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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Minuto Maçônico

LEI E ESPADA

1º - Em algumas Lojas, sobre o Altar dos Juramentos, além do Livro da Lei, do Esquadro e do Compasso, existe o costume de se colocar também uma Espada, considerando-a como a Guardiã contra os traidores da Lei maçônica.
2º - "Para os místicos, a lei era o Logos e o Logos era a Lei. Em outras palavras, A PALAVRA era A LEI e a palavra ou lei estava representada por tábuas de pedra com hieróglifos toscamente traçados; mais tarde, por um rolo de pergaminho e mais recentemente por um livro".
3º - Portanto, as tábuas, o rolo ou o livro são colocados sempre sobre o altar com os outros objetos sagrados. Este costume antigo modificou-se anos mais tarde, colocando-se a Santa Bíblia em lugar do livro antigo, porque a Bíblia veio a ser considerada "A Palavra" ou "A Lei", devido à influência da religião e da Igreja, que viam na Bíblia como um arquivo permanente do Logos.
4º - É esta a origem do uso da Bíblia por tantas sociedades e fraternidades secretas dos tempos modernos, embora algumas dessas organizações, aderindo a costumes mais antigos, não usem a Bíblia nem o livro da Constituição, tendo, ao invés, um livro, geralmente iluminado à mão, contendo os rituais e as antigas leis da sociedade.
5º - Por outro lado, a Espada era o símbolo da força que defendia os Irmãos contra qualquer ataque e ao mesmo tempo fazia cumprir as leis que estavam no Livro. Desta forma, admoestava-se e recordava-se aos Irmãos, por este duplo emblema, que "na Lei e na Espada estavam a ordem e a obediência".


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Características e Ações do Mestre Maçom Servidor


Texto de autoria do Venerável Mestre da Loja, Irm. MI Amarildo André de Araújo, trabalhado no descanso ritualístico da Sessão realizada ontem, dia 25/11/2010, em nosso Templo, na qual recebemos a visita de IIrm. das AA.RR.LL.SS. "Luz e Fraternidade" Nº 2197 e "Kabbalah" Nº 3478 - do GOEPA.




CARACTERÍSTICAS E AÇÕES DO MESTRE MAÇOM SERVIDOR

Confunde-se muitas vezes o mestre maçom servidor com uma pessoa que se anula e se torna subserviente ao grupo, é tanto que, por insegurança, alguns mestres maçons presidentes passam a adotar uma sombria postura isolada, quando não arrogante e prepotente. Com firmeza exacerbada, aplicam a rigidez ritualística nas sessões e nunca se arriscam em soltarem a loja em edificantes debates em família, sem os degraus que separam oriente e ocidente, como preconiza o modelo de igualdade da sociedade maçônica.

Ao mestre maçom cabe desenvolver liderança, a habilidade de influenciar seus pares a trabalharem entusiasticamente em si mesmos de modo a saírem do templo renovados para suas lides no mundo onde dedicarão suas vidas ao bem comum. Esta liderança é uma habilidade adquirida pela participação e convivência nas atividades litúrgicas e sociais da loja. É nos templos que se aprendem e desenvolvem habilidades da técnica de influenciar pessoas voluntárias. Esta habilidade de liderança é resultado do desejo ardoroso de fazê-lo e desde que se coloquem em prática ações adequadas.

Para desempenhar a liderança o mestre pode usar do poder que leis e regulamentos lhe facultam, forçando e coagindo os obreiros a fazerem suas tarefas, mesmo que não se predisponham em fazê-lo. Pode também usar de habilidade e levar os voluntários a fazerem de boa vontade o que determina por conta da influência pessoal que possui. O mestre servidor é sábio, bem treinado executa a liderança com eficiência sem utilizar-se do poder de que dispõe por lei ou por influência pessoal e leva seus liderados a executarem tarefas enquanto são construídos relacionamentos; onde o liderado alcança os objetivos comuns por conta de sua própria voluntariedade, ação e responsabilidade.

Quando ouvem discursos empolgantes e motivadores, a maioria dos mestres maçons entendem e se entusiasmam com a idéia do constante desenvolvimento proposto pela Maçonaria, mas quando voltam para suas lides diárias esquecem rapidamente do que se tratou no dia anterior e não mudam. Como é possível progredirem se não mudam? Como poderão aguardar resultados diferentes sem forçar mudanças?

