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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A Maçonaria pela Maçonaria



Meus Veneráveis e Reconhecidos IIr :.

O Ir:. Leonardo Ricardo de Andrade, do Or:. de São Paulo, elaborou e colocou na internet um trabalho com o título “A Maçonaria pela Maçonaria”. Foi uma bela montagem, a qual nos ensejou contatá-lo e solicitar a sua autorização para fazermos uma compilação e inserir novos elementos no contexto, a fim de torná-lo mais objetivo e para os IIr:.

Iniciamos essas colocações nos indagando sobre:

Que imagem nós e a sociedade em geral temos sobre o que foi a Maçonaria do passado?

Qual a imagem transmitida pela Maçonaria do presente?

Que imagem se pretende projetar e como seria a Maçonaria no futuro?
Meus IIr:.
seriam estas afirmações verdadeiras?

O Homem Maçom já foi historicamente um libertador.

As misérias sociais não são naturais ou necessárias.

A Maçonaria Universal dispõe de meios para escrever em prol da humanidade uma história diferente da que vem sendo escrita atualmente.

Nossa inteligência e nossa atuação existem para eliminar a miséria e não para justificá-la.

Nós Maçons, somos fortes para combatermos a corrupção e não suportarmos, e necessitamos urgentemente de uma ação contundente contra tal degradação.

Nada temos a agradecer por nossas atuações, vez que a nossa gratificação, deve ser o acerto concreto traduzido pelas nossas atitudes.

A nossa verdadeira luta consiste em se repartir a Fraternidade, a Liberdade e a Igualdade, em promover a Justiça, promover e gerar a Paz e libertar os nossos semelhantes e IIr:. do ódio, da fome, da tirania e do desespero.
Será que a maioria dos Maçons também assim pensa?

Observamos no nosso dia-a-dia a existência e um grande anseio e muita vontade dos IIr:. no sentido de se instituir um novo estilo de organização administrativa que nos dê sustentação a fim de se atingir condições para um trabalho pleno no segmento ideário da nossa Ordem.

Ao prevalecer esse entendimento, precisamos e devemos argüir sobre quais os objetivos maiores da Maçonaria nos nossos Orientes.

Salvo melhor juízo, constatamos que a Maçonaria é e precisa ser uma Escola, cujo manancial de vida seja o conhecimento e que mantenha como sua a Missão de capacitar e motivar o Homem para que ele exercite o seu livre pensar, com discernimento e responsabilidade, para que seja por completo, o Senhor de si mesmo!

Perguntamos então aos IIr:.?

Esta é a realidade atual?

SIM ? NÃO?

Constatamos e estamos conscientes de que a Maçonaria fragmentou-se em diversas Obediências e com isso vem perdendo a sua força e confundindo a sua universalidade.

Será que as Obediências percebem o quanto nos envolvemos em necessidades banais? Algumas criadas por mentes vaidosas e vazias? Que perdemos com isso a visão pura da nossa realidade, da nossa unidade universal, e nossas raízes e origens?

Cremos que NÃO.

Lamentavelmente, hoje somos um corpo dividido e vaidoso.

Grande é o número de Lojas enfraquecidas e empobrecidas na própria acepção das palavras.

A quem estamos enganando?

É preciso que busquemos urgentemente uma melhor estruturação e organização, com enfoque ao problema sócio-político e administrativo.

Muito Ir:. encontra-se estacionado no tempo; não aceitando que se levante em Loja assuntos de interesse geral e atinentes à posições que a Ordem sempre se manifestou, como os são as questões sócio-políticas, econômicas e educacionais...

De algum tempo, a nossa já histórica abstenção sobre posicionamentos políticos contribuiu e contribui para o estado de coisas que ora vivenciamos.

O que temos feito diante do “mar de lama” promovido pelo nefasto e corrompido sistema sócio-político brasileiro, onde prevalece a mentira, a corrupção, a impunidade e a falta de ética?

Qual tem sido o nosso posicionamento?

Qual tem sido a nossa manifestação?

