta de homens que olham com primazia para o bem estar coletivo, deixando para o segundo lugar seu próprio conforto.

Tal sentimento se acentua de modo especial no começo do exercício maçônico anual, sendo as Lojas Simbólicas o centro de ebulição onde as idéias e os ideais se encontram em perfeita harmonia, embora pairando acima de debates, mas sempre fiéis aos grandes princípios da fraternidade.

O agradável reencontro dos Obreiros, seja nas oficinas, seja nos corpos administrativos, tem o sabor de reinício do mundo, desde que a Oficina simboliza o universo e o universo é uma oficina que trabalha incessantemente, regida pela autoridade suprema dos mundos.

Os debates, por vezes acalorados, não conseguem esconder a sua característica final de procura da verdade, que se processa entre Irmãos Maçons, isto é: entre Iniciados que procuram unir a própria luz à de milhões de criaturas humanas, àquela “verdadeira luz que ilumina todo homem que vem ao mundo” na palavra do Evangelho Segundo São João.

E assim ajuda a humanidade em sua marcha infinita através dos séculos, até o ponto buscado incansavelmente: a transformação da espécie humana num todo luminoso e feliz, na glória do Supremo Arquiteto do Universo.

05.02.2010


Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral

Minuto Maçônico

A RÉGUA

1º - A invenção deste instrumento remonta a mais ou menos oito séculos antes de Cristo. Os gregos a atribuíram a Rhycos, célebre arquiteto construtor do labirinto de Samos. 
2º - Em linguagem figurada, a Régua representa os princípios, as máximas, as leis, as regras, enfim tudo o que, numa palavra, serve para dirigir e alude às regras de moral, do dever, da urbanidade, da Justiça, dos usos e costumes e das normas estabelecidas pelas leis humanas. 
3º - A régua figura em todas as Lojas simbólicas entre os utensílios alegóricos da Maçonaria como emblema de perfeição. 
4º - A régua pode ser considerada como emblema da disciplina fraternal, livremente consentida por cada um de nós e que só pode produzir os seus frutos pelo respeito escrupuloso dos nossos ritos. 
5º - Unida à linha reta nascida da Régua, ideal suscetível de ser prolongado ao infinito nos dois sentidos, concorre para simbolizar o absoluto e o relativo”.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Convocação para a Sessão Ritualística desta quinta-feira, dia 04/02/2010



CONVOCAÇÃO

A A.R.L.S. "Duque de Caxias IX" Nº 2198, convoca todos os seus Obreiros para trabalharem em nossa próxima Sessão Ritualística , que ocorrerá em nosso Templo nesta quinta-feira, dia 04 de fevereiro corrente, às 20 horas.
Durante o descanso, daremos continuidade ao Seminário de Elaboração do Planejamento Estratégico da nossa Oficina.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS  OS OBREIROS!!! 

Uma Nova Visão na Maçonaria


 

Vivemos um momento de grandes transformações, de mudanças nos rumos da história da maçonaria. E as mudanças parecem muito rápidas, deixando, às vezes, a impressão de imprevisibilidade ou impossibilidade de visualizar o futuro.

É importante pensar no momento que a maçonaria vive sob uma perspectiva ampla, que contemple os valores e conhecimentos mais significativos, desenvolvidos  pelos maçons, que possam servir de fundamento para um futuro melhor.

A evolução é  um fenômeno muito amplo: abrange as mutações físicas das galáxias, cuja matéria, ao longo dos anos se modificam, transformando-se depois em energia, e também abrange o desenvolvimento da consciência do maçom e da maçonaria. Sabemos que a evolução biológica, intuída por Darwin, é apenas parte deste fenômeno que de uma maneira mais dinâmica avança no campo da consciência  e do conhecimento dos irmãos.

As descobertas das novas técnicas de comunicação,  representam apenas uma plataforma para melhorar o desenvolvimento da consciência e o nascimento de uma “irmandade de colaboração” mais inteligente e mais rica, apoiada numa visão científica e histórica da filosofia da irmandade, mas que ainda contempla conhecimentos menos avançados, na área comportamental.

Se formos analisar, sob o ponto de vista  de recursos, a irmandade tem, hoje, a tecnologia para transformar a maçonaria em um paraíso perfeito. A dificuldade está  na área dos nossos conhecimentos humanos emocionais. Neste particular nossos conhecimentos ficaram defasados, e também porque cada um de nós, cada grupo é, ao mesmo tempo, parte da solução e parte do problema.

A história nos ensina que sempre se evolui numa curva ascendente, contínua em longo prazo, e que as civilizações passam por períodos de hibernação, desenvolvimento e decadência.

Cada geração herda conhecimentos das que a antecedemE a decadência  decorre, invariavelmente, do êxito de um estágio de bem estar e riqueza utilizados para o supérfluo, sem consistência para evitar o enfraquecimento dos valores conquistados.

Porém estamos, no que costumamos chamar de “ponto de  mutação”, sugere que a maçonaria, neste início de novo milênio, está convivendo com duas realidades:  Uma é a  da irmandade  influenciada pelo poder, que dá sinais de decadência, a outra é o  lado de novos conhecimentos humanos que é  base para o desenvolvimento de uma irmandade mais transparente inteligente e fraterna, com melhor qualidade de vida para os maçons, em que o desafio será a continuidade do desenvolvimento do conhecimento e mesmo da sabedoria.

A psicologia  avançou bastante  reconhecendo que  parte de nossa mente é apenas a ponta de um iceberg, sendo a porção submersa constituída pelo inconsciente, ou o “subconsciente” que acumula todo o nosso conhecimento, com seus atavismos, instintos, mentalidade e hábitos.

Hoje, o “superconsciente” que deriva do desenvolvimento emocional, é muito mais inteligente do que a parte racional. É a área das intuições, da criatividade, da inspiração e mesmo da revelação.

O futuro do conhecimento, da educação, da sabedoria, da própria evolução enfim, está mais no desenvolvimento do crescimento da intuição, que favorece a visão holística do que no esforço de conhecimento analítico passado e limitado,  por ser conhecimento desatualizado e fragmentado.

A visão de uma nova maçonaria desperta o imaginário dos maçons, na luta por um sonho possível, motivador, unificador, integrador e desafiador - uma visão que mobilize energias e as melhores qualidades humanas dos maçons, para lutar por algo que valha a pena. Exemplos recentes estão nas organizações que buscam a Excelência.

É fundamental que seja preservada a luta por uma maçonaria mehor, estamos na época de acabar com a competição exacerbada que destrói valores importantes, inibindo convivência mais harmoniosa entre as pessoas.

Para isso devemos evoluir na parte comportamental, ampliar o espírito comunitário e buscar uma visão colaborativa para aproveitar as maravilhas da conquista tecnológicas, e que sejam postas a serviço da felicidade e evolução dos irmãos.

O desafio neste novo milênio, fica por nossa conta, em criarmos juntos uma nova visão, a ser implementada a partir das idéias acima alinhavadas.

 

Irm. MM Amarildo André de Araújo, ARLS Duque de Caxias IX Nº 2198 - GOEPA/GOB, Or. de Belém/PA. - Trabalho apresentado no Seminário de Elaboração do Planejamento Estratégico desta Sublime Loja.