Para liderar é necessário servir, é desenvolver a capacidade de identificar e satisfazer necessidades legítimas dos liderados, removendo barreiras para que nasçam relacionamentos edificantes. O líder servidor não é o escravo que faz o que os outros querem, o maçom servidor faz tudo aquilo que os outros precisam para atingir suas metas e necessidades.

A disciplina desenvolvida pela ritualística estabelece limites bem definidos e rígidos que o maçom usa para sua auto-educação e assim torna-se pessoa responsável com atuação proativa. O que treina pela repetição da ritualística aplica depois automaticamente em sua vida fora do templo. O líder maçom está sempre muito mais preocupado com as necessidades que com as vontades dos irmãos.

Maslow definiu as necessidades humanas numa escala: 1 - comida, água, moradia; 2 - segurança e proteção; 3 - pertencimento e amor; 4 - auto-estima; 5 - auto-realização. O estágio seguinte nunca será completo sem a total satisfação das necessidades que a antecedem. O mestre maçom servidor está no último estágio desta escala. Enquanto não tiver atendidas todas as necessidades anteriores, é muito difícil que desenvolva a capacidade de liderança natural de um mestre maçom servidor, será qualquer coisa, mas não um servidor em sua plenitude. Nos primeiros estágios é comum interpretar o servir com anulação e subserviência. A luta para atender as necessidades que antecedem a fase da auto-realização o deixa incompleto, na defesa. É tanto que nesta fase evolutiva procura mais tirar vantagem para atender primeiro suas próprias necessidades não atendidas que as do próximo. É por isso que para se desenvolver ao ponto de atingir o último estágio desta escala é necessário aplicar tempo e energia para efetuar mudanças. Sem mudanças, sem resultados diferentes!

O ponto fundamental do maçom que alcança na vida o último estágio de realização das necessidades é desenvolver o amor fraterno apoiado na vontade. É aquele amor identificado pelos grandes iniciados que já se foram. É aquele amor que tem a infalível capacidade de resolver a todos os problemas que afligem os relacionamentos humanos. É um amor traduzido pelo bom comportamento. Este amor incondicional e liderança são sinônimos. É tanto que este amor é doado para bons e maus; sem significar que o maçom servidor considera que as pessoas ruins não são ruins. Doar-se não significa subserviência e anulação, mas conduzir o grupo de tal maneira que o bem comum, as virtudes individuais fiquem a disposição do grupo.

O líder qualificado na plenitude de sua auto realização tem como características: usa de bondade, aprecia e incentiva cada obreiro em sua atividade; presta atenção ao que o liderado diz; elogiar faz parte da psique humana, daí elogia na hora certa e com isto constrói relacionamentos, mas nunca abusa deste porque em demasia o elogio se banaliza; amor é sinônimo de humildade; é autêntico, sem pretensão, orgulho e ganância; não finge e também não é franco tosco a ponto de ofender; coloca o outro sempre numa posição de destaque, onde se sinta importante, trata com respeito, sem diminuir a si mesmo ou anular-se; satisfaz ou cria os mecanismos para o liderado satisfazer suas necessidades; em caso de ressentimentos, da maneira mais habilidosa e urgente, desiste de ressentimentos e perdoa quando o liderado o engana, haja vista que decepções são comuns nos relacionamentos, a maioria delas em resultado de ruídos na comunicação que de maldade; cria tal confiança de parte do liderado que este deposita confiança em sua honestidade; ao efetuar escolhas, atem-se firmemente a estas, só mudando de posição com razões claras, bem definidas e de forma transparente.

Como o homem é auto-determinante por ação de seu livre arbítrio só ele mesmo tem a capacidade de mudar-se. Na Maçonaria é a ação da auto-educação, o "conhece-te a ti mesmo", de Sócrates. Em todos os graus o maçom servidor lida com pensamentos. É pelo pensamento que a Maçonaria muda a sociedade. O pensamento transformado em ações desenvolve hábitos, que por sua vez sedimentam num caráter elevado que conduz o líder maçom servidor ao seu destino. Assim como fizeram os iluministas do século das luzes, ao mudarem os homens pela ação do pensamento, estes mudaram a sociedade, a um homem convencido dificilmente se domina; apenas se lidera. Liderar um homem livre pensador para objetivos que visam o bem comum é um desafio pessoal, mas é, adicionalmente, a maior expressão da palavra liberdade, e isto só é possível se o mestre maçom, sem diminuir-se, sem anular-se, serve aos demais.