Qual a nossa participação efetiva diante do quadro?

Salvo alhures e solitários IIr:.

Há ¼ de século meus IIr:.que nosso país navega sem rumo e é evidente a falta de um PROJETO NACIONAL.

Porque a Maçonaria não se arvora em precipitar a criação de um Projeto dessa natureza? Em seus quadros ela possui competentes Membros para tal objetivo.

Certamente, está nos faltando algo...

Será uma Liderança? Um Líder?

A falta dessa visão desenvolvimentista das Obediências Maçônicas gerou, gera e continuará a gerar lá na frente, Veneráveis Mestres e IIr:. despreparados e sem a identidade adequada para com a realidade de suas verdadeiras funções. E estes, mesmos sem saber, acabarão levando os IIr:. de então ao ostracismo,ao comodismo e ao abandono da Ordem.

Rendamo-nos à Verdade:

Há um esvaziamento qualitativo nas Lojas causado principalmente pela escassez de seu conteúdo.

Presenciamos todos, impassíveis, o comportamento de alguns que querem fazer de seus defeitos e vícios, regras para os demais.

Assistimos impassíveis a um verdadeiro desrespeito às nossas tradições históricas e universais.

Sabemos que candidatos são apresentados, indicados e Iniciados em Loja sem o rigoroso cumprimento do nosso R.G.F., permitindo assim que indivíduos sem princípios utilizem a nossa Sublime Ordem unicamente para se aventurar na tentativa de conquistas de possíveis benefícios pessoais e/ou profissionais.

Atentemos para esses fatos meus IIr:.

A nossa Ordem deveria e deve estar sempre ligada a todas as situações que interfiram no desenvolvimento humano, pois temos um incrível potencial universal.

Nenhuma outra Organização possui uma estrutura semelhante!

Qual outra abriga em seu seio tamanha diversidade de homens, raças, credos, crenças, profissões, etc. e todos imbuídos de um mesmo fim que é A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE!

Indago novamente meus IIr:.

Será que estamos buscando esse objetivo, essa evolução de uma forma serena?

Será que o Homem Maçom tem a plena consciência do que venha a ser a Maçonaria; da sua importância para o seu aperfeiçoamento e para a vida da sociedade na qual ele está inserido? Do que fazemos e o que somos? Do que buscamos? Para onde vamos? Para onde estamos levando aqui no Brasil esta nobre Instituição Universal?

Ouvimos constantemente indagações de Ir:. sobre “o que a Maçonaria fez ou está fazendo, especialmente por nós’’.

Respondemos no mesmo diapasão:

"O que estamos fazendo pela Maçonaria?"

Nunca é demais relembrar que é dever de todo Maçom conhecer e saber quais são os objetivos da Sublime Ordem a qual pertence, devendo comprometer-se com a plena realização dos mesmos.

Meus IIr:.

Nós, Maçons, individualmente, temos que ser exemplo e dar muita atenção aos nossos atos e hábitos diários, pois são eles que constroem ou destroem o desenrolar de nossas vidas, seja no mundo profano, seja no mundo Maçônico.

Observemos atentamente o nosso dia a dia e o que nele predomina?

É a Cordialidade, a Paciência, o Amor, a Coragem, a Cooperação, o Estudo, o Envolvimento, os Pensamentos Positivos?

Ou ao contrário, é a Impaciência, a Tensão, o Medo, a Lamentação, o mau Relacionamento, a Exigência, o Egoísmo, a Revolta, a Insatisfação?

Caríssimos IIr:. atentem que ao sermos identificados como Maçons ou não, somos muitos observados, e é no caminhar diário, absorvendo e praticando os ensinamentos do Esq:. E do Comp:., e do Liv:. da L:., é que firmamos nossos passos e nos abrimos para a expansão da consciência Divina, onde o Espírito se ilumina e cresce além dos limites da matéria estagnada.

Este chamamento é tão claro e evidente, tanto em nossos princípios como em nossa ritualística.

Há que nos habituarmos a observar a prudência no falar, pois no uso da palavra sensata, unimos, amparamos, educamos, sustentamos e evoluímos.

Contrariamente, a palavra insensata, desune, calunia, fere, cria barreiras, ódio e cizânia.

Meus IIr:.

Precisamos lutar para sair do passado sem o esquecermos; cuidar do presente que já vai se tornando história, e do futuro que espera muito de cada um de nós.

O Maçom é um Homem que deve estar à frente de seu tempo.

Felizmente nas bases da Maçonaria existem IIr:. dispostos a contribuírem e se sacrificarem para o engrandecimento e a união de nossa Sublime Ordem.
Não tenhamos medo de errar com as atitudes. O erro maior é o da omissão. Lembremo-nos que a conjugação do verbo errar, contrariando o que muitos pensam, é algo muito mais construtivo de que a falta de atividades, o absentismo.

Só assim conseguiremos amadurecer o bastante as nossas mentes, afastando de nossos corações as hesitações e as fraquezas, tão comuns naqueles que se deixam levar pela omissão, pelo ostracismo, pelas tentações e recompensas ilícitas.

É preciso que despertemos aquele Líder adormecido que existe no consciente e na alma de cada Maçom, e que ele se apresente!

Legou-nos o Ir:. Joseph Fort Newton, a seguinte frase:

“Um Homem só será verdadeiramente Maçom quando tiver mantido a Fé em si mesmo, no seu semelhante, no seu Deus e, na sua mão uma espada contra o mal, no seu coração o toque de uma canção e se sentir feliz por viver, mas sem medo de morrer!"

Nossa tarefa é e será árdua, mas toda grande caminhada é iniciada com um pequeno e simples passo e Isso é fazer Maçonaria pela Maçonaria.

Texto apresentado em 24/08/2009, pelo Ir:. Fernando Silva de Palma Lima – CIM 115.552, na ARLS Prof. Hermínio Blackmann, nº 1761, do Or:. de Vila Velha/ES, de onde é seu Deputado Federal à SAFL-GOB.

Minuto Maçônico

IMORALIDADE

1º - A imoralidade constitui o ato ofensivo no relacionamento humano; trata-se de aspectos éticos que podem variar segundo o grau de evolução de uma sociedade. 
2º - Como a libertinagem, é o excesso de liberdade, existem, em casos aparentemente inocentes, atos de imoralidade. 
3º - A maçonaria procura evitar que seus adeptos pratiquem atos de imoralidade, mas no sentido mais amplo e profundo. 
4º - O maçom deve estar sempre alerta para não cair no terreno escorregadio do limite fronteiriço entre a imoralidade e libertinagem e reagir em tempo, freando seus instintos menos recomendáveis. 
5º - Ser maçom não é fácil nem decorre de uma mera iniciação; o comportamento moral é o que designa como sendo um ser "livre e de bons costumes". 
 
   
Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

15 de Outubro: Dia do Professor






Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor.
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar,
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples, humano e alegre, como o amor. 
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.

Antonio Pedro Schlindwein


Fonte: www.arteeducacao.pro.br

Diferenças entre Rito (York) e Ritual (Emulação)





Permitam-me compartilhar com vocês alguns pontos que diferem Rito de Ritual, para auxiliar na melhor compreensão do vocábulo "Ritual Emulação" que é o que realmente trabalhamos em nossa Loja, sob os auspícios do G.O.B, ao contrário do que dizem alguns "Rito de York" ou "Rito de Emulação".

Muitos Irmãos confundem ou pensam que o Ritual Emulação é um Rito. E que esse rito é o Rito de York. Acontece que não é. Eis que, na verdade, não se trata de um Rito, mas sim de um Ritual pelo qual é demonstrado e expressado por meio de dramatizações ritualísticas.