Disciplinar-se para tornar-se mestre maçom servidor não é ação natural, é algo a ser treinado em todas as oportunidades. Cada mestre maçom tem o potencial de desenvolver a capacidade de tornar-se servidor sem se anular, porque esta é característica de projeto da criatura desenvolvida pelo Grande Arquiteto do Universo. Aquele que descobre o servir como alimentador da última das necessidades humanas se auto-realiza em tudo o que faz e, certamente, usufrui de inúmeros momentos de felicidade como seu justo salário.

Bibliografia:

1. FERREIRA, Antônio do Carmo, A Função do Maçom na Sociedade, ISBN 978-85-7252-272-4, 1ª edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 148 páginas, Londrina, 2009.

2. GAARDER, Jostein, O Mundo de Sofia, Romance da História da Filosofia, título original: Sofies Verden, tradução: Gabriele Haefs, ISBN 85-7164-475-6, 1ª edição, Editora Schwarcz Ltda., 556 páginas, São Paulo, 1995.

3. GLEISER, Marcelo, Criação Imperfeita, ISBN 978-85-01-08977-7?, 1ª edição, Editora Record, 366 páginas, São Paulo, 2010.

4. HUNTER, James C., O Monge e o Executivo, Uma História Sobre a Essência da Liderança, título original: The Servant, tradução: Maria da Conceição Fornos de Magalhães, ISBN 85-7542-102-6, 1ª edição, Editora Sextante, 140 páginas, Rio de Janeiro, 2004.

5. MARTINS, Maria Helena Pires; ARANHA, Maria Lúcia de Arruda, Temas de Filosofia, ISBN 85-16-02110-6, 1ª edição, Editora Moderna Ltda., 256 páginas, São Paulo, 1998.

6. QUADROS, Bruno Pagani, O Pensador do Primeiro Grau, Coleção Biblioteca do Maçom, ISBN 978-85-7252-247-2, 1ª edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 184 páginas, Londrina, 2007.

7. STEVENSON, David, As Origens da Maçonaria, O Século da Escócia, 1590-1710, tradução: Marcos Malvezzi Leal, ISBN 85-370-0013-2, 1ª edição, Madras Editora Ltda., 286 páginas, São Paulo, 2005.

Biografias:

· Abraham Maslow ou Abraham H. Maslow, psicólogo de nacionalidade norte-americana. Nasceu em 1 de abril de 1908. Faleceu, em 8 de junho de 1970, com 62 anos de idade. Conhecido pela proposta hierarquia de necessidades de Maslow.

· Sócrates ou Sócrates de Atenas, filósofo de nacionalidade grega. Nasceu em Atenas em 468 a. C. Faleceu, em 399 a. C. Um dos mais importantes pensadores de todos os tempos.



Evento Dançante da Mútua Beneficente "Flor da Acácia"


A Administração e os Obreiros desta Oficina estão apoiando o evento da Mútua que pretende confraternizar toda a família maçônica paraense.

Entendemos que é dessa forma que fortaleceremos a nossa amada Ordem.


Ecoturismo Paraense



Para vocês sentirem o frescor e a beleza de uma das cachoeiras do Mapuera, no município de Oriximiná, lugar paradisíaco.

Fonte: Blog da Franssinete Florenzano.

Minuto Maçônico

CAPACIDADE MAÇÔNICA

1º - A necessidade em que alguém se encontra, quando se dedica ao estudo de uma ciência, de se tornar competente nas instruções elementares antes de poder esperar alcançar e compreender os seus ramos mais elevados, é tão evidente de per si que dispensa argumentos.
2º - Mas como a Maçonaria especulativa é uma ciência, é igualmente necessário que para a admissão a um grau superior exista também a indispensável condição de adequada capacidade no grau anterior.
3º - É bem verdade que não encontramos, em palavras expressas nas Antigas Constituições, qualquer regulamento exigindo capacidade como preliminar para a promoção, mas todo o seu espírito é evidente em tal sentido.
4º - A moderna constituição da GLU de Inglaterra estabelece que nenhuma Loja poderá conferir um grau superior a um irmão até que ele tenha passado por um exame em Loja aberta, no grau anterior, e muitas Grandes Lojas adotaram uma regulamentação semelhante.
5º - O ritual de todos os graus simbólicos, e, naturalmente, dos Altos Graus, e também de todos os Ritos, faz a imperativa pergunta se o candidato tem capacidade conveniente no grau anterior, sendo exigida resposta afirmativa antes de se proceder aos ritos de iniciação.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Convocação para Sessão Ritualística do dia 25/11/2010