Na Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE) o vocábulo "Rito" não existe. Ou seja, é inominado. Os ingleses não consideram um rito, eles consideram rituais (Emulation, Bristol, Stability, Taylor's, Logic, West End, etc...). Todos os diversos Rituais Ingleses pouco diferem-se uns dos outros, uma palavrinha aqui, outra palavrinha lá. Mas as Lojas (=Templos, no REAA) usadas por todos são iguais, nisto não há diferença.

É plenamente entendível, pois, o que eles praticam é a Maçonaria, na sua mais pura origem, pois, como é cediço, o Ritual Emulação serviu de base para praticamente todos os demais Ritos existentes no mundo (Foi a base principal do Rito Brasileiro). Para se ter uma idéia, a União das duas Grandes Lojas Inglesas deu-se em 1813, mas antes disso, em 1797 já era fundado o Rito de York (Thomas Webb), e antes disso por volta de 1717 já ocorriam reuniões nos Trabalhos de Emulação, ou seja, a forma pura de Maçonaria. Este Ritual era praticado pelas Lojas sob a Égide da Grande Loja de Londres, chamada pejorativamente de "Loja dos Modernos". No entanto, era a mais antiga que a "Loja dos Antigos".

Entende que o nome, em 1717 poderia não ser Emulação, mas a forma praticada já o era, por isso duas Grandes Lojas rivais. A dos "modernos" fundada em 1717 já havia feito modificações à sua conveniência, que não agradou os "antigos", os quais somente em 1751 "resgataram" de forma oficial os rituais antigos. Em 1813, não foi criado o Ritual Emulação, mas sim a Grande Loja Unida da Inglaterra - UGLE, e houve uma mútua concessão na forma de trabalhar, tato dos "antigos" quanto dos "modernos".

Só por curiosidade, os mais antigos Rituais originais do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), amplamente difundido no Brasil, são de 1804, de origem francesa, e não têm nada a ver com o que se pratica no Brasil e em outras partes do mundo.


O que é Rito?

O vocábulo "Rito", como um substantivo masculino, é derivado do latim – ritus. Designa o Cerimonial próprio de um culto, determinado pela autoridade competente; seu significado clássico é: “Uma prática, um costume aprovado; ou conjunto de normas e práticas que se faz com regularidade” (Ir. Sérgio Cavalcante - Livro "Rito York"). Rito vem a ser uma coletânea de rituais, onde o verdadeiro Rito de York é constituído por quatro corpos devidamente distintos uns dos outros, mas de forma hierárquica, a saber: Graus Simbólicos, Graus Capitulares, Graus Crípticos e Ordens de Cavalaria.

Da mesma forma no REAA - Rito Escocês Antigo e Aceito, onde se tem os graus simbólicos e mais 30 graus acima, numa hierarquia própria do Rito. Mas o REAA não para por aí, ele tem uma estrutura tão enraizada na Maçonaria Brasileira, que até administrativamente acaba interferindo nos demais ritos, criando vícios que os descaracterizam (Ex.: Exigência de "Orador" na Ata de Votação, para os Trabalhos de Emulação). 

No Ritual Emulação isso não existe. Ou seja, há apenas os Rituais dos graus simbólicos, e as Ordens Superiores são ordens totalmente independentes, e não há obrigação de iniciar esta evolução. Depois do grau de Mestre o Irmão escolhe como vai se aperfeiçoar. São 17 "corpos", por assim dizer, e no Brasil ainda temos somente 5. Mas não há hierarquia. Existem duas escadas e o Irmão escolhe por qual vai começar subir. Ou faz primeiro o "Arco Real" ou o "Mestre da Marca".

Tanto são independentes de Rito que são abertas a qualquer outro Irmão de um Rito qualquer, desde que já tenha sido Elevado (=Exaltado, no REAA) a Mestre.

Então, apesar de erroneamente o G.O.B. chamar nossos trabalhos de "Rito de York" hoje sabemos que não é, mas sim Ritual Emulação. O verdadeiro Rito de York está sedimentado no norte e nordeste do Brasil, e não são Lojas do G.O.B., e os Irmãos de lá não gostam nada desta confusão que o G.O.B. faz, pois eles praticam o verdadeiro Rito de York, de origem norte-americana, fundado pelo Irmão Thomas Smith Webb, em 1797. Da mesma forma, os Irmãos das Lojas Inglesas, sediadas no Brasil e subordinadas à UGLE, não concordam com esta confusão de nomes.


O que é um Ritual?

Ritual, como um adjetivo, derivado do latim (ritualis), designa o que é relativo a Ritos. Como substantivo masculino, designa o livro que contém a ordem e a forma de uma determinada Cerimônia, e das dramatizações e representações ritualísticas, ou seja, é um conjunto de regras e/ou normas estabelecidas para a liturgia das cerimônias maçônicas. Sempre existiram os rituais, inicialmente através das tradições e de forma oral, posteriormente, com o passar dos anos por escrito, mas isto não tirou a tradição inglesa de nas reuniões da Loja praticar o Ritual de forma decorada. Pode-se concluir claramente que Ritual é totalmente diferente de Rito.


O que é Rito de York?

Para se entender a definição do que é “Rito York” e a sua origem, é necessário voltarmos um pouco no passado. O Rito York é baseado nos antigos rituais remanescentes da Antiga Maçonaria que era praticada no começo do século XVIII ("Loja dos Antigos").

Referidos Rituais eram praticados pelos Maçons da "Grande Loja dos Antigos", fundada no ano de 1751 por Maçons irlandeses, que haviam sido impedidos de entrar na Grande Loja de Londres (Loja dos Modernos - Emulation Working), fundada no ano de 1717.

Thomas Smith Webb, é considerado como se fosse o organizador e fundador do Rito York, ou seja, o "pai" do Rito . Ele nasceu em 30 de outubro de 1771, em Boston. Foi iniciado na Loja do Sol Nascente, em Keene, New Hampshire, aos 19 anos. No ano de 1797, ele pesquisou, catalogou, organizou e codificou todos os rituais antigos e fez um conjunto de 13(treze) rituais, de forma condensada, em um Monitor e denominou-os de "Rito York" , em homenagem a cidade de York , pois em suas pesquisas foi tida como berço da Maçonaria no mundo, ou seja, a cidade onde se tem os registros mais antigos de reuniões maçônicas.


Ritual Emulação

O Ritual Emulação foi aprovado oficialmente pela Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE, deu-se pela união das Lojas dos Antigos e dos Modernos) em 1813, e foi criado um Comitê curador do Ritual, chamado de Emulation Lodge of Improvement for Master Masons (Loja Emulação para Aperfeiçoamento de Mestres Maçons). Este Comitê é o responsável pela edição e publicação do Ritual Emulação, com plena autorização da UGLE, respeitando os princípios gerais impostos pela mesma. Este Ritual aprovado em 1813, na verdade, trazia já as práticas de 1717, pela Loja dos "Modernos", que eram assim chamados pejorativamente, por terem modificado os Rituais antigos, tirando toda influência religiosa, mística ou esotérico. Com a união das Lojas rivais, algumas destas práticas retornaram, no chamado Trabalho Emulação (Ritual Emulação), mas em proporção muito menor, sendo inteiramente resgatadas pelo Rito de York.

Por isso o Ritual Emulação é como se fosse um Monitor que contém o conjunto de práticas consagradas pelo uso e costume, e que assim se devem de forma invariável em momentos determinados. Ou seja, é o cerimonial propriamente dito.

Na Inglaterra, compete às Lojas a regulamentação das formas de ritual, reservando-se, a UGLE, o direito de intervir em qualquer Loja Inglesa que adote formas ou modificações entranhas a prática do ritual conforme ensinado desde 1813, ou algo que venha a se opor aos princípios gerais estabelecidos. Pois, segundo o Art. 155 do Livro das Constituição da Grande Loja Unida da Inglaterra, esta liberdade é concedida, mas também limitada.