C O N V O C A Ç Ã O


Por Ordem do Venerável Mestre, Irm. MI AMARILDO ANDRÉ DE ARAÚJO, convocamos todos os estimados IIrm. do Quadro de Obreiros para a realização de mais uma Sessão Ritualística, nesta quinta-feira, dia 25/11/2010, às 19h30, em nosso Templo.


No descanso ritualístico trataremos sobre a nossa Confraternização/2010.



A presença de todos os Obreiros do Quadro é de suma importância.




JOSÉ RIBAMAR SILVA LIMA

Secretário

O Orador

No Blog Irmão A Partir Pedra


O Orador é o guardião da Tradição Maçónica e zelador pelo cumprimento das leis e regulamentos em Loja, pela Loja e pelos obreiros da Loja. Integra, com o Venerável Mestre e o 1.º Vigilante, a Comissão de Justiça da Loja. É o único obreiro que pode interromper qualquer outro obreiro, incluindo o Venerável Mestre, quando se lhe afigure necessário para assegurar o cumprimento dos princípios, leis ou regulamentos maçónicos. Não admira, assim, que a medalha do Orador seja constituída por uma imagem das Tábuas da Lei.

O Orador é um ofício específico do Rito Escocês Antigo e Aceite, que não deve ser confundido, por exemplo, com o ofício de Capelão em outros ritos. Com efeito, o Orador é o oficial da Loja que tem, além da anteriormente referida, a função ritual de proferir Orações. Mas isso não quer dizer Preces... A Oração proferida por este Oficial da Loja é de outra natureza: o Orador tira, de cada debate, as suas conclusões e nisso deve consistir a Oração final (no sentido de "intervenção oral") que lhe compete produzir. Assim, compete ao Orador, no final de cada debate, resumir e organizar as várias posições que tenham sido expostas e, em função das mesmas dar o seu parecer ao Venerável Mestre sobre a decisão a tomar e a forma como deve ser tomada.

Recorde-se que o debate em Loja processa-se segundo regras rígidas, tendentes a possibilitar a livre expressão da opinião de cada um, sem constrangimentos nem perturbações. Importa a substância do que é transmitido, não a sua forma. Debate-se, no sentido de se analisar uma questão e tomar uma decisão; não se discute para procurar fazer valer a sua opinião, para levar de vencida opositores (pois em Loja não há opositores, apenas Irmãos que cooperam) ou rebater argumentos. Em Loja, o debate estabelece-se sempre relativamente a uma questão concreta, em relação à qual cada Mestre deve proceder à sua análise, dar a sua opinião, apresentar o seu entendimento da melhor forma de proceder. Cada Mestre intervém uma e só uma vez em cada debate. Não se interrompe ninguém (o único que pode fazê-lo, e unicamente para salvaguarda dos usos e costumes, leis e regulamentos maçónicos é precisamente o Orador - e esta situação só raramente ocorre). Cada Mestre só inicia a sua intervenção após estar terminada a intervenção anterior e depois de devidamente autorizado a fazê-lo pelo Venerável Mestre. Em caso algum se estabelece diálogo: cada Mestre fala para toda a Loja, não para uma pessoa em particular. Cada um dá a sua opinião sobre o tema, não gasta o seu latim e a paciência dos demais a refutar ou criticar outras opiniões anteriormente expressas: a assembleia é composta de homens inteligentes, que facilmente podem discernir que se A entende branco e B amarelo, B não concorda com A e tem uma opinião diversa dele - não vale a pena afirmá-lo expressamente. A mera expressão da fundamentação da sua opinião chega para mostrar a todos as concordâncias e discordâncias com intervenções anteriores. Em resumo, em Loja não se diz "não concordo com...", declara-se "o meu entendimento sobre o assunto em debate é este, por estas razões").

O Orador efetua o resumo do debate com o máximo de objetividade possível e coloca em relevo o sentir da Loja, o que resultou do debate. Ao fazer o resumo, o Orador evidencia se se verificou uma posição unânime, e em que sentido, se se manifestaram entendimentos diversos, mas um deles foi largamente maioritário, e qual, se há diversos entendimentos, sem que se tivesse destacado uma posição largamente maioritária, ou se o debate não foi conclusivo, por falta de elementos ou de opiniões consolidadas sobre a questão em análise.

Feito o resumo do debate, o Orador tira a sua conclusão, isto é, o parecer, a recomendação, que transmite ao Venerável Mestre sobre a decisão a tomar. A conclusão do debate tirada pelo Orador nada tem a ver com a posição pessoal que porventura tenha. Assinala se houve unanimidade ou, pelo menos, uma posição largamente maioritária - e, nesse caso, recomenda que o Venerável Mestre decida em conformidade com o sentido expresso pela Loja, sem necessidade de votação - ou indica as posições expressas que, não sendo evidente uma tendência largamente maioritária, devem ser colocadas à votação pela Loja. O enunciar dessas posições deve ser claro e inequívoco, para que a Loja, ao votar, saiba exatamente o que está em causa na escolha que vai fazer. Quando tal se justifique, seja por das intervenções ressaltar a falta de elementos suficientes para uma decisão devidamente fundamentada, seja por se notarem mais dúvidas do que certezas, o Orador deve recomendar o adiamento da decisão, sugerindo as diligências a efetuar para possibilitar, em devido tempo, uma decisão mais esclarecida.

Note-se que o Venerável Mestre não está obrigado a decidir em conformidade com as conclusões do Orador. Pode discordar e decidir em sentido diferente, formal ou substancialmente. É o Venerável Mestre aquele a quem a Loja delegou o exercício da autoridade. O Orador é - sempre - um colaborador, um auxiliar, do Venerável Mestre, nunca uma eminência parda que se lhe imponha. E isto mesmo até quando o Orador, no uso da sua competência de guardião da Tradição Maçónica e zelador pelo cumprimento das leis e regulamentos, porventura chame a atenção do Venerável Mestre para uma infração ou falha que se esteja em vias de cometer. Ainda assim, o poder de decisão final é do Venerável Mestre e só do Venerável Mestre. Se errar, é ele quem erra e é ele que assume a responsabilidade do erro. Ao Orador compete avisar, não pretender sobrepor uma sua inexistente autoridade à única que vigora em Loja.

No final da sessão, após ter sido concedida a palavra a bem da Ordem ou da Loja (o que, em reuniões profanas corresponde ao "período depois da Ordem do Dia"...), o Orador tira as suas conclusões sobre a reunião. Não se trata aqui de sumariar as intervenções a bem da Ordem ou da Loja, porque estas, ou são meramente informativas ou, se carecerem de deliberação, são apenas introdutórias de um debate a efetuar em sessão futura. Trata-se de sumariar o que foi feito e deliberado na sessão. Este breve sumário, para além de evidenciar o trabalho realizado, facilita a tarefa do Secretário de elaboração da ata da sessão, a ser aprovada na reunião seguinte.

É também frequente que o Orador, nas suas conclusões finais, apresente uma (breve, muito breve) Prancha Traçada sobre um tema maçónico, preferentemente relacionado com o que se tratou na sessão em causa. Porém, tal NUNCA sucede quando na sessão tiver sido apresentada uma outra Prancha Traçada por um Mestre. Em cada sessão de Loja deve haver formação dos obreiros, deve ser apresentado, em contribuição para o trabalho de aperfeiçoamento dos obreiros, um trabalho, uma exposição, um estudo - em resumo, uma Prancha Traçada. É incumbência, dever, dos Mestres da Loja garantirem-no. Se o não fizerem, estão a prejudicar a aprendizagem e a integração dos Aprendizes e Companheiros e a própria evolução pessoal dos Mestres. Mas apenas deve ser apresentada e colocada à meditação da Loja uma única Prancha Traçada de Mestre. Mais do que isso, seria estabelecer a confusão. Um tema para meditação e estudo por sessão é o necessário e o suficiente. Assim, se nessa sessão, tiver sido apresentada por um Mestre uma Prancha Traçada, a conclusão final do Irmão Orador resumir-se-á ao sumário dos trabalhos (incluindo a referência a essa Prancha Traçada, obviamente). Se tal não tiver sucedido, incumbe ao Orador, Mestre que efetua a última intervenção formal antes do encerramento dos trabalhos, garantir que a Loja não fique sem matéria para estudo e meditação, através então de uma brevíssima Prancha Traçada, em que, mais do que ensinamentos ou proposições, deve levantar pistas para reflexão. Assim, ficam os trabalhos justos e perfeitos!