"Lodge may regulate its own proceedings" (As Lojas podem regular seus própios procedimentos).
...
"155. The members present of any Lodge duly summoned have na undoubled right to regulate their own proceedings, provided they are consistent with the general laws and regulations of the Craft; but a protest against resolution or proceeding, base don the ground of its being contrary to the laws and usages of the Craft, and for the porpuse of complaining or oppealing to a higher Masonic outhority, may be and such protest shall be entered in the Minute Book if the Brother marking the protest shall so request."

Em tradução livre:
"155. Os membros presentes de qualquer Loja, devidamente reunida, têm o direito inalienável para regular os seus próprios procedimentos, desde que eles estejam de acordo com as leis gerais e regulamentos do Ofício (ou da Ordem); contudo, um protesto (reclamação, denúncia) contra qualquer resolução ou procedimento que seja contrário às leis e aos costumes do Ofício e com a finalidade de reclamar ou atrair uma autoridade maçônica maior, pode ser feito, e tal protesto será anotado no Livro de Atas, se o Irmão que faz o protesto assim solicitar."

Assim, existem na Inglaterra, diversas formas de rituais, conforme já foi citado, pois a Grande Loja - UGLE - não legisla sobre a forma de ritual adotado por suas Lojas, mas sim sobre os princípios gerais da Ordem, e nenhum ritual pode ser contrário a isso. Ao pronunciar erroneamente o verdadeiro nome do Trabalho Maçônico, não se está simplesmente errando o nome, como se fossem sinônimos, mas está se misturando e distorcendo a essência de um Trabalho que nada tem a ver com outro. Rito é Rito, Ritual é Ritual, e o Ritual Emulação nada tem a ver com os demais.

Ir. Fábio Mendes Paulino (12/11/2008)
*Artigo publicado na Revista Universo Maçônico n.º 06 e no Guia Maçônico Nacional - 2009.

Fonte: www.ritualemulacao.com

Minuto Maçônico

MÚSICA

1º - A música é uma das sete artes liberais. Procede o vocábulo do grego "musa" , que significa inspiração, poesia, harmonia e encanto. 
2º - A música tem o dom de preparar o ambiente para a meditação, para o culto espiritual; não só acalma, ameniza, conforta, como pode curar certos distúrbios nervosos. 
3º - Esotéricamente, os sons penetram de tal forma no íntimo dos seres humanos que lhe dão harmonia e paz. 
4º - Tudo no universo é som, que por sua vez é matéria e espírito. Os vegetais e os animais sentem a influência da música e deleitam-se em ouvi-las. 
5º - Nas sessões maçônicas, deve o mestre de harmonia sempre oferecer programações musicais adequadas à liturgia e isso propicia momentos de satisfação e enlevo. 
 
  
Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

Círio 2009: Algumas Imagens do Camarote do GOEPA


Grão-Mestre Estadual, Eminente Irmão Waldemar Alberto Chaves Coelho, Secretário Estadual de Relações Públicas, Poderoso Irmão Agostinho Queiroz Soares (Obreiro desta Oficina), Irmãos e Cunhada 


Secretário Estadual de Orientação Ritualística, Poderoso Irmão João Batista de Araújo Neto, Irmãos e Cunhada 

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Círio 2009: Números das Procissões






Evento Translado Ananindeua
Duração 12h 05 min
Distância Percorrida 55 km
Qtd. de Participantes 900 mil pesoas

Evento Romaria Rodoviária
Duração 2h 45 min
Distância Percorrida 24 km
Qtd. de Participantes 200 mil pessoas

Evento Romaria Fluvial
Duração 2h 45 min
Distância Percorrida 18,5 km
Qtd. de Participantes 50 mil pessoas

Evento Motorromaria
Duração 00h 45 min
Distância Percorrida 2,6 km
Qtd. de Participantes 30 mil pessoas

Evento Transladação
Duração 04h 15 min
Distância Percorrida 3,7 km
Qtd. de Participantes 1,2 milhão

Evento Círio de Nazaré
Duração 5h 20 min
Distância Percorrida 3,6 km
Qtd. de Participantes 2,1 milhões

Fonte: Dieese/PA