Rui Bandeira

Secretaria Geral de Educação e Cultura divulga certame literário



O certame literário é realizado anualmente pelo Centro de Estudos Maçônicos Fernando Pessoa, órgão da Grande Loja Nacional de Portugal. Clique aqui para visualizar o regulamento.

(A:JA/R:JA)
Fonte: Assessoria de Comunicação, da Sec:. Geral de Comunicação e Informática/GOB.

A Gratidão Maçônica


No sítio eletrônico do Grande Oriente do Brasil


Em sua estrutura orgânica, o Grande Oriente do Brasil é constituído como “Federação indissolúvel dos Grandes Orientes dos Estados e do Distrito Federal, das Lojas Maçônicas Simbólicas e dos Triângulos”, nos termos da Constituição Federal, a Lei básica que rege a vida do GOB e à qual todos os seus iniciados devem submeter-se.

Cada Maçom iniciado no GOB, através de suas Lojas federadas e de solenes juramentos sucessivos, é uma gota neste oceano de harmonia e virtude, sem lugar para as vaidades, a competitividade, a falsidade, a impostura.

Dentre os 11 Incisos e quatro parágrafos do artigo que lista os deveres dos Maçons, destaca-se o Inciso I: “observar a Constituição e as leis do Grande Oriente do Brasil.” Os institutos legais que conformam a entidade jurídica do GOB estão, assim, entregues ao amparo dos superiores sentimentos de moral e de ética de cada Irmão.

Dessa forma, a salvaguarda da dignidade e da autoridade de Irmãos responsáveis, nos vários cargos que ocupam, sem qualquer compensação pecuniária, pelo perfeito funcionamento da Organização, essa salvaguarda está a cargo de obreiros sempre dispostos a manifestar a coesão fraternal que sustenta a nossa Ordem.

Nos momentos em que a Fraternidade se encontra em perigo por atuação nefasta de adversários externos ou defecções internas, é quando se manifesta todo o poder da união dos maçons em torno dos seus líderes para a defesa dos princípios e postulados maçônicos, deixando de lado os que se atrevam a perturbar o nosso nobre trabalho pelo bem-estar da humanidade.

A esses queridos Irmãos, verdadeiros iniciados maçons, merecedores da confiança irrestrita da Sublime Instituição, o mais autêntico e sincero preito de gratidão e respeito do Grande Oriente do Brasil, com nossos votos de que o Grande Arquiteto do Universo constantemente ilumine e guie suas vidas meritórias e exemplares.


19.11.2010.

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral

Minuto Maçônico

CONSTRUÇÃO DO TEMPLO DE SALOMÃO

1º - O sentido esotérico da construção do Templo de Salomão, segundo H. P. Blavatsky (Ísis sem Véu), é o seguinte:
2º - Símbolo maçônico e iniciático. O Templo de Salomão é o Templo da Paz, da Paz interna, objetivo principal do Maçom sincero.
3º - A construção do Templo de Salomão simboliza a aquisição gradual da Sabedoria secreta, ou magia, a maneira pela qual a natureza espiritual se edifica e se desenvolve acima da natureza terrestre, a manifestação no mundo físico do poder e do esplendor do espírito, pela Sabedoria e o gênio do Construtor.
4º - Este, quando se torna adepto, é um rei mais poderoso que Salomão; representa o Sol e a própria Luz; a Lei do mundo real e subjetivo no seio das trevas do universo objetivo.
5º - É este o templo que pode ser construído sem ruído de martelos nem de qualquer outro instrumento de ferro.


Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo


Fonte: www.cavaleirosdaluz18.com